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Conteúdo sindicalizado
Serviço de Notícias da Igreja Episcopal Anglicana do Brasil
Atualizado: 47 minutos 6 segundos atrás

MENSAGEM DO GT JUVENTUDE

sex, 27/03/2015 - 14:52


“Há quem dê generosamente, e vê aumentar suas riquezas; outros retêm o que deveriam dar, e caem na pobreza. O generoso prosperará; quem dá alívio aos outros, alívio receberá.” Provérbios 11:24-25

Queridxs membros da IEAB, como já é de conhecimento de toda Igreja em setembro próximo a Juventude estará reunida num grande encontro, o ENUJAB (Encontro Nacional da UJAB). Que ocorrerá entre os dias 4 a 7 de setembro em Brasília. Esse encontro surgiu do chamado que o último Sínodo fez ao Primaz e a toda a Igreja: “Cuidem dos jovens e fortaleçam o seu ministério”.

Esse encontro será marcante na vida da Igreja. Pois queremos mostrar a todos que a juventude é o presente dessa Igreja e, também, queremos fazer com que os jovens sejam mais comprometidos com as suas comunidades. Será um grande divisor de águas.

Estamos nos dirigindo para os irmãos e irmãs, para que incentivem os jovens a fazerem as suas inscrições para o ENUJAB. É uma oportunidade de que os jovens voltem mais motivados e comprometidos com o trabalho da Igreja local e diocesana. Não deixem de falar, motivar e incentivar esses jovens, pois quantas lideranças nacionais hoje, na vida da IEAB, foram motivadas e incentivadas quando jovens?

Também viemos lembrar a todos que no próximo final de semana é o Dia Nacional da Juventude Anglicana. E gostaríamos de pedir que as coletas das celebrações, do próximo final de semana, sejam direcionadas para a Juventude Nacional. Todos sabem que preparar um grande encontro exige muitos recursos financeiros e nós contamos com o apoio do SADD e Junet/CEA, mas ainda nos faltam recursos.

Esse nosso apelo é para que possamos atingir a meta que nós lançamos num projeto de financiamento coletivo, uma “vaquinha on line”. Temos 60 dias para conseguir 20.000,00. O projeto já está em andamento e ainda não atingimos o proposto. Caso não consigamos os 20.000,00 não recebemos nenhum valor e o que foi doado volta para quem o fez. Por isso é TUDO ou NADA.

A IEAB conta hoje com aproximadamente 212 comunidades entre paróquias, missões e pontos de pregação/evangelização. Se cada comunidade assumir o compromisso de doar para a Juventude nacional a sua coleta com certeza chegamos na metade do valor proposto.

Queridos cuidar dos jovens é responsabilidade de todxs nós e queremos deixar o nosso pedido de contribuição para que esse ENUJAB marque, positivamente, a vida da IEAB.

Vocês podem fazer a doação da coleta através do site: https://www.catarse.me/pt/enujab2015 ele é completamente seguro e vocês podem doar com boleto bancário ou cartão de crédito. Chame também membros para doarem aos jovens. Lembrando qualquer valor ajudará a chegarmos no objetivo.

Também você pode contribuir com depósito bancário através da conta poupança abaixo e encaminhar o comprovante para o e-mail ujab@ieab.org.br, Banco Bradesco; Agência: 3379; Conta: 27742-8.

A inscrição poderá ser feita no site: http://www.ujab.ieab.org.br/ e o valor de R$ 180,00 pode ser pago em 3x. Lembramos que os jovens da Diocese Anglicana de Brasília o valor da inscrição é de R$ 280,00, isso se dá por que esses jovens não terão despesas com deslocamento e esse valor pode ser pago em 4x. Oriente os jovens a não deixar para a última hora, pois podem se programar melhor para conseguirem ir à Brasília.

Sabemos que podemos contar com o apoio de todxs e por isso estamos escrevendo pedindo a sua colaboração. Lembramos uma frase que é conhecido por todos “Ninguém é tão pobre que não possa dar e nem tão rico que não possa receber”

Desejamos uma abençoada Páscoa com votos de um abençoado trabalho em sua comunidade. Que se multipliquem o bem que vocês fazem pelos jovens e por todos.

GT Juventude

União de Mulheres Anuncia Encontro Nacional 2015

ter, 17/03/2015 - 10:40

A União de Mulheres Episcopais Anglicanas do Brasil (UMEAB) anunciou esta semana o Encontro Nacional que ocorrerá no mês de outubro em São Paulo. Atualmente a Diretoria da UMEAB é formada: Sra. Christina Takatsu Winnischofer – Presidente; Sra. Maria Elizabeth Santos Teixeira – vice; Sra. Magali Aparecida Gazzolla Kimpara – Tesoureira; Sra. Sueli Gonçalves de Santana – Comunicadora; Sra. Vera Machado – Secretária; Sra. Odete Kurz – Coord. OUG

Saiba mais no Comunicado Oficial:

Às Mulheres da IEAB

AC das Presidentes das UMEABs diocesanas

Amadas irmãs,

Encerramos 2014 animadas com os esboços de organização de um encontro de mulheres coordenado pela UMEAB nacional. Eis que 2015 chega. Passando a limpo os rascunhos, passo a passo o encontro vai saindo do papel e tomando forma.

O tema que pensamos para o encontro envolve o nosso universo feminino: as emancipações, os direitos, as conquistas, os abusos, as explorações, o poder de gerar outras vidas, de alimentar, de acolher, de guardar…

O encanto e o espanto que esses assuntos nos causam instigam-nos a buscar e saber mais, para entendê-los melhor e, consequentemente, entender a nós mesmas.

É por esta razão que convidamos as mulheres de nossa Província:

“Vem soltar sua voz!”

Queremos a participação de mulheres de todas as idades, de todos os dons e tons,  clérigas e leigas – pelo menos 10 mulheres de cada diocese.

De 09 a 12 de outubro, no Centro de Formação Sagrada Família, na Rua Padre Marchetti, 237, Ipiranga – São Paulo.

Em breve maiores informações!

Um abraço fraternal!

Diretoria Nacional da UMEAB

Vamos apoiar o ENUJAB 2015

sex, 13/03/2015 - 11:40

Irmãos e irmãs,
Que presente você quer dar à nossa querida Igreja pela passagem de seus 125 anos de história? Quero convidar você, meu irmão e minha irmã, a colaborar concretamente para a realização de um sonho que está contagiando a IEAB.

