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Conteúdo sindicalizado
Serviço de Notícias da Igreja Episcopal Anglicana do Brasil
Atualizado: 8 minutos 57 segundos atrás

Mensagem do Primaz sobre a Semana de Combate ao tráfico de pessoas

seg, 27/07/2015 - 18:03

Irmãos e Irmãs,

“Nenhum corpo humano pode ser, em qualquer circunstância, objeto de escravidão”

Arcebispo Justin Welby

Nesta semana é celebrado internacionalmente a Campanha contra o Tráfico de Pessoas. Esta é uma tragédia humana que somente nos últimos anos tem sido percebida por governos e entidades não governamentais. Em nosso país, constantes denúncias tem se avolumado à partir de organismos de direitos humanos e entre diversas categorias que caracterizam o tráfico de seres humanos, se encontram o trabalho escravo, o tráfico de órgãos e a exploração sexual de meninas e meninos, bem como a adoção ilegal de crianças. O tráfico não tem fronteiras e é cometido tanto dentro do Brasil como para o exterior. Segundo estatísticas levantadas por diversos organismos internacionais, o Brasil está em décimo lugar no mundo em termos de ocorrências constatadas, isso sem falar nos casos que permanecem não identificados.

A consciência da sociedade brasileira precisa aumentar sobre este silencioso e obscuro problema, que movimenta pelo menos 30 bilhões de dólares no mundo, enriquecendo verdadeiras máfias internacionais e nacionais. São pessoas, no caso de adultos e de crianças, que são atraídas para um mundo de sonhos que se transformam em pesadelos. A exploração econômica e social as submete a condições de vida indigna e muitas vezes fatal.

A Igreja reafirma seu compromisso com a dignidade humana e se coloca enfaticamente contra esse processo criminoso. Todo ser humano é criado à imagem e semelhança de Deus e portador de uma dignidade ontológica que não deve ser violada. Nenhuma pessoa pode ser obrigada a abrir mão de sua capacidade de escolha de trabalho, sua liberdade e sua mobilidade. A ninguém deve ser imposto a privação de sua liberdade e nem ser usado como mercadoria a troco de interesses econômicos escusos. Não importa a idade, condição social nem gênero.

A Organização das Nações Unidas promove esta semana um conjunto de atividades no mundo inteiro, numa Campanha denominada Coração Azul, na qual esclarecimentos sobre o problema acontecerão com o apoio de organismos governamentais, Igrejas e organizações sociais. No Brasil estão previstas diversas ações em praticamente todos os estados.

Nossa Igreja Anglicana, através do Arcebispo de Cantuária, subscreveu juntamente com outras 11 religiões um pacto pela eliminação do tráfico de pessoas para trabalho escravo em dezembro do ano passado. Em várias Províncias da Comunhão, ações de capacitação estão se realizando e nossa Província do Brasil precisa se envolver concretamente com o tema.

Conclamo nossa Província a se engajar com o tema. Que as dioceses e paróquias reservem um tempo para se reunir e discutir o tema e que se ofereçam orações pelas vítimas e por suas famílias. Estas ações podem ser feitas em conjunto com outras Igrejas e com organismos de defesa dos direitos humanos. Se não houver localmente uma rede de entidades que estejam realizando atividades nesta semana, façam internamente  nas paróquias.

Que Deus nos inspire a considerar este tempo como ocasião para nos apropriarmos do tema e para conscientizar nossas comunidades na direção da defesa das vítimas, na prevenção deste crime e na palavra profética onde quer que estejamos.

Que Deus abençoe a tod@s

++ Francisco, Primaz do Brasil

Nota de Pesar

sex, 24/07/2015 - 11:13
“Preciosa é a vista do Senhor à morte dos seus santos”. Salmos 116:15



A IEAB expressa seu sentimento de pesar pela páscoa de dois clérigos, ocorrida ontem, e nos aproximamos em oração a suas famílias, amigos e dioceses onde serviram fielmente ao Senhor.

Reverendo Josias Conserva, clérigo da Diocese Anglicana de Brasilia, foi uma pessoa que dedicou sua vida ao serviço da Missão. Muitas das iniciativas missionárias da IEAB contou com seu estimulo e presença, em várias partes do Brasil. Foi um dos pioneiros do Distrito Missionario Anglicano, acompanhando o bispo Almir Santos em suas viagens missionárias a Campo Verde. Atuou sempre em diversas instâncias da Igreja, desde conselhos diocesanos e também como membro do Conselho Executivo do Sínodo. Colaborou com sua formação jurídica em Comissões de Cânones diocesanas e também foi membro da Comissão Provincial. Dedicado servo de Deus, tinha como característica inesquecível do humor e cultivou sempre um espírito conciliador aonde era demandado a servir. Nossa Igreja se sente triste por sua passagem, mas também expressa a sua esperança na Ressurreição que vence a morte e substitui toda lágrima em alegria! Que o Senhor da Vida o acolha em seus braços! Reverendo José Artigas, clérigo residente na Diocese Meridional, atuando como clérigo colaborador na Catedral Nacional. Nascido em Bagé, atuou originalmente na Diocese Sul Ocidental e cuidou pastoralmente das Paróquia da Transfiguração, em Rosário do Sul e atuou nas missões em Tupanciretã e em Itaara. Foi professor da Escola Técnica da Universidade Federal de Santa Maria e foi Secretário do Bispo Plinio Simões. Um dedicado servo de Cristo que deixa um legado de amizade e respeito nas duas dioceses onde atuou. Que Deus console a família e amigos e que os braços misericordiosos do Senhor estejam acolhendo este nosso irmão. Que seus bons exemplos sejam imitados. Que sua dedicação à Missão alimentem cada um de nós a seguir no serviço de amor a todas as pessoas! Nossa oração se dirige também às dioceses de Brasília, Sul Ocidental e Meridional neste momento de despedida a tão preciosos servidores. ++Dom Francisco de Assis da Silva Bispo Primaz do Brasil

CAMINHADA DA DIACONIA NA IEAB

qui, 23/07/2015 - 17:14

Comissão Nacional de Diaconia (CND): Reverendo Arthur Cavalcante (Secretário Geral da IEAB), Sra.Mara Luz, Deã Marinez Bassotto, Profa. Ilcélia Soares e Sra. Sandra Andrade (SADD)

A IEAB tem, na diaconia, uma das suas maiores forças. Ela é pensada e posta em prática de norte a sul do Brasil, tem acompanhado as mudanças de conjuntura do nosso país e tem como alimento as Marcas da Missão. Alguns marcos importantes da nossa trajetória foram:

  • 1988: Primeira Comissão Nacional de Apoio às Instituições, no momento importante da Década da Evangelização, da Confelíder e de discussões sobre encontro das instituições educacionais. Primera vez que há referência à criação de um departamento de diaconia.
  • 1990: Encontro nacional recomenda a dinamização da presença efetiva dentro das instituições e o trabalho conjunto com outras igrejas e organismos ecumênicos sobre o Estatuto da Criança e o Adolescente.
  • 1995: Encontro das Instituições Sociais que é separado das Instituições Educacionais recomenda rever e fortalecer a ação social.
  • 1998: Encontro Provincial propõe encontros diocesanos para: buscar pastorais alternativas, maior participação das lideranças leigas, consciência pedagógica e maior rigor na elaboração dos projetos sociais, romper dependência e paternalismo com recursos do exterior, criação de secretarias diocesanas de ação social.
  • 2002: Confelíder Missão e Espiritualidade aprofundou a partilha das experiências diaconais entre a IEAB e com os convidados ecumênicos e subsidiou o Sínodo de 2003.
  • 2003: Encontro de Pastorais Sociais em Capão do Leão/DAP: intercâmbio dos processos em curso e capacitação com a Diocese Anglicana do Uruguai, compromisso de partilhar os resultados com as dioceses, aprofundar subsídios teológicos, metodológicos e filosóficos para aprimoramento da diaconia, dar continuidade ao processo de rede. RECOMENDAÇÃO: Que a Secretaria Geral agilize o cumprimento da decisão da última Confelíder de criar um Departamento de Diaconia Social.
  • 2006: Mudança do Serviço Nacional de Apoio às Instituições Educacionais e Sociais para Comissão Nacional de Diaconia.
  • 2007: Consulta Nacional de Diaconia Social IEAB/ERD em Brasília: sistematização das experiências de cada diocese e então distritos e discussão preliminar sobre a criação de um Serviço de Diaconialigado à Secretaria Geral e com uma proposta de plano de trabalho nas áreas de capacitação, monitoramento, publicações e assessorias.
  • 2008: Criado o SADD, subordinado à Secretaria Geral e formado pelos Contatos Diocesanos indicados pelos Bispos, uma coordenadora e acompanhado pela Comissão Nacional de Diaconia.

Neste processo, a criação da Comissão Nacional de Diaconia (CND), como uma comissão sinodal formada por clérigas e leigas de distintas dioceses, tem a missão de refletir, produzir e estabelecer as linhas de ação em relação à diaconia da IEAB, em conjunto com os seus órgãos de decisão e demais comissões nacionais. A CND acompanha e contribui na articulação do trabalho do SADD que é quem operacionaliza a diaconia. Ajuda no seu diálogo com os parceiros internacionais em momentos importantes. Tem proposto temas (metas do milênio, políticas públicas, cartilha sobre violência de gênero) e assessorado metodologicamente eventos, a pedido da direção da IEAB, como foi a Confelider 2010. Participa em atividades dos parceiros para compartilhar experiência da CND, por exemplo o Webinar da Aliança Anglicana e o Encontro dos Lusófonos, ambos em 2015.

Neste momento, a CND tem priorizado o apoio ao processo de pensar o futuro do SADD, via contatos com a assessora específica, o desenho de um processo amplo de consultas com várias atividades com diferentes instâncias da IEAB.

Em abril de 2015, na reunião da Câmara dos Bispos em Sâo Paulo, vimos que os principais desafios para o aprofundamento da nossa diaconia como anglicanos e anglicanas no Brasil são:

  • Conjuntura brasileira (social, política, economica, ecumênica) e seus impactos para uma diaconia plena. Denúncias de corrupção e criminaçização das organizações não governamentais dificultam acessos à fundos públicos para projetos sociais.
  • Crescente exigências de resultados, impactos, evidências e relação dos projetos, de acordo com as diferentes prioridades dos parceiros internacionais.
  • Reflexão Bíblico-Teológica atualizada sobre Diaconia/Marcas da Missão.
  • Um maior compromisso coletivo das várias instâncias sobre a decisão do último Sínodo para os trabalhos com a Juventude e a diversidade sexual.

Nesse sentido juntamos forças com a IEAB na construção de um projeto de Diaconia a serviço de todas as pessoas!

Mara Manzoni Luz,

DASP, Coordenadora da CND, Julho 2015

Uma Palavra do Primaz do Brasil sobre as Mudanças a Respeito do Matrimônio na Igreja Episcopal dos Estados Unidos

qua, 22/07/2015 - 12:06

* English Verson:

A message from Primate of Brazil related to decisions taken by TEC on Marriage understanding

À luz das decisões de caráter canônico e litúrgica tomadas pela Convenção Geral sobre o casamento de pessoas do mesmo sexo, desejo expressar as seguintes reflexões:

1. Respeitamos profundamente a decisão autônoma de TEC porque esta é uma característica constitutiva da nossa Comunhão Anglicana.

2. A decisão foi tomada depois de anos de conversações teológicas, o que reflete o grau de maturidade da Igreja Episcopal.

3. Esta decisão foi tomada em espírito de oração e refletiu a esmagadora maioria da Igreja tanto de seus representantes leigos (as) e clérigos (as).

4. A decisão guardou um importante princípio pastoral quando ofereceu para aqueles que não se sentem confortáveis ​​com as decisões, oferecendo a liberdade de consciência.

A Igreja do Brasil sente-se fortalecida pelo fato de que aqui também estamos vivendo um amplo processo de reflexão sobre a busca de consenso sobre esta questão. Em nosso país, desde 2011,  o Supremo Tribunal Federal já reconhece a legalidade do casamento civil entre pessoas do mesmo sexo.

Nossa província está discutindo este assunto – no contexto da metodologia de Indaba – em todas as instâncias da Igreja. Nossa nova edição do Livro de Oração Comum já contempla uma mudança de linguagem, estabelecendo a neutralidade de gênero que é um passo significativo de inclusão de todas as pessoas. Esta mudança não nos obriga a celebrar o matrimônio entre pessoas do mesmo sexo, mas estamos abertos para o futuro e às novas exigências pastorais do nosso tempo.

Vemos com alegria a mudança dos processos nas Igrejas de Canadá e Escócia. Vemos com alegria os avanços na discussão do tema nas Igrejas da Inglaterra, País de Gales, Aotearoa, Nova Zelândia e Polinésia. Devemos respeitar esse processo que também ocorre em dioceses e partes de outras províncias anglicanas.

Peço a Deus para que esses processos sejam feitos em escuta honesta de todas as pessoas envolvidas. Como Província da nossa Comunhão, estamos comprometidos com a unidade e não concordamos com qualquer iniciativa que isolem as Províncias que estão adotando novas perspectivas pastorais e teológicas.

Minha esperança é que em nossa próxima reunião de Primazes possamos ter uma conversa sincera e honesta também sobre esse assunto. Nós não devemos ter uma agenda única em questão, mas precisamos estar abertos para dialogar sobre nossas diferenças teológicas.

Minha compreensão sobre as palavras do Arcebispo de Cantuária sobre a alteração dos cânones expressa uma preocupação, mas não uma objeção à aprovação das resoluções de uma igreja autônoma.

Recebo com gratidão a preocupação do Arcebispo e confio que podemos continuar a caminhar juntos.

Reafirmo a minha solidariedade sobre os caminhos da Igreja Episcopal em procurar ser um local seguro para todas as pessoas!

Deus abençoe a nossa Comunhão Anglicana e continuemos em diálogo!