O último Sínodo apontou a Juventude como uma prioridade provincial. Atendendo a esta recomendação, a Igreja provincial através do GT Juventude, com o apoio do Primaz, da Secretaria Geral, da Câmara dos Bispos, do Conselho Executivo, do SADD e do CEA abraçou o projeto de reorganização da Juventude. Todos são chamados a colaborar concretamente.

Se você acredita e deseja uma juventude comprometida com a Igreja e pronta para contribuir para a missão da IEAB, conclamo a todas as pessoas de boa vontade a oferecer uma contribuição financeira para cobrir as despesas do ENUJAB 2015. Esperamos reunir 300 jovens em Brasilia, entre 04 e 07 de setembro próximos. Nossa meta é de R$ 20 mil reais. Se cada anglicano comprometido com a Igreja colaborar, estaremos garantido o ENUJAB bem como as etapas seguintes que se darão nos níveis das Áreas Provinciais e das dioceses.Quer saber como? Visite https://www.catarse.me/pt/ENUJAB2015 e deixe a sua contribuição. O site é confiável para operações financeiras. Temos até 26 de abril para alcançar a meta. Eu acredito no seu compromisso, meu irmão e minha irmã! Se mil pessoas contribuírem com R$ 20,00 ( o que digamos não é nem um lanche) alcançaremos a meta. Mas você pode contribuir com mais se assim desejar!

Vamos vestir esta camisa? A causa é nobre e a IEAB é quem vai agradecer o presente para a Juventude!

Do vosso Primaz,

++Francisco

DECLARAÇÃO DO II ENCONTRO DE IGREJAS LUSÓFONAS

sex, 13/03/2015 - 11:01

DECLARAÇÃO DO II ENCONTRO DE IGREJAS LUSÓFONAS DA

COMUNHÃO ANGLICANA

Sonho que se sonha só é apenas um sonho.

Sonho que se sonha junto é o começo da realidade.

(Miguel de Cervantes)

O II Encontro de Igrejas Lusófonas da Comunhão Anglicana reunido sob a inspiração do Espírito Santo, na cidade do Recife, no Estado de Pernambuco, Brasil, de 26 a 28 de fevereiro de 2015, congregou 27 pessoas, entre delegadas e convidadas, incluindo bispos, clérigas, clérigos e pessoas leigas das Dioceses dos Libombos e Niassa (Moçambique) e de Angola da Igreja Anglicana da África Austral, da Igreja Lusitana Católica Apostólica Evangélica (Portugal) e da Igreja Episcopal Anglicana do Brasil (IEAB), sendo essa última a anfitriã do Evento, que decorreu com a parceria e o apoio da Anglican Aliance e The United Society (Us). Para além destas organizações, estiveram também presentes: o representante da IEAB no Conselho Consultivo Anglicano (CCA), a Comissão Nacional de Diaconia Social da IEAB; o Serviço Anglicano de Diaconia e Desenvolvimento (SADD) da IEAB; o Centro de Estudos Anglicanos (CEA) da IEAB; o Grupo de Trabalho da Juventude da IEAB; a União das Mulheres Episcopais Anglicanas do Brasil (UMEAB); o Instituto Anglicano de Estudos Teológicos e o Departamento de Mulheres da Igreja Lusitana; a União das Mães, de Libombos, Moçambique.

O Encontro constituiu um importante espaço de celebração, partilha e reflexão, com momentos devocionais, sessões plenárias, partilha em grupos, estudo bíblico com o tema “quem é o/a meu/minha próximo/a”, a partir do texto de Lucas 10:25-37; e um WEBINAR transmitido on line. Na agenda de trabalho tiveram destaque os seguintes temas geradores: (a) o papel de jovens; (b) o papel das mulheres; (c) educação cristã e formação teológica; (d) diaconia e desenvolvimento social.

As delegações dessas Igrejas (8 bispos, 3 presbíteras, 6 presbíteros, 1 diácono, 6 leigas e 3 leigos), que em conjunto representam uma comunidade com cerca de 350.000 pessoas anglicanas, distribuídas por diferentes continentes e contextos socioculturais. O Encontro sublinhou o papel da língua portuguesa como elemento da unidade na diversidade, tanto para os países representados no Encontro, como também para restantes comunidades lusófonas espalhadas pelo mundo. As pessoas participantes entenderam emitir a presente Declaração, expressando as principais conclusões e compromissos de colaboração.

Assim, foi acordado o desenvolvimento de esforços efetivos de que saiam resultados concretos para:

a)    Promover em cada igreja a divulgação da ação das diferentes igrejas anglicanas de expressão lusófona;

b)    Estabelecer relações de companheirismo em missão entre diferentes dioceses anglicanas lusófonas e outras ações de relacionamento, troca de delegações e partilha de informações e recursos;

c)    Solicitar o apoio solidário de outras organizações do mundo anglicano para a realização dessas ações, e, em especial, para a convocação do seguinte encontro lusófono no prazo máximo de três anos;

d)    Criar, desde já, a partir de recursos próprios, o Grupo de Trabalho, constituído por uma pessoa representante de cada uma das igrejas ou dioceses:

Helen Van Koevering, presbítera, Niassa, Moçambique; Joana Chilengue, leiga, Libombos, Moçambique; Jorge Pina Cabral, bispo, Portugal; Kiaku Eduardo Avelino, presbítero, Angola; Paulo Ueti, teólogo leigo, Brasil.

Este Grupo de Trabalho será responsável pelo acompanhamento dessas ações; e por apresentar às entidades competentes a solicitação de criação da Rede Lusófona da Comunhão Anglicana, que inclua em sua agenda, dentre outros, os temas geradores refletidos no Encontro.

Cremos em Deus; cremos na força das pessoas pobres,

Na audácia das pessoas poetas, Na ousadia dos profetas, Na inspiração das artistas.

Cremos em Jesus, Cremos na humildade para servir;

Na coragem de transformar, na alegria de celebrar,

No respeito às diferenças, no pão para toda mesa, no conforto para toda tristeza.

Cremos no Espírito, cremos na esperança de recomeçar;

Na beleza do gesto solidário, na justiça para toda opressão, na compaixão diante da dor,

No amor, dádiva divino-humana. Amém.

Recife, 28 de fevereiro de 2015

André Soares, bispo diocesano, Angola; António Manuel Silva, Instituto Anglicano de Estudos Teológicos, Portugal; Arthur Cavalcante, presbítero, secretário geral, Brasil; Brígida Arbiol Pereira, leiga, Departamento de Mulheres, Portugal; Carlos Simão Matsinhe, bispo diocesano, Libombos, Moçambique; Christina Manning, assessora de comunicação, Anglican Alliance; Christina Takatsu Whinnischofer, leiga, União das Mulheres Episcopais Anglicanas do Brasil; David Pessoa de Lira, diácono, Recife, Brasil; Francisco Silva, bispo primaz, Brasil; Helen Van Koevering, presbítera, Niassa, Moçambique; Ilcélia Soares, leiga, Comissão Nacional de Diaconia, Brasil; Joabe Cavalcanti, presbítero, Us, Inglaterra; Joana Chilengue, leiga, União das Mães, Libombos, Moçambique; Joanildo Burity, leigo, Conselho Consultivo Anglicano, Brasil; João Câncio Peixoto, bispo diocesano, Recife, Brasil; Jordan Santos, presbítero do Grupo de Trabalho da Juventude do  Brasil José Jorge Pina Cabral, bispo diocesano, Portugal; Jossias Solomone, presbítero, Libombos, Moçambique; Kiaku Eduardo Avelino, presbítero deão, Angola; Lilian Conceição da Silva Pessoa de Lira, presbítera, Recife, Brasil; Manuel Ernesto, bispo sufragâneo, Niassa, Moçambique; Marinez Rosa dos Santos Bassotto, presbítera, Comissão Nacional de Diaconia, Brasil; Mark Van Koevering, bispo diocesano, Niassa, Moçambique; Mauricio Andrade, bispo diocesano, Brasília, Brasil; Paulo Ueti, teólogo leigo, Anglican Alliance, Brasil; Pedro Triana, presbítero, Centro de Estudos Anglicanos, Brasil; Sandra Andrade, leiga, Serviço Anglicano de Diaconia e Desenvolvimento, Brasil; Comitê Coordenador da Anglican Alliance.

Mensagem do Bispo Primaz sobre o Dia Internacional da Mulher

dom, 08/03/2015 - 08:27

” Deus não está mais longe de nós, de modo nenhum….somos Deus, enquanto homens e mulheres, por graciosa participação” L. Boff

Irmãs e Irmãos

Graça e Paz!

Nossa IEAB celebra este ano uma importante festa que faz parte dos seus 125 anos como Igreja Anglicana para o povo brasileiro: celebramos 30 anos de ordenação feminina! Uma conquista alcançada com muita perseverança, oração e debate. As mulheres leigas da IEAB, ao lado de suas colegas que alcançaram o ministério ordenado, também avançaram no caminho perseverantemente do reconhecimento de seu papel de protagonistas.

Recordo-me bem das longas discussões em torno da troca do nome de SAE para UMEAB, na primeira metade dos anos 90. A invisibilidade era sutilmente velada pelo termo “auxiliadora” ao invés de assumir o gênero e superar adjetivações que mantinham as mulheres fora do centro nervoso da Igreja, que era só ocupado por homens. Me recordo que ao chegar em determinada paroquia que dirigi só havia homens na Junta Paroquial e isso era aceito quase com naturalidade. Foram cinco anos de processo educativo que geraram até a minha saída uma Junta maiormente feminina!

Tenho absoluta certeza que estes processos ainda ocorrem em alguns lugares e contextos da Igreja. Ainda há muito silêncio compulsório.

Mas também vejo sinais que nos animam: as vozes proféticas do serviço tem sido proclamadas por mulheres que estão nas lideranças da diaconia da Igreja. A UMEAB e o SADD tem assumido claramente o combate à violência de gênero. A Província, com o apoio de parceiros têm sucessivamente garantido representação brasileira nas Conferências da ONU sobre o status da Mulher. A Província, representada pelo Primaz, subscreveu, em  Londres, a recente Declaração de Compromisso com a Superação da violência sexual contra Mulheres e Meninas.

Não podemos nos dar por satisfeitos ainda. Há muito a fazer dentro e fora da Igreja. Por isso, neste dia internacional da Mulher, conclamo a Igreja a celebrar a memória de todas as vítimas da violência de gênero. Nossas avós e mães buscaram quebrar muitas barreiras e muitas não chegaram a ver os frutos colhidos nesta luta! A elas o nosso tributo! A elas, nossa reverência!

Aos homens que tem sido tocados e sensibilizados pela causa da igualdade de gênero, nosso apelo: sejam instrumentos de transformação de nossa sociedade para que não haja mais violência explícita ou velada contra as mulheres!

Que toda lágrima derramada seja enxugada, que toda dor experimentada receba a cura e que unidos e unidas no amor de nosso Deus Pai/Mãe possamos continuar oferecendo uns aos outros o respeito, a reverência e a dignidade!

Um abençoado Dia Internacional da Mulher!

Do Vosso Primaz,

++Francisco

Somos Anglicanos(as) e Falamos o Idioma Português!

ter, 24/02/2015 - 15:43

A Igreja Episcopal Anglicana do Brasil acolherá entre os dias 26-28 de fevereiro, em Recife/PE, o II ENCONTRO DE DIOCESES LUSÓFONAS DA COMUNHÃO ANGLICANA, com apoio do Escritório da Comunhão Anglicana, da Aliança Anglicana e da US (antiga USPG). Segundo o Bispo Primaz da IEAB Dom Francisco de Assis da Silva ” […] o Encontro será uma oportunidade de estreitar os laços entre as Igrejas de fala portuguesa abrindo horizontes de cooperação nas áreas de Educação Teológica, Diaconia e Desenvolvimento e Missão”. Ainda destaca que  […] os anglicanos de fala portuguesa têm uma enorme contribuição para a Comunhão Anglicana. A delegação brasileira no Encontro reúne importantes representações da Província, revelando assim a enorme importância que esta iniciativa representa para o Brasil”.

Atualmente temos uma população de 267.396.837 que falam a língua portuguesa no mundo.

Estarão presentes  além do Bispo Primaz Dom Francisco e do Secretário Geral Reverendo Arthur Cavalcante outras representações provinciais tais como: UMEAB (União de Mulheres Episcopais Anglicanas do Brasil), SADD (Serviço Anglicano de Diaconia e Desenvolvimento), CEA (Centro de Estudos Anglicanos) e GT (Grupo de Trabalho) Juventude.