++ Francisco

Primaz do Brasil

Recife diz NÃO a intolerância!

qui, 16/07/2015 - 18:56

Ao Povo e Clero da Diocese Anglicana do Recife – Igreja Episcopal Anglicana do Brasil (IEAB)

Recife, 16 de julho de 2015.

CHAMADO AO TESTEMUNHO AMOROSO DA PRESENÇA DE DEUS NO MUNDO

E conhecereis a verdade e a verdade vos libertará.” (João 8:32).

A Diocese Anglicana do Recife, da Igreja Episcopal Anglicana do Brasil, Província da Comunhão Anglicana, se reconhece como uma pequena parte da Igreja de Cristo que tem consciência de que não é proprietária de Deus.

Somos uma Igreja ecumênica, membro de todas as instâncias nacionais e internacionais ecumênicas, que reconhecem o mundo como um lugar comum a todas as pessoas e que o respeito à unidade cristã na diversidade é uma ação de promoção de cultura de paz.

Também nos reconhecemos como uma Igreja aberta ao diálogo inter-religioso, por reconhecer a diversidade religiosa e acreditar que somente em diálogo poderemos construir um mundo melhor.

Acreditamos que Deus é amor (I João 4:8b). De modo que onde há amor, Deus se faz presente.

Somos uma Igreja inclusiva, que assume que as diversidades fazem parte da riqueza da humanidade e que os seres humanos, em suas diversidades, igualmente foram criados à imagem e semelhança de Deus. Portanto, respeitar o ser humano é respeitar a Deus.

Como parte da Comunhão Anglicana, temos algumas marcas para nossa ação missionária que orientam nosso testemunho de fé:

  1. Proclamar as boas novas do reinado de Deus;
  2. Ensinar, batizar e nutrir os novos crentes;
  3. Responder às necessidades humanas com amor;
  4. Procurar a transformação das estruturas injustas da sociedade, desafiar toda espécie de violência, e buscar a paz e a reconciliação;
  5. Lutar para salvaguardar a integridade da Criação, sustentar e renovar a vida da terra.

Em Recife, somos parte do Diálogo – Fórum da Diversidade Religiosa em Pernambuco, e também do CONIC Pernambuco – regional do Conselho Nacional de Igrejas Cristãs, e orientamos os membros da nossa Diocese que sejam testemunho amoroso da presença de Deus no mundo.

Diante do que aqui testemunhamos, registramos veementemente que não comungamos com ações de intolerância e desrespeito de qualquer tipo e espécie, e, particularmente, com a violação do direito de liberdade de culto dos Povos de Terreiros. Direito esse que nos é comum.

Reafirmamos que como parte da Igreja de Cristo, só podemos nos dizer seus discípulos e discípulas se promovermos ações de vida.

Mantenhamo-nos firmes na fé em Jesus Cristo. Do vosso irmão e Bispo Diocesano,

+ Dom João Cancio Peixoto Filho.

Bispo da Diocese Anglicana do Recife

Nota Falecimento Reverendo Flavio Oliveira

seg, 13/07/2015 - 10:24

“Neste momento de dor, Deus está em nosso meio e nos consola com sua palavra.”
LIVRO DE ORAÇÃO COMUM, p. 646, 2015

A Igreja Episcopal Anglicana do Brasil lamenta a perda trágica em acidente automobilístico de seu clérigo Reverendo Flavio Oliveira, 61 anos, da Diocese Sul Ocidental/DSO. Segundo um site de notícia da região, o acidente ocorreu às 21h (12/07), com a saída do carro da pista na SC-390 e seguida colisão com uma árvore, em frente ao Hotel Fazenda, comunidade de Linha Serraria, Piratuba/Santa Catarina.

Dom Francisco Silva (Bispo Diocesano da DSO) , ao saber da notícia, partiu na madrugada desta segunda-feira em direção a Ipira/SC para levar apoio aos familiares e fiéis. Lembrando de seu clérigo afirmou nas redes sociais que “Deus o acolha na Sua Graça e console a Terezinha, filhos e toda a área pastoral sob seu dedicado cuidado!”.

Agora de manhã o Secretário Geral Reverendo Arthur Cavalcante em conversa com Dom Francisco, levou solidariedade da província junto aos familiares, clérigos e povo da Diocese Sul Ocidental. Dom Francisco afirmou que muitos de seus colegas bispos enviaram também solidariedade de suas respectivas dioceses e se sentia apoiado emocionalmente  nessa hora de dor.

O Ofício de Sepultura ocorrerá em Ipira, nesta tarde do dia 13/07, às 17 horas e será oficializado pelo Bispo Diocesano.

IEAB na Câmara de Deputados contra a Redução da Maioridade Penal

qua, 01/07/2015 - 15:33

Desde 1993, tramita na Câmara dos Deputados a Proposta de Emenda Constitucional 171 (PEC 171), que propõe a alteração do Art. 228 da Constituição Federal (propondo a redução da maioridade penal de 18 anos para 16 anos). Neste ano de 2015, a Comissão especial destinada a analisar e proferir parecer à Proposta de Emenda à Constituição ofereceu parecer favorável à proposta e, no dia de ontem, 30 de junho de 2015, a matéria foi pautada para votação no plenário da Câmara dos Deputados.

A Igreja Episcopal Anglicana do Brasil tem se unido ao movimento em defesa da não aprovação  desta PEC, e ontem foi um momento histórico de vitória da força popular .

A Juventude da Igreja Episcopal Anglicana do Brasil  emitiu uma nota pública repudiando a aprovação da PEC 171,  expressando que o “Brasil está na contramão da historia, pois no momento em que vários países têm revisado a sua decisão de redução da maioridade penal, por causa do insucesso da medida”. São exemplos disso a e a Alemanha. A Juventude da IEAB enfatizou que  precisamos nos manter no caminho das Marcas da Missão que nos chama “a testemunhar para todo o povo o amor do Cristo , que reconcilia, salva e perdoa”. E que a missão nos “desafia a lutar contra a injustiça, a opressão e a violência”.

Na realidade, ontem, a Câmara dos Deputados foi marcada pela tensão e violência. Foi um momento de muita pressão popular. Particularmente, consegui entrar até o Salão Verde da Câmara dos Deputados porque fui amparado pela Deputada Maria do Rosário (ex-Ministra dos Direitos Humanos). Ela ainda tentou acolher outras pessoas, mas foi proibida pela segurança parlamentar. Com esta situação, somente eu e Rosa Maria Ortiz, Comissária da Comissão Internacional de Direitos Humanos da Organização dos Estados Americanos (OEA), fomos autorizados a entrar no local.  Finalmente, o Plenário votou e  foram 303 votos a favor, 184 votos contra e 03 abstenções.  O resultado é a vitória da articulação do movimento popular e ecumênico em prol do amor, do cuidado e do respeito a todos e todas.