As Dioceses de Fala Portuguesa da Comunhão Anglicana terão a oportunidade de partilhar suas conquistas e também desafios como Anglicanos da Europa (Igreja Luzitana), da África (Diocese Libombos,  Diocese Niassa e Diocese Angola) e da América Latina (Igreja Episcopal Anglicana do Brasil).

Haverá um momento muito importante chamado de WEBINAR (27 de fevereiro às 11H, horário de Brasilia) aberto para participação, perguntas e comentários “[…] sobre os desafios e oportunidades que esse encontro oferece para o presente e o futuro das igrejas envolvidas e o povo atendido”. Para inscrições: no site da Aliança Anglicana ou com Paulo Ueti no endereço eletrônico paulo.ueti@anglicancommunion.org.

Saiba mais detalhes sobre o II ENCONTRO DE DIOCESES LUSÓFONAS

Diocese Anglicana de Curitiba: Professores e funcionários Continuem Firmes na Luta!

ter, 24/02/2015 - 12:36

NOTA DE APOIO A MOBILIZAÇÃO DOS PROFESSORES E FUNCIONÁRIOS

Obrigado professores e funcionários. Continuem firmes na luta!

Nos últimos dias temos testemunhado a mobilização dos professores e funcionários das escolas públicas do Paraná à qual se somaram outras categorias. Justa mobilização que além de defender os interesses da categoria profissional, defendem, em primeiro lugar, a qualificação da escola pública.

Obrigado professores, funcionários e demais trabalhadores pela aula de cidadania, pela mobilização, pela perseverança, pela “garra” que tem demonstrado. Não desistam. Continuem firmes nessa luta. Estamos com vocês!

Obrigado professores e funcionários e demais trabalhadores porque vocês nos lembram o caminho que devemos percorrer se desejamos mudar a sociedade, manter nossos direitos, limitar os abusos e desmandos dos que dirigem as instituições estabelecidas para garantir o direito e cidadania para todos e todas. Eles esquecem seu papel, defendendo, muitas vezes, somente seus próprios interesses como no caso do inaceitável, injustificável e imoral “auxílio moradia”, para citar um exemplo entre tantos outros.

A história nos ensina que as conquistas sociais, econômicas e políticas só foram alcançadas pela mobilização e luta da sociedade como a que estamos testemunhando agora. Em nenhum momento conseguimos avançar sem esse esforço, sem organização, sem o “povo na rua”.

Neste mundo dominado pelo poder econômico regendo nossas vidas em defesa do interesse de poucos, e, por outro lado, a necessidade urgente de reforma econômica, política, tributária, judiciária, etc, sabemos que nada será mudado por aqueles que foram investidos de poder para efetuar essas mudanças a não ser pela mobilização popular. Por isso agradecemos aos professores, funcionários e demais categorias pois nos ensinam a “receita” e o caminho em vista de alcançarmos as mudanças necessárias e urgentes para construirmos uma sociedade mais justa e mais fraterna.

Continuem firmes nessa luta!

Dom Naudal Gomes, Bispo Diocesano

Igreja Episcopal Anglicana do Brasil – IEAB – Diocese Anglicana do Paraná

Rev. Luiz Carlos Gabas

Comissão de Direitos Humanos (Incidência Pública) da IEAB e da Diocese

Mensagem de Quaresma do Bispo Primaz: “De quem somos anjos?”

qua, 18/02/2015 - 10:47

“E os anjos o serviam” Mc 1,13

Minha última viagem a Londres tem me trazido a oportunidade de refletir sobre as pessoas que carregam consigo as marcas da rejeição e da exclusão. A Consulta sobre o tema da superação da violência sexual contra as mulheres e a experiência de assistir um morador de rua chorando por ajuda acompanhado de seu fiel cão de estimação numa das ruas do centro financeiro londrino me fizeram aprofundar ainda mais um senso de deserto que percebo em nossa sociedade. O deserto é solidão, carregada de temores e de dores. O próprio Jesus viveu a experiência do deserto e precisou ser confortado pelos anjos. Para ele, o teste da resiliência lhe exigiu a própria exaustão física e também espiritual. Sua fidelidade ao Pai, no entanto, foi compensada pela ajuda dos anjos (Mc 1,13).

Então aqui vai a pergunta que não quer calar: de quem temos sido anjos? Estamos cercados de tanta gente que vive um deserto pessoal, em meio aos desafios da sobrevivência, encalacrados num sistema que tudo consome e que pouco dá em troca; e quando dá, geralmente não é coisa perene.

O que temos feito diante disso? Estamos sendo anjos de verdade? Quando foi a última vez que tivemos a sensibilidade de nos incomodar com a injustiça? Estamos realmente prontos para o exercício da solidariedade para com as pessoas excluídas? Faz parte da cultura de nosso sistema as pessoas demonstrarem que estão bem, que são bem sucedidas, que estão sempre em ascensão….

No fundo a realidade não é assim. Nossas ruas e praças estão cheias de pessoas que vivem um terrível deserto. Eu não vou enumerar aqui os grupos porque são numerosos. Até os vemos, mas instintivamente não os enxergamos. Podemos ser anjos e levar conforto e autoestima a essas pessoas, lutar por seus direitos e ser voz para as pessoas silenciadas. Transmitir a elas o amor de Deus. Levar as Boas Novas.

Que esta Quaresma se converta em período de profunda avaliação de nossa missão no mundo. Que possamos entender o verdadeiro significado da Cruz assinalada em nossa testa com cinzas. Que possamos nos sentir a inequívoca interdependência com nossos semelhantes e que possamos servi-los e confortá-los como sempre desejamos que nos façam a nós quando vivemos os nossos próprios desertos.

A Igreja existe para servir o mundo. Vamos nos tornar anjos?