POR DOM MAURÍCIO ANDRADE

MENSAGEM DO BISPO PRIMAZ PELOS 125 ANOS DA IEAB

ter, 02/06/2015 - 10:10

Grandes coisas fez o Senhor por nós, pelas quais estamos alegres. Salmos 126:3

Grandes feitos começam com atitudes de ousadia. Há 125 anos os missionários Kinsolving e Morris corajosamente iniciaram os trabalhos de construção de uma comunidade episcopal no Brasil enfrentando todas as dificuldades possíveis, em um emblemático período de transição política, mas profundamente motivados pelo amor ao Evangelho e pelo serviço ao mundo.

Logo se seguiram outros homens e mulheres que abraçaram a causa com o mesmo sentimento, espalhando a semente por outros pagos do Rio Grande do Sul, construindo comunidades que foram conquistando as pessoas a se formarem em comunidades missionárias. As sementes brotaram e transpuseram as fronteiras do estado do Rio Grande do Sul e alcançaram outros rincões, estando hoje espalhada por todas as regiões brasileiras. De Belém à Jaguarão e de Recife a Porto Velho temos hoje comunidades pequenas em formação e comunidades centenárias vivendo a fé com o jeito anglicano de crer.

Não somos apenas comunidades que nos reunimos para adorar. A beleza de nossa Liturgia com certeza é uma marca distintiva de nossa Igreja. Mas somos mais que uma comunidade de adoração: somos uma comunidade que serve o nosso povo brasileiro. Em todos estes anos, sempre tivemos uma palavra que falou à sociedade brasileira. E temos agido na direção do bem comum, através da incidência pública, da educação, da assistência às pessoas excluídas, traduzindo em gestos o mandato do Evangelho.

Nos sentimos felizes em sermos reconhecidos como membros da Comunhão Anglicana, como companheiros em diálogo ecumênico com outras famílias cristãs e como parceiros das causas da justiça junto aos movimentos sociais em nosso país e outros parceiros internacionais. Somos respeitados dentro e fora de nosso país. Certamente não somos uma Igreja de grandes contingentes, mas somos uma Igreja de relevantes testemunhas da fé.

Desde nossas gerações primeiras, fomos educados na fé a cumprir a tarefa a nós confiada desde os santos e santas seguidoras de Jesus. Isso não ocorre de forma retilínea, mas em meio a franco e livre debate e convivência de idéias diferentes. Mas depositamos sempre nossos dissensos e nossas diferenças sobre a mesa eucarística para que o Cristo nos capacite a viver na busca do discernimento  da vontade divina.

Nestes dias de celebração das pessoas pioneiras da IEAB, elevemos a Deus a nossa gratidão pelo exemplo herdado, pelo testemunho construído, e pelos sonhos que povoam a mente de nossa geração. Viveremos uma bonita festa que junta tantos motivos. Teremos a ilustre visita da Bispa Presidente da Igreja nos Estados Unidos que representa uma contribuição anglicana na História da Igreja, que é o protagonismo das mulheres, celebrando 30 anos de ordenação feminina na IEAB. Teremos igualmente o lançamento do novo LOC, atendendo um anseio de mais de 30 anos da Igreja. Uma liturgia anglicana e autenticamente brasileira que será uma bela contribuição litúrgica para toda a Comunhão Anglicana. Celebraremos também os 50 anos de nossa autonomia Provincial, quando fomos reconhecidos como a décima nona Provincial da Comunhão Anglicana.

É hora de celebrar, de agradecer a Deus por tudo isso. Também é hora de colocar nas mãos de Deus o sonho de nossa Juventude Anglicana que se articula com dedicação para uma incidência cada vez maior dentro de nossa Província. É hora de colocar nossos projetos missionários e de serviço para que possamos atender o chamado de Deus a expandir os valores do Evangelho em nosso país.

Que Deus nos torne instrumentos da justiça, do amor e da verdade num país que clama por mudanças de atitudes e de senso público. Parabéns à nossa querida IEAB!

Santa Maria, 02 de Junho de 2015

++Francisco

Primaz do Brasil

++ Francisco

Primaz da Igreja Episcopal Anglicana do Brasil

125 Anos da IEAB

sex, 29/05/2015 - 10:38

Lançamento do Livro de Oração Comum

qui, 21/05/2015 - 18:39

SADD REALIZA SEMINÁRIO DE REFLEXÃO SOBRE O SEU FUTURO

sex, 15/05/2015 - 16:17

Com o objetivo de dar seguimento ao processo interno de reflexão sobre o futuro do SERVIÇO ANGLICANO DE DIACONIA E DESENVOLVIMENTO (SADD), aconteceu nos dias 7 e 8 de maio um seminário sobre o futuro do SADD, com a participação de membros da Comissão Nacional de Diaconia, representantes da Comissão Nacional de Incidências Públicas, do GT Missão, da diretoria Nacional da UMEAB, e de representantes dos Contatos Diocesanos do SADD.

Nesses dois dias discutiu-se a percepção que a IEAB tem tido do trabalho do SADD, como podemos fortalecer as ações do SADD em cada diocese, a viabilidade em  se criar regulamentos canônicos para e estatuto para o SADD.

Também foram apresentadas sugestões para  dinamizar o trabalho dos Contatos Diocesanos e aumentar a visibilidade da ação social das comunidades diocesanas tanto dentro como fora da IEAB.

Este foi um encontro extremamente produtivo. Os participantes voltaram para  suas dioceses com uma compreensão melhor e maior do que é o SADD e do que se pretende para o seu funcionamento  futuro.

A Comissão de Diaconia considerou de muita importância o resultado do trabalho desse grupo, pois é preciso ouvir a opinião e recomendações das pessoas que vivenciam experiências afins, para que possamos verificar se o que está sendo planejado está de acordo com as expectativas da igreja.

Uma Palavra ao Povo de Deus sobre a Conjuntura Nacional

sex, 15/05/2015 - 11:55

CARTA PASTORAL DA CAMARA DOS BISPOS: Uma Palavra ao Povo de Deus sobre a Conjuntura Nacional

A religião pura e imaculada para com Deus e Pai, é esta: Visitar os órfãos e as viúvas nas suas tribulações, e guardar-se da corrupção do mundo. Tiago 1:27

Diante dos escândalos e processos amplamente divulgados pela grande mídia envolvendo vários focos de corrupção em diferentes níveis, nos dirigimos ao povo e ao clero da nossa Igreja e a toda sociedade brasileira, constatando nossa preocupante realidade:

a)      A corrupção é um mal histórico neste país, inclusive nos períodos de ditaduras cívicos-militares. Entendemos que é animador o enfrentamento a corrupção, quando preserva o sistema democrático, quando promove a reforma política com ampla participação popular, e quando envolve o compromisso com a mudança da cultura política e o fortalecimento da cidadania.

b)     A corrupção está presente tanto no âmbito público como privado. Atingindo empresas nacionais e internacionais. É importante que tenhamos claro que o papel da mídia tem sido parcial deixando de ser esclarecedor, uma vez que expressa seus interesses e preferencias e não a real magnitude desde mal.

c)      O Congresso nacional foi eleito sob o patrocínio de fortes interesses e poderes econômicos, fortalecendo os setores mais conservador e contrários as conquistas do povo trabalhador e dos direitos humanos. Prova disso, é a resistência à reforma política e o fim do financiamento empresarial das campanhas eleitorais; a tentativa de ampliação do alcance da terceirização, a proposta de revisão do estatuto do desarmamento, e a demarcação das terras indígenas, entre outras agendas de supressão de direitos.

d)     Um ponto que tem merecido nossa especial atenção é a tentativa de reduzir a maioridade penal que, de forma nenhuma eliminará as causas nem aliviará o diagnóstico de violência em nosso país, conforme a juventude de nossa Igreja tão claramente manifestou.

e)      Por outro lado o governo federal, formado por alianças indefinidas, propõe um reajuste fiscal que penaliza apenas as pessoas trabalhadoras, colocando em risco os programas sociais que aponta para a superação das desigualdades e dificultam o já fragilizado acesso aos direitos fundamentais de saúde, educação, segurança, entre outros. Enquanto isso, os ricos continuam desfrutando da proteção tributária no contexto nacional.