++Francisco

Bispo Primaz da IEAB

Londres: Líderes Religiosos Reafirmam Compromisso com a Superação da Violência Sexual

ter, 10/02/2015 - 15:33

A Consulta inter-religiosa, na qual o Primaz da IEAB esteve participando ontem e hoje em Londres, reuniu representantes de diversas partes do mundo e concluiu com uma Declaração de compromisso com a superação da violência sexual no contexto dos conflitos armados e em todas as sociedades em que o status das mulheres e meninas ainda é de subserviência. Dom Francisco foi convidado por Christian Aid e pela Coalizão Internacional  para participar da Consulta patrocinada pela Coalizão junto com a Secretaria de Assuntos internacionais do Governo do Reino Unido. A Aliança Anglicana, da qual faz parte o SADD (Serviço Anglicano de Diaconia e Desenvolvimento) e Christian Aid (parceiro do SADD) são ativos participantes da Coalizão e atuaram como assessores da Consulta.

Entre os diversos tópicos abordados tivemos a defesa dos valores de fé e dos direitos humanos; a superação da impunidade e promoção da justiça; apoio às sobreviventes de violência sexual; o envolvimento dos homens e jovens no enfrentamento da violência; e, processos de reconciliação e construção da paz. Na abertura da Consulta, tivemos a presença do Arcebispo de Cantuária, da ativista e atriz Angelina Jolie e do Secretário do Governo Britânico William Hague para assuntos de enfrentamento à violência sexual.Ao final do Encontro foi emitida uma Declaração de Mobilização das Religiões.

Dom Francisco foi escolhido para apresentar a plenária a Declaração Final, assumida integralmente pelos participantes. Entre os compromissos assumidos pelos participantes se destacaram:
1. Levantar vozes contra a violencia sexual em todas as circunstâncias e oportunidades;

2. Juntar esforços para evitar que meninas e mulheres, homens a rapazes estejam livres da ameaça de violência sexual em qualquer lugar do mundo;

3. Colocar-se em solidariedade com todas as pessoas afetadas por este tipo de violência;

4. Lutar para implementação de leis que protegem e promovem a justiça para pôr fim à violência sexual e outras formas de violência de gênero.
As religiões tem papel fundamental na construção de  sociedades que vivam inspiradas pela concepção de que todos os seres humanos são portadores de dignidade e que devem ser respeitadas independentemente de sua religião, situação sócio econômica, gênero e etnia. A vergonha da violência sexual precisa ser radicalmente eliminada e a impunidade para estes crimes deve radicalmente ser varrida de nossas sociedades.

Bispo Primaz participa de Consulta Internacional sobre Violência contra as Mulheres

sex, 06/02/2015 - 11:38

A convite do Ministério das Relações Exteriores do Reino Unido e da Coalizão Internacional Speak Out, o bispo Primaz Dom Francisco viajará a Londres para participar da Consulta de Mobilização para o enfrentamento da violência contra as mulheres, entre os dias 09-10 de fevereiro. A este evento comparecerão lideranças religiosas internacionais e contará com a presença do Arcebispo de Cantuária.
A Coalizão Internacional Speak Out é composta por um conjunto de Igrejas e organizações não governamentais que tem por fim diagnosticar e apoiar iniciativas de superação da violência contra as mulheres. Alguns governos tem aderido a este movimento, dentre eles o governo do Reino Unido.
A Comunhão Anglicana tem participação efetiva através da Aliança Anglicana. Dentre as organizações não governamentais que participam da Coalizão, se destaca a Christian Aid, parceira do Serviço Anglicano de Diaconia e Desenvolvimento – SADD. Outro parceiro do SADD que é ativo na Coalizão é  o Episcopal Relief Development – ERD.
Em novembro passado, Dom Francisco gravou, junto com outros líderes internacionais, uma mensagem de vídeo que foi divulgada em toda a Comunhão no qual chamava a atenção para a necessidade de um compromisso de toda a Igreja contra a violência de gênero.
De acordo com a ONU, muitas mulheres – na maioria dos países - uma em cada três – são espancadas, coagidas a sexo ou abusadas de alguma forma em suas vidasUma em cada cinco mulheres vão se tornar uma vítima de estupro ou sofrer tentativa de violência sexual. Isso sem falar sobre outras modalidades de violência tais como bullying, agressão psicológica e física.
A IEAB, através do SADD tem claramente assumido um importante papel de conscientização e formação sobre o tema. Praticamente em todas as dioceses tem sido aplicada a Cartilha de Prevenção à Violência, com resultados muito positivos na apropriação da Igreja sobre o tema, superando antigos tabus e reconhecendo que a violência é um tema recorrente na sociedade e também dentro da própria Igreja.
O convite ao Primaz se baseia no fato de que dentro da Comunhão Anglicana há um claro direcionamento de envolver concretamente as lideranças na motivação de suas Províncias em torno do enfrentamento do problema da violência de gênero. A consulta na qual Dom Francisco participará terá a coordenação de William Hague (Secretário do Reino Unido para a Prevenção da Violência Sexual) e Angelina Jolie (Embaixadora da ONU para Refugiados).

NOTA DE ESCLARECIMENTO DA IEAB SOBRE COMUNICADO DA CNBB

seg, 02/02/2015 - 16:42

A Igreja Episcopal Anglicana do Brasil (IEAB) expressa surpresa na divulgação do documento “COMUNICADO CNBB” veiculado pela Diocese de Assis pelo site http://diocesedeassis.org/portal/index.php/noticias/diocesanas/1107-comunicado-cnbb, no qual é relatado no corpo do documento a participação de um “Bispo Anglicano” em um ato de ordenação episcopal de um clérigo presbítero, não autorizado pela hierarquia da Igreja Católica Apostólica Romana (ICAR). No mesmo documento ainda expressa uma recomendação pastoral proibindo a participação de fiéis católicos em qualquer celebração presidida pela “Igreja Anglicana”.

O Bispo Primaz da Igreja Episcopal Anglicana do Brasil (IEAB), Reverendíssimo Dom Francisco de Assis da Silva, juntamente com o Secretário Geral Reverendo Arthur Cavalcante, estão em contato junto a Secretaria da CNBB (Conferência Nacional de Bispos do Brasil) para obter mais informações oficiais sobre o documento no qual constam essas informações envolvendo o nome da Igreja Anglicana.

Para fins de esclarecimento imediato, a Igreja Episcopal Anglicana do Brasil afirma desconhecer a participação de qualquer membro da Câmara dos Bispos envolvido neste ato de ordenação episcopal.