Como bispos da IEAB, nos comprometemos a:

  1. Apoiar o movimento do Plebiscito pela Reforma Política;
  2. Continuar resistindo à proposta da redução da maioridade penal;
  3. Buscar formas de combater a corrupção, incentivando e promovendo a transparência e participação popular tanto na esfera pública quanto privada.
  4. Fortalecer os movimentos sociais e ecumênicos na defesa na justiça e da paz, e na afirmação dos Direitos Humanos e na integridade da criação

Lembramos que as Marcas da Missão da Comunhão Anglicana devem ser nossos princípios na busca da transformação da sociedade a luz da dos valores do Reino de Deus.

  1. Testemunhar para todas as pessoas o amor de Cristo, que reconcilia, salva e perdoa;
  2. Construir comunidades de fé, que acolhem, celebram e transformam;
  3. Viver a solidariedade com as pessoas pobres e necessitadas;
  4. Desafiar a injustiça, a opressão e a violência, promovendo uma cultura de paz e reconciliação;
  5. Proteger, preservar e renovar a vida em nosso planeta;

Oremos por nosso país, seu povo e por um mundo melhor para todas as pessoas.

Santa Maria, 14 de Maio de 2015

Dom Francisco Assis da Silva, Primaz, Santa Maria, RS

Dom Naudal Alves Gomes, Curitiba, PR

Dom Filadelfo Oliveira Neto, Rio de Janeiro, RJ

Dom Mauricio José Araujo de Andrade, Brasília, DF

Dom Saulo Mauricio de Barros, Belém, PA

Dom Renato da Cruz Raatz, Pelotas, RS

Dom Humberto Maiztegui, Porto Alegre, RS

Dom Flavio Irala, São Paulo, SP

Dom João Cancio Peixoto, Recife, PE

Nota Pública de Esclarecimento do Bispo Primaz da IEAB

qua, 06/05/2015 - 18:05

O Primaz da Igreja Episcopal Anglicana do Brasil, Dom Francisco de Assis da Silva, vem a público expressar sua estranheza com a publicação, em redes sociais (Facebook), de perfil de uma chamada Faculdade Anglicana de Educação e Filosofia, mantida por uma igreja denominada Igreja Episcopal Anglicana do Rito Ocidental no Brasil.

A estranheza se deve ao uso indevido por parte desta instituição de imagem de capa de seu perfil onde aparecem clérigos da Igreja Episcopal Anglicana do Brasil, sem a expressa concordância dos mesmos. Este é uma séria violação do direito de imagem e que induz por consequência, pessoas ao erro de achar que esta organização tem algum vínculo com a IEAB.

Não temos nenhum laço de comunhão com esta instituição, nem com sua mantenedora. Esta é uma nota para conhecimento público com vistas a evitar consequências indesejáveis em nossas relações ecumênicas com outras Igrejas. (NOTA SITE- SAIBA MAIS QUAIS AS IGREJAS ANGLICANAS EM COMUNHÃO)

Estamos tomando as providências cabíveis para eliminar de vez esta constrangedora situação.

Santa Maria, 06 de Maio de 2015

++ Francisco

Primaz da Igreja Episcopal Anglicana do Brasil

MENSAGEM DO BISPO PRIMAZ PELOS 30 ANOS DE ORDENAÇÃO FEMININA

seg, 04/05/2015 - 16:51

Irmãos e Irmãs

As quais também o seguiam, e o serviam, quando estava na Galiléia; e muitas outras, que tinham subido com ele a Jerusalém. Marcos 15:41

Há trinta anos atrás, aos 05 de maio de 1985, na Matriz do Nazareno, a IEAB transpôs a barreira da exclusão de gênero para o ministério ordenado das mulheres. No ano anterior, o Sínodo da IEAB, aprovara a ordenação feminina às três ordens: diaconato, presbiterado e episcopado. A primeira mulher ordenada foi nossa irmã Revda Carmem Etel Gomes e a partir daí, muitas outras irmãs foram reconhecidas em seus dons e em seu valioso serviço para toda a Igreja, constituindo-se hoje parte imprescindível do sacerdócio de nossa Província.

Nos alegramos porque a Igreja tem muito a agradecer às valorosas colegas que superaram tantas barreiras e se mantiveram firmes na sua luta por igualdade de direitos. Seu ministério e seus questionamentos tem feito amadurecer cada vez mais as nossas instituições e comunidades. O cuidado e a feminilidade com que tratam o rebanho de Deus, trazem à Igreja um toque diferente, terno, materno, mas também seriamente questionador, o que é muito bom para o nosso caminhar na superação de todas as formas de exclusão.

Desde que fui chamado pela Igreja para ser sacerdote, tenho tido sempre amigas clérigas que me ajudaram a fazer ricas releituras da Bíblia, da Teologia e da Liturgia. Como bispo, tenho a alegria de compartilhar o meu ministério com clérigas que tem dado mostras inequívocas do seu amor a Cristo e à Igreja que servem com intensa alegria.

Nossa esperança é de que este processo nos leve como Igreja a completarmos o que ainda falta. Embora algumas de nossas colegas já tenham sido indicadas para a função episcopal, em várias dioceses, a Igreja ainda não escolheu uma Bispa. Mas cremos que o Espírito Santo nos fará eleger uma colega presbítera para o oficio episcopal, completando assim a transposição final de todas as barreiras que ainda persistem.

Me alegro com todas as mulheres ordenadas de nossa IEAB. Agradeço a Deus por suas vidas e ministérios. Precisamos superar de vez a desigualdade de Gênero que ainda perpassa nossa cultura patriarcal que resiste ainda fortemente na sociedade, no mercado de trabalho, na família e também na Igreja.

Às colegas reverendas, e também aos homens solidários que se somam a elas na sua luta e trabalhos pelo crescimento da maturidade do povo de Deus, a minha sincera saudação, oração e carinho!

Do vosso Primaz,

Santa Maria, 04 de Maio de 2015

++ Francisco

Primaz da Igreja Episcopal Anglicana do Brasil

IEAB Comemora 30 Anos de Ordenação Feminina

qui, 30/04/2015 - 15:05

Mensagem do Secretário Geral da Província, Reverendo Arthur Cavalcante

O Ano de 2015 é marcado, dentro do Calendário Oficial da Igreja Episcopal Anglicana do Brasil, o início das Comemorações dos 30 Anos de Ordenação Feminina. Assim queremos saudar o Encontro Nacional de Mulheres Ordenadas que será realizado entre os dias 05-07 de junho (Semana das Pioneiras e dos Pioneiros da IEAB), na Casa de Retiros Vila Betânia em Porto Alegre, RS. O tema será: “Mulher, fonte de força e fé” e o lema: “O Senhor ficou comigo e me deu poder, para que por meio de mim fosse anunciada a sua mensagem” (2ª Timóteo 4:17). O encerramento do Encontro ocorrerá no dia 07 de junho, na Catedral Nacional, Porto Alegre.  Contará com a presença do Bispo Primaz Dom Francisco de Assis, da  Câmara dos Bispos e da convidada especial, a Reverendíssima Katherine Schori, Bispa Presidente da The Episcopal Church.

Nesse sentido a IEAB, através da Secretaria Geral, lembra a todas as comunidades que no dia 03 de Maio (domingo mais próximo a data da primeira Ordenação Feminina na IEAB) se comemore em todas as paróquias, missões e comunidades a Celebração em Ação de Graças pelos 30 anos de Ordenação Feminina afim de rendermos graças a Deus  pelas vidas das mulheres ordenadas de nossa Igreja.

As Comemorações dos 30 Anos, tomou destaque recentemente durante as Reuniões Nacionais, e receberam o apoio e o entusiasmo  do Conselho Executivo do Sínodo, da Câmara dos Bispos e da Secretaria Geral da IEAB. A Equipe organizadora dos “30 Anos” é formada pelas clérigas: Revda. Carmen Etel Alves Gomes (Diocese Meridional), Revda. Leane Rachel Kurtz de Almeida (Diocese Meridional), Revda. Lilian Conceição da Silva Pessoa de Lira (Diocese Anglicana do Recife) e da Revda. Marinez Rosa dos Santos Bassotto (Diocese Meridional).

Igualmente lembramos da Coleta Especial de Ação de Graças (03/05), a ser realizada por todas as comunidades, como gesto concreto para apoiar o Encontro Nacional de Mulheres Ordenadas. As igrejas deverão encaminhar os valores arrecadados para a conta das suas respectivas Dioceses afim de serem repassados para a conta da Província:

BRADESCO AG 3319

C/C 27.742-8 CNPJ 92.959.576/0001-07 Observação: Identificar o depósito como “30 Anos Ordenação Feminina” e comunicar através do telefone 11- 36678161 ou através do email sec.geral@ieab.org.br .

Pronunciamento do Primaz sobre Professores do Paraná

qui, 30/04/2015 - 10:26

Mensagem de Solidariedade aos Professores e ao povo do estado do Paraná

Graça e Paz !

Estamos estarrecidos com as cenas brutais de repressão policial contra o movimento dos professores e funcionários públicos do estado do Paraná que, em nome de uma pretensa ordem, foram impedidos de entrar na casa legislativa daquele estado, contrariando assim, completamente a natureza da instituição, que é a de ser a casa que representa o povo.

A Igreja Episcopal Anglicana do Brasil se solidariza com os professores e funcionários que tem o legitimo direito de defender suas conquistas sociais e legais. É dever dos governos garantir o livre exercício dos direitos de expressão e constitui grave violação constitucional atingir a integridade física de cidadãos e cidadãs no exercício do seu sagrado direito de reivindicação.

Esperamos a apuração independente dos fatos e das responsabilidades para que cenas de repressão do aparelho de segurança do Estado não mais se repitam. Declaramos assim nosso integral apoio aos professores do estado do Paraná e às outras categorias de funcionários públicos que tiveram seus direitos solapados dentro da casa legislativa e fora dela, nas ruas, pela força desproporcional usada contra os mesmos.

Santa Maria, 29 de abril de 2015

++ Francisco

Primaz da Igreja Episcopal Anglicana do Brasil

Mensagem do Primaz à Juventude da IEAB

ter, 28/04/2015 - 17:34

Santa Maria, 27 de abril de 2015

Queridas pessoas de nossa Juventude Anglicana

Graça e Paz!

Trago, em nome da Câmara dos Bispos, a nossa saudação e aval à mensagem (Nota de Repúdio Contra a Redução da Maioridade Penal) que corajosamente e de forma lúcida, clara e objetiva, membros da Juventude Anglicana emitiram a respeito da discussão sobre a Maioridade Penal.

Jovens de várias partes de nossa Província subscreveram a Mensagem a qual contempla integralmente a nossa compreensão como bispos da Igreja sobre a matéria. Razão porque não escrevemos outra mensagem, vez que a de vocês representa-nos muito bem. Damos graças a Deus pelo testemunho de nossa juventude sintam-se apoiados por seus bispos.

Que a graça e a iluminação do Espírito Santo sejam com vocês!

Meu abraço e minha benção,

++ Francisco

Primaz da Igreja Episcopal Anglicana do Brasil

Comunhão Anglicana: Em Favor da Justiça Climática

qui, 16/04/2015 - 15:55

O Mundo é o Nosso Hospedeiro: Uma Chamada para uma Ação Urgente em Favor da Justiça Climática

Centro de Conferências e Retiros de Volmoed (um companheiro da Comunidade da Cruz de Pregos), África-do-Sul, 23 a 27 de fevereiro de 2015

Em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo, Amém.

Nós, um grupo de Bispos Anglicanos de várias dioceses da nossa Comunhão global, saudamos as nossas irmãs e irmãos em Cristo em toda a Comunhão Anglicana neste dia tão Santo, Sexta-Feira Santa. Nesse dia, quando o Salvador se esvaziou pelo mundo, compartilhamos a seguinte declaração em espírito de um amor sacrificial e reconciliador.

Pai, perdoe o cobiçoso desejo das pessoas e nações de tomarem posse daquilo que não lhes pertence. Pai, perdoe a avareza que explora o trabalho das mãos humanas e devasta a terra.

Nesse tempo de crise climática sem precedente, chamamos os nossos irmãos e irmãs da Comunhão Anglicana para juntar-se a nós em oração e em ação pastoral, sacerdotal e profética. Chamamos com humildade, mas com uma determinação urgente, animados pela nossa fé em Deus que é Criador e Redentor e pela dor da experiência do nosso povo nas nossas dioceses e províncias, e a sua necessidade de ver sementes de esperança.

De maneiras diferentes, cada uma das nossas dioceses é impactada pela injustiça climática e degradação do meio ambiente. Aceitamos as provas da ciência em relação à contribuição da atividade humana à crise climática e o papel desproporcional das economias baseadas em combustíveis fósseis. Mesmo com anos de reclamações dos cientistas nos alertando das consequências da falta de ação, há uma ausência alarmante de concordância global em relação a como devemos lidar com a situação. Acreditamos que o problema não é apenas econômico, científico e político, mas também espiritual, pois a barreira contra uma ação efetiva está ligada a questões básicas existenciais de como a vida humana é percebida e valorizada: incluindo as reivindicações morais conflitantes de gerações presentes e futuros, interesses humanos contra não-humanos, e como o estilo de vida dos países ricos deve ser equilibrado com as necessidades do mundo em desenvolvimento. Por essa razão a Igreja precisa, urgentemente, encontrar a sua voz moral coletiva.