Informamos ainda a todas as pessoas que a Igreja Episcopal Anglicana do Brasil mantém relações:

1- Com a Comunhão Anglicana (The Anglican Communion) através dos seus símbolos de unidade: o Arcebispo de Cantuária, a Conferência de Lambeth, o Conselho Consultivo Anglicano e o Encontro dos Primazes. Mantemos igualmente relações de históricas fé com a Igreja da Inglaterra (The Church of England). E esclarecemos que no Brasil, a Comunhão Anglicana é representada oficialmente, por mais de 120 anos, pela “19ª Província – Igreja Episcopal Anglicana do Brasil-IEAB”;

2- Com as Instituições Ecumênicas nacionais e internacionais, tais como: Conselho Mundial de Igrejas-CMI, Conselho Nacional de Igrejas Cristãs-CONIC, Coordenadoria Ecumênica de Serviço-CESE, KOINONIA Presença Ecumênica e Serviço, DIACONIA, Christian Aid, Conselho Latino Americano de Igrejas-CLAI e Rede Ecumênica de Juventude-REJU,

3- E participamos legitimamente das Comissões de Diálogos Bilaterais: Anglicana-Católico Romana, Anglicano-Metodista e Anglicano-Luterano.

Por fim, a IEAB está aguardando o retorno da Secretaria da CNBB para esclarecer alegado fato já posto em divulgação nos órgãos de comunicação.

Santa Maria, 02 de fevereiro de 2015.

++ Reverendíssimo Francisco de Assis da Silva

Bispo Primaz da Igreja Episcopal Anglicana do Brasil

IEAB 2015

ter, 30/12/2014 - 09:31

Mas em todas estas coisas somos mais do que vencedores, por aquele que nos amou. Romanos 8:37

Querid@s
Vivemos um ano de 2014 com muitos desafios mas foi um ano de belos sinais de como nossa Igreja tem buscado cumprir a missão que nos cabe neste nosso país: continuamos a afirmar nosso caráter profético através do serviço, da adoração e da busca de respostas pastorais efetivas para dentro da Igreja e para a sociedade brasileira. Foi o ano da Copa do Mundo, das Eleições,  das investigações de escândalos, e de um grande debate político em torno de que modelo de Estado queremos. A tudo isso pudemos oferecer nossa palavra e nosso testemunho em torno dos valores que nos inspiram e nos movem a partir de nosso pacto batismal.Como comunidade de fé, vivenciamos o processo dos Indabas sobre Sexualidades e Famílias o que nos permitiu viver uma permanente assembleia em diálogo, ouvindo-nos mutuamente em clima de respeito à diversidade. Pudemos acompanhar o processo de construção do nosso novo LOC que será lançado daqui a seis meses. E, desde a Amazônia até o extremo sul do País, buscamos ser “sal e luz” em nossas comunidades locais e instancias diocesanas e provinciais. Pode ser que não alcançamos tudo que desejaríamos alcançar, mas até aqui o Senhor tem nos ajudado!
O ano que se avizinha é um ano especial para nossa IEAB. Estaremos celebrando 125 anos de nossa fundação como Igreja brasileira. Dentro desta história celebraremos os 50 anos de nossa autonomia e 30 anos de ordenação feminina. Serão momentos especiais que nos dão a idéia de como nosso passado é um atestado da misericórdia divina, atuando através de nós e apesar de nós.
A convite do Primaz teremos duas visitas de Primazes da Comunhão Anglicana, atestando assim o respeito e o carinho que a Comunhão tem por nossa Província. Teremos a alegria de receber em fevereiro, um novo Encontro de Igrejas Lusófonas de nossa Comunhão, para se construir novos caminhos de afirmação de nossas identidades e de partilha nos caminhos da Missão e do Serviço. Receberemos com alegria nossa pérola de espiritualidade litúrgica, com a publicação do novo LOC. Continuaremos no caminho do diálogo sobre sexualidades e famílias, bem como na reconfiguração de nossos Cânones e Constituição.

Assim como o passado nos garante que Deus tem sido fiel para conosco, precisamos enxergar o futuro sem medo. Precisamos ser uma Igreja corajosa, que não pensa em si mesma. Precisamos de lideranças clericais e leigas que valorizem mais o senso de Província, que estejam mais unidas na construção de uma IEAB mais colegiada. Precisamos focar mais nas coisas que nos unem do que naquelas que nos põe em posições opostas. Precisamos deslocar nossa visão para o conjunto da floresta para além de focar apenas em nossa árvore particular. Precisamos apoiar e ouvir a voz e o jeito da nossa juventude que realizará seu encontro nacional, das mulheres que estarão em assembleia, reconhecendo que temos sido falhos em oferecer a eles e elas o protagonismo que precisam para tornar a nossa Igreja mais relevante no contexto da sociedade brasileira.
Por fim, desejo compartilhar com tod@s o meu desejo como Primaz: que nos tornemos uma Igreja que viva mais para os outros que para si mesma. Uma Igreja serva, ouvinte, atenta, corajosa! Uma Igreja que se abra ao Espírito para ir aonde ele nos enviar. Um Feliz 2015 a tod@s!

++ Francisco

Bispo Primaz da IEAB

Cartão Natal Secretaria Geral

qui, 18/12/2014 - 20:55

Cartão Natal Bispo Primaz

qui, 18/12/2014 - 20:54

Mensagem de Natal do Bispo Primaz

ter, 16/12/2014 - 16:56

Porque o Reino de Deus não é comida nem bebida, mas justiça, e paz, e alegria no Espírito Santo. Romanos 14:17

Aos Bispos, ao Clero e ao Povo da Igreja Episcopal Anglicana do Brasil,

Saudações em Jesus Cristo!

A profecia do terceiro domingo de Advento nos apontou um modelo de sociedade no qual prevalece os valores da Justiça, da Paz e da Alegria. Nada mais contraditório do que lermos estas passagens e compararmos  com a sociedade que enxergamos ao nosso redor. Nossa sociedade está cada dia mais materialista, consumista, imediatista. Tudo se converte em coisa, mercadoria. A linguagem da generosidade e da solidariedade tem sido substituída pela linguagem da violência.  Parece criar a sensação de que não temos mais esperanças de vivenciar os valores da plena humanidade e da solidariedade entre povos, nações, religiões, gênero e classes sociais.Além disso, vivemos diariamente o drama de uma sociedade que se desumaniza a passos cada vez mais largos. Uma moderna Babel dividida entre os poderosos e os excluídos.