Ao longo do ano passado, facilitado pelo grupo diretor da Rede Ambiental da Comunhão Anglicana – RACA (ACEN na sigla em inglês) – fomos convidados, através de email, estudos pessoais e conferências virtuais, a começar a refletir sobre como vamos viver na prática, com urgência e esperança, a Quinta Marca de Missão de “Salvaguardar a integridade da criação e sustentar e renovar a vida na terra.”

As nossas reflexões chegaram a um novo parâmetro quando, em fevereiro de 2015, o presidente da ACEN, o Arcebispo Thabo Makgoba, cortesmente acolheu uma reunião face a face na África-do-Sul. Isso nos proporcionou a oportunidade de compartilhar as experiências das nossas dioceses e, dentro do contexto da Eucaristia e oração diárias, ouvir novamente o chamado de Deus nas Escrituras e na Criação (Salmos 104, 148, 24) e discernir o futuro da caminhada. Estamos firmes nas promessas de Deus, aquele que restaurará toda a criação (Romanos 8:18-25) e que fará novas todas as coisas (2 Coríntios 5:17; Apocalipse 21:5).

Ouvimos as histórias de dioceses afetadas por eventos climáticos cada vez mais fortes e extremos; por mudanças nas condições meteorológicas sazonais; aumento no nível do mar; acidificação do mar e diminuição das áreas de pesca; os impactos devastadores da poluição; o desmatamento, e as destrutivas práticas de mineração, extração de energia e transporte. Lamentamos o deslocamento das pessoas por causa dos efeitos das mudanças climáticas, e, consequentemente, a perda da sua cultura, identidade e sentimento de pertença. Sabemos que Deus confiou em nós, os seus filhos, a responsabilidade de cuidar da sua criação (Gênesis 1:28-29, 2:15), mas temos sido desleixados (Jeremias 2:7). Por isso, a justiça climática para nós cristãos exige uma resposta de fé.

Juntos lutamos com as dimensões práticas e espirituais da justiça climática à luz das ideias e imperativas da nossa fé cristã. Reconhecemos que alguns de nós servimos em culturas e nações que são os maiores contribuintes para o aquecimento global, enquanto outros moram em lugares que contribuem pouco para o problema, mas que são afetados por ele desproporcionalmente. Também percebemos, com humildade, as diferenças culturais, políticos, históricos e teológicos entre nós, os quais procuramos deixar de lado a fim de construirmos juntos uma resposta para essa crise.

A linguagem que usamos para enfrentar essa questão e os interesses e poderes que temos que confrontar variam significantemente de um lugar para outro. Porém, a crise é compartilhada, e a solução para ela só pode ser encontrada se intensificamos uma unidade de pensamento e prática para derrubar as barreiras da desigualdade e da injustiça na nossa vida em comum.

Compartilhamos a compreensão de que a criação é sagrada, e que somos chamados para servir (ebed) e proteger (shamar) a terra agora e nas gerações futuras (Gênesis 2:15). Reconhecemos que temos sido cúmplices de uma teologia de dominação (Gênesis 1:26), e entendemos que a dominação humana da terra só pode ser experimentada à luz do mandamento de Jesus de que o maior é aquele que serve (Lucas 22.26). Observamos que existem grandes questões econômicas e políticas em jogo nessa complexa conversa sobre as reservas de combustíveis fósseis ainda não exploradas e o desenvolvimento de formas de energia sustentáveis e renováveis: incluindo os subsídios das indústrias de combustíveis fósseis e a forte influência das grandes corporações nas políticas do governo ao redor do mundo.

Acreditamos que ouvir as vozes dos povos indígenas, cuja relação com a criação permanece ligada à sua espiritualidade e relação com Deus, é de uma importância central para o ministério da justiça climática. Fomos tocados profundamente quando participamos de um Rito Eucarístico Indígena que ligou a Criação, a Moralidade, e a Redenção de maneira bíblica, íntegra e compreensiva.

Foi doloroso admitir que as mulheres frequentemente carregam um peso desproporcional da mudança climática, principalmente porque são a maioria entre os pobres do mundo e, muitas vezes, para sua sobrevivência, são mais dependentes nos recursos naturais que estão sendo ameaçados pelas mudanças climáticas.  As vozes e contribuições das mulheres, portanto, são essenciais para enfrentarmos as mudanças climáticas.

Existe uma necessidade imperiosa de ouvir as vozes dos nossos jovens que herdarão os desafios e catástrofes que nós não conseguimos enfrentar e impedir. Acreditamos que devemos ser reconciliados com a Criação e uns com os outros e que esse chamado é urgente. Acreditamos que a questão da mudança climática, no fundo, é uma questão moral.

Reconhecemos que a salvação em Cristo nos chama para responsabilidades além de nós mesmos. Especialmente no mundo desenvolvido, a nossa visão de salvação tem se focado nas nossas almas individuais e a nossa caminhada até o Céu. A nossa responsabilidade de cuidar da Criação de Deus tem sido esquecida ou ignorada. Temos agido como se Cristo tivesse morrido apenas para salvar a raça humana. É necessário resgatar a verdade da redenção de todas as coisas em Cristo, que é a mensagem da cruz vivificadora.  (Colossenses 1:20; João 3:16).

Escutando uns aos outros aprendemos que para atender a vida e saúde do nosso planeta hoje e no futuro, precisamos de sacrifícios agora, tanto pessoais quanto coletivos, uma compreensão maior da interdependência de toda a criação e um compromisso verdadeiro com o arrependimento, a reconciliação e a redenção. Para isso é necessária uma profunda mudança de coração e de mente. Seguindo as palavras de 1 Coríntios 12:26, o nosso estudo e discussões serviram para enfatizar a ligação entre o estilo de vida e uso dos recursos em uma parte do mundo e os efeitos disso no mundo todo. Discernimos uma chamada para revitalizar a nossa vocação humana que recusa deixar alguns pobres e outros ricos, e que redescobre a nossa alegria e reverência às maravilhas da criação de Deus (Salmo 96: 11-12). Fomos desafiados a ir além de pedir justiça pelas ações dos governos e grandes corporações, e a assumir a prática do arrependimento e restrição, praticando justiça entre norte e sul, masculino e feminino, criação humana e mais-que-humana na nossa vida em comum como Igreja.

As igrejas da Comunhão Anglicana são locais e globais. Enraizadas em nossa teologia da criação e em solidariedade umas com as outras podemos assumir responsabilidade pela ação em toda a Comunhão, usando os recursos que Deus nos deu de inteligência, espírito e determinação.