A Igreja é chamada a viver com firmeza a contracultura que nos é proposta pelo Menino Deus. É ele que vem destronar os poderosos e aqueles que regulam o mundo à luz de suas próprias cobiças. É ele que vem afirmar que os oprimidos é que sentarão à mesa de Deus e vivenciar a beleza e a alegria das bem-aventuranças! O projeto de Deus é de que vivamos a vida plena, abundante. É um menino que nasce na periferia do mundo que vem assegurar que, apesar da aparente impunidade e autoconfiança do modelo que nos circunda, é possível proclamar que a Justiça e a Paz prevalecerão. Esta é a razão de ser da Igreja: anunciar que uma nova sociedade é possível!

Assim como Ele próprio é sinal da generosidade de Deus para com o Mundo, devemos assumir com firmeza o sentimento de generosidade pelos nossos semelhantes. E generosidade (coisa que os poderosos deste mundo não entendem) não é comprar coisas. Generosidade é vivência de sentimentos singulares que não tem preço: é respeito à dignidade humana, é trabalhar por Justiça, Solidariedade e Paz. Por fim, possamos assumir com coragem e alegria o seguimento de Jesus.

Que o milagre da nova vida, manifestada no Menino de Belém, anime a nossa Igreja a assumir com coragem o testemunho da cultura de Paz, Solidariedade e Justiça. Não podemos nos acomodar às tentações de uma ordem que nos faz objetos, que deseja que a abençoemos – pois é assim que ela entende ser a religião – mas devemos assumir o custo de proclamar que em Jesus se fazem novas todas as coisas, inclusive as relações sociais.

Seja este Natal uma oportunidade para renovarmos nosso compromisso com a Paz, com a Solidariedade e com a Justiça!

Um bom  e abençoado Natal a todos e todas! Com carinho e orações do vosso Primaz,

++Francisco

BISPO PRIMAZ DA IEAB

Tráfico de pessoas: uma breve reflexão teológica

qua, 10/12/2014 - 13:42

A Comissão de Direitos Humanos da Diocese Anglicana da Amazônia resolveu apoiar a realização de um painel informativo sobre o tráfico de pessoas, na Catedral de Santa Maria, Belém – PA, manifestando assim seu completo repúdio a essa violência contra o ser humano. Uma atitude ousada por se tratar de um crime organizado com dimensões internacionais, um mercado que movimenta 35 bilhões por ano,  e sobre o qual a sociedade mantêm um “pacto silencioso de reprovação moral e aceitação prática”[1], especialmente na nossa região Amazônica. Todavia, a Comissão tomou está decisão acreditando que faz parte da vocação profética da Igreja denunciar todos os absurdos que se cometem contra a humanidade e a vida no planeta.

No entanto, esse silêncio tem sido de alguma forma quebrado, desde o início deste século que o tráfico de pessoas vem cada vez mais chamando a atenção de autoridades nacionais e de organismos internacionais. Como resultado disso foi constituída uma Comissões Parlamentares de Inquérito (CPI) na Câmara Federal. A mesma coisa acontecendo na Assembleia Legislativa do Pará com o objetivo de “investigar o Tráfico de Seres Humanos no Estado do Pará para fins de exploração sexual, trabalho escravo, remoção e comércio de órgãos”[2]. O tema também ganhou mais visibilidade na sociedade ao ser abordado pela autora Glória Perez numa novela da Rede Globo de Televisão, Salve Jorge.

O Estado brasileiro possui muitas deficiências para enfrentar esse problema devido a ausência de políticas públicas e de legislação específica. Até mesmo para definir esse crime ainda nos valemos de um documento das Nações Unidas, chamado Protocolo de Palermo, no qual o tráfico humano é definido como sendo “o recrutamento, o transporte, a transferência, o alojamento ou acolhimento de pessoas, recorrendo à ameaça ou uso de força ou a outras formas de coação, ao rapto, a fraude, ao engano, ao abuso de autoridade ou à situação de vulnerabilidade ou a entrega ou à aceitação de pagamentos ou benefícios para obter o consentimento de uma pessoa que tenha autoridade sobre a outra para fins de exploração”[3].

Fica claro, logo de início, que para enfrentá-lo de fato precisamos de ações conjuntas e bem articuladas, pois trata-se de uma questão complexa que fere a dignidade do ser humano e exigindo uma abordagem multidisciplinar. Consciente disso, neste texto não pretendo invadir a área de outros especialistas e nem apresentar os dados levantados pelas diversas comissões parlamentares que têm se debruçado sobre casos concretos, minha única pretensão aqui é contribuir com uma breve reflexão teológica que respalde a prática das pessoas de boa vontade que se unem contra as injustiças na construção de um mundo melhor.

Primeiro de tudo, aprendemos na Bíblia que Deus toma partido. Não acreditamos num Deus neutro, em cima do muro, indiferente aos problemas humanos. Nosso Deus está sempre do lado dos pobres, dos oprimidos, dos marginalizados[4]. Um exemplo disso podemos encontrar no livro do Êxodo, quando Deus assume a luta pela libertação de um grupo de escravos no Egito. É bem conhecido da teologia latino-americana o texto bíblico: “ouvi o clamor do meu povo contra seus opressores… Por isso, desci para libertá-lo” (Êxodo 3:7-8). Assim também enxergamos o sacrifício de Jesus na cruz como expressão máxima de sua identificação com os destituídos de poder e os abandonados (Filipenses 2:7-8).

É por essa razão que, nós cristãos, somos chamados para responder as necessidades humanas através do serviço de amor,  para transformar as estruturas injustas da sociedade e para preservar a integridade da criação, sustentando e renovando a vida na terra[5]. Um documento do Conselho Mundial de Igrejas nos lembra que “o lugar da Igreja é junto com os inocentes, os cordeiros sacrificiais, os perseguidos, os pobres, os fracos…vítimas, oferecendo-se a si mesma por eles, completando no seu corpo os sofrimentos de Cristo, para que o mundo possa ter vida”[6]. Não se trata de uma opção que podemos ou não fazer, um tipo de acessório, estamos falando da essência mesmo do evangelho de Jesus de Nazaré. A nossa espiritualidade nos leva inevitavelmente ao encontro do outro (1 João 4:20), ao acolhimentos dos excluídos e maltrapilhos.

Somos obrigados também a reconhecer a dignidade de todas as pessoas, pois as nossas Escrituras Sagradas nos ensinam que fomos criados a “imagem e semelhança” da divindade (Gênesis 1:26). Por isso, também Jesus de Nazaré voltou seu ministério nesta direção, ressaltando sempre a dignidade de cada pessoa, chegando mesmo a citar o salmista que se refere a todos os seres humanos como “deuses e filhos do Altíssimo” (Salmo 82:6). A conhecida saudação indiana, namastê, simboliza muito bem essa compreensão. O gesto de curvar-se diante da outra pessoa carrega o significado de “o deus que está em mim saúda o deus que está em você”. Qualquer coisa que macule essa imagem divina que refletimos em nós deve ser denunciada e combatida.

Sabemos que o tráfico subsidia principalmente a prostituição, o trabalho forçado e o mercado de órgãos (embora existam formas mais sutis). Em tudo isso, precisamos também tratar da questão do valor do corpo. Ainda hoje falar do corpo permanece como um tabu para muitos cristãos, uma contradição difícil de ser aceita numa religião que tem escrito no seu principal discurso doutrinário: “Creio na ressurreição do corpo”. Felizmente, nos últimos anos diversas correntes teológicas estão procurando corrigir esse desvio do passado e resgatando o valor do corpo no projeto de salvação. Como afirma muito bem Rubem Alves, deveríamos partir do princípio simples que “Deus nos fez corpo”[7]. É no corpo humano que reside e se manifesta aquilo que denominamos espírito.“A matéria do mundo faz parte de nossa própria pessoa e da pessoa de Jesus, o filho de Deus, imagem de Deus por excelência (cf. Fl 2, 5-11)”[8].

Por isso, nas vítimas do tráfico humano vemos novamente o rosto de Cristo que teve seu corpo entrega a violência da tortura. Nos seus corpos as vítimas completam o sofrimento de Cristo (Colossense 1:24). O corpo se torna santuário de encontro divino. Pois diz o próprio Jesus que o critério de entrada no reino de Deus e de encontro com ele reside no gesto que fizermos em favor do corpo de outra pessoa: “tive fome, e me deste de comer; tive sede, e me deste de beber; era forasteiro e me acolheste; estava nu e me vestiste” (Mateus 25:35-36).

O tráfico de pessoas tem crescido nos nossos dias, cooperando para sua expansão muitos elementos como a globalização, a pobreza, a ausência de oportunidades de trabalho, a discriminação de gênero, a violência doméstica, a instabilidade política, econômica em regiões de conflito, a emigração irregular, o turismo sexual, corrupção dos funcionários públicos e leis deficientes”[9]. Mas principalmente entendemos que o tráfico é resultada da ideologia dominante no mundo Ocidental que torna todas as coisas uma mercadoria e coisifica o ser humano. Essa é a lógica do império ao qual estamos submetidos, essa formatação de poderes na nova sociedade globalizada que cria um sistema de dominação e exploração. Para o império o corpo, o ser humano, é só mais uma mercadoria para ser vendida. E um comércio bem rentável, gerando maior lucro que o tráfico de drogas e de armas.

Como nos dias que João escreveu o livro de Apocalipse, precisamos lutar contra a ideologia do império, mantermos a fidelidade ao projeto divino da construção do reino de Deus e resgatar a dignidade de todo ser humano. Lutar contra todas as formas de exploração e opressão deveria ser  dever de cada pessoa, mas principalmente daquelas que se intitulam de cristãs, pois recebemos o comissionamento de sermos sal e luz do mundo (Mateus 5:13-14).

Pela sua complexidade, sabemos que o tráfico de pessoas nunca será barrado através de iniciativas locais, somente através de ações globais conseguiremos resultados. Como comunidades cristãs temos a possibilidade de criar redes de solidariedade ao redor do mundo inteiro, para combater esta e outras formas de desumanização. Infelizmente nossas divisões nos impedem de sermos mais eficientes naquilo que fazemos. Enquanto pessoas são escravizadas e prostituídas estamos discutindo quem pode e quem não pode participar da Eucaristia, enquanto crianças estão sendo violentadas e tendo seus órgãos extraídos, estamos escrevendo tratados teológicos sobre quais serão as almas que alcançarão o paraíso.

Tomara que um dia possamos superar nossas mesquinhas diferenças e unir nossos esforços para construção de um novo mundo, a utopia do reino divino idealizada por Jesus de Nazaré, onde todos terão “vida em abundância” (João 10:10). Não podemos permanecer indiferentes diante dos graves problemas da humanidade. Diante da violência contra nossos irmãos e irmãs, a neutralidade é a opção a favor dos algozes.

+Saulo Barros

Bispo da Diocese Anglicana da Amazônia

* Texto produzido em Belém, 15 de dezembro de 2012

[1] Marcel Hazeu <http://amaivos.uol.com.br/amaivos09/noticia/noticia.asp?cod_noticia=18674&cod_canal=41>

[2] Assembleia Legislativa do Estado do Pará. Comissão Parlamentar de Inquerito Sobre o Tráfico Humano no Estado do Pará. Relatório Final. Pg. 15.

[3] Protocolo adicional à Convenção das Nações Unidas Transnacional de 2000. <http://www2.mre.gov.br/dai/m_5017_2004.htm>

[4] Desmond Tutu faz uma reflexão idêntica no livro Deus não é cristãos e outras provocações. Rio de Janeiro: Thomas Nelson Brasil, 2012. Pg. 82.

[5] “Cinco Marcas da Missão” aprovadas pela Conferência de Lambeth de 1988.

[6] POULTON, John. A Celebração da vida. Rio de Janeiro: CEDI, 1983. Pg. 65.

[7] ALVES, Rubem. Creio na ressurreição do corpo: meditações. São Paulo; Edições Paulinas, 1984.

[8] SOARES, Sebastião Armando Gameleira. Carta Pastoral: Advento de 2012.

[9] BARBOSA, Cíntia Yara Silva. Significado e abrangência do “novo” crime de tráfico internacional de pessoas: perspectivado a partir das políticas públicas e da compreensão da doutrina e jurisprudencial.  Pág. 06. <http://pfdc.pgr.mpf.gov.br/atuacao-e-conteudos-de-apoio/publicacoes/trafico-de-pessoas/significado-e-abrangencia-do-novo-crime-de-trafico-internacional-de-pessoas-perspectivado-a-partir-das-politicas-publicas-e-da-compreensao-doutrinaria-e-jurisprudencial-cintia-barbosa>