Para viver como o Salvador, que une todos a ele, nós nos comprometemos com as seguintes ações e a desenvolver um plano estratégico de ação nos próximos meses. As iniciativas listadas abaixo são passos iniciais importantes para chamarmos todos os Anglicanos para se unirem a nós nesses esforços:

Como bispos nas nossas províncias, dioceses, congregações e comunidades:

•                Nós nos comprometemos como irmãos e irmãs em Cristo na humildade, reconhecendo as nossas diferenças de circunstâncias e de política, a apoiar uns aos outros na conversa e na oração, a continuar a discernir o caminho de Deus, a desenvolver recursos eco teológicos e a formar propostas estratégicas para a ação global e local.

•                Nós nos comprometemos a jejuar pela justiça climática no primeiro dia de cada mês em solidariedade com a terra e reconhecendo que a nossa vida em comum como Igreja tem contribuído para a atual crise climática. O nosso jejum vai continuar enquanto discernimos, em oração, que ainda precisamos do arrependimento como Igreja.

•                Vamos trabalhar para fortalecer as nossas parcerias ecumênicas e inter-religiosas no mundo e dentro das nossas jurisdições, mostrando solidariedade com todas as pessoas de boa vontade em resposta à crise climática.

•                Vamos desenvolver e distribuir recursos educacionais para todos (adultos, jovens e crianças) sobre as mudanças climáticas, a justiça climática, e os princípios éticos e práticos da vida sustentável nos contextos globais e locais.

•                Vamos desenvolver e distribuir material litúrgico sobre o Cuidado da Criação para uso nas nossas paróquias e outros locais de culto.

•                Pedimos uma revisão das práticas de investimento das nossas igrejas, visando apoiar a sustentabilidade e justiça social, desinvestindo em indústrias envolvidas principalmente na extração ou distribuição de combustíveis fósseis.

•                Pedimos o fortalecimento de diretrizes éticos de investimento, que consideram a justiça da criação não-humana além dos interesses das gerações futuras da humanidade…

•                Pedimos programas de formação teológica para postulantes, e formação contínua para o clero ordenado, que incluem um aprofundamento sobre eco-justiça e eco-teologia.

•                Pedimos às instituições anglicanas que integrem nos seus currículos e na vida comunitária as questões de sustentabilidade ambiental e ética, e que ensinem uma abordagem teológica da justiça climática.

Incentivamos Anglicanos em todo lugar a:

•                Se juntar em oração e jejum para a justiça climática no primeiro dia de cada mês como parte da sua vida e adoração.

•                Implementar medidas de conservação de energia nos templos e prédios da igreja mudando para fontes renováveis de energia o mais rápido possível.

•                Tomar medidas para conservar, reciclar e recolher água ao redor das igrejas e suas propriedades.

•                Nutrir a biodiversidade no terreno da igreja criando um habitat seguro para as espécies nativas.

•                Apoiar as comunidades locais dividindo recursos de água, energia e terra fértil para a produção local de alimentos.

•                Apoiar iniciativas de uso da terra sustentáveis, inclusive colocando um freio em relação ao desmatamento de florestas nativas.

•                Defender práticas sustentáveis para a água, alimentação e agricultura nas nossas comunidades. É imperativo que se considere a relação entrelaçado dos sistemas de alimentação, água e energia.

Chamamos os líderes políticos, económicos, sociais e religiosos nos nossos vários países para enfrentar a crise da mudança climática como a questão moral mais urgente atualmente. Incentivamos esses líderes a:

•                Trabalharem com todo o compromisso e pressa possível, para escrever acordos justos, ambiciosos, contabilizáveis e vinculativos no nível nacional e internacional.

•                Desenvolverem políticas que realmente assistem os refugiados do meio-ambiente e do clima e a promoverem mecanismos de cooperação intergovernamentais que asseguram os seus direitos, segurança e reassentamento.

Em conclusão

Afirmamos aquilo que cremos através das palavras do Credo: “Creio em Deus Pai, todo-poderoso, Criador do Céu e a Terra.” E afirmamos que essa declaração é o fundamento do Evangelho de Jesus Cristo nosso Senhor.

A nossa declaração é oferecida em oração, com gratidão a Deus, o criador, mantenedor e redentor a quem toda a glória e louvor sejam dados, agora e sempre.

Deus todo-poderoso, Tu criaste os céus e a terra e tudo que neles há. E Tu criaste os seres humanos à sua semelhança e foi muito bom; Concede-nos a coragem para reconhecer as nossas falhas no cuidado da sua criação. E pela Tua graça, ajude-nos a parar com a degradação do nosso meio-ambiente. Através de Jesus Cristo, nosso Senhor, que vem para que tenhamos vida em abundância. Amém.

Presentes nessa iniciativa estavam os seguintes bispos:

O Arcebispo da Cidade do Cabo e Primaz da Igreja Anglicana de África do Sul, O Reverendíssimo Dr Thabo Makgoba

A Bispa de Edmonton, Igreja Anglicana do Canadá, a Reverendíssima Jane Alexander

O Bispo de Western Kowloon, Hong Kong Sheng Kung Hui, o Reverendíssimo Andrew Chan

O Bispo de Davao, Igreja Episcopal das Filipinas, o Reverendíssimo Jonathan Casimina

O Primaz da Igreja Episcopal Escocesa, e Bispo de St Andrews Dunkeld & Dunblane, o Reverendíssimo David Chillingworth

O Bispo de Nova Iorque, A Igreja Episcopal, o Reverendíssimo Andrew Dietsche

O Bispo de Argentina do Norte, Igreja Anglicana de América-do-sul, o Reverendíssimo Nicholas Drayson

O Bispo de Harare, Igreja da Província de África Central, o Reverendíssimo Dr Chad Gandiya

O Bispo de Salisbury, Igreja de Inglaterra, o Reverendíssimo Nicholas Holtam

O Bispo Indígena Nacional, Igreja Anglicana do Canadá, o Reverendíssimo Mark MacDonald

O Bispo da Zambia Oriental, Igreja da Província da África Central, o Reverendíssimo William Mchombo

O Bispo Johannesburg, Igreja Anglicana do Sul da África, o Reverendíssimo Stephen Moreo

O Bispo de Namibia, Igreja Anglicana do Sul da África, o Reverendíssimo Nathaniel Nakwatumbah

O Bispo de Madhya Kerala e Vice Moderador da Igreja do Sul da Índia, o Reverendíssimo Thomas Oommen

O Bispo de Vanua Levu e Taveuni, Fiji, Igreja Anglicana em Aotearoa, Nova Zelânida e Polinésia, o Reverendíssimo Apimeleki Qiliho

A Bispa de Swaziland, Igreja Anglicana do Sul da África, a Reverendíssima Ellinah Wamukoya

O Bispo Auxiliar da Diocese de Perth, Igreja Anglicana da Austrália, o Reverendíssimo Tom Wilmot

O Bispo Moderador, Igreja de Bangladesh e Bispo de Dhaka, o Revereníssimo Paul Sarker, O Bispo da Amazônia, Igreja Episcopal Anglicana do Brasil, o Reverendíssimo Saulo Mauricio de Barros, e a Bispa da Igreja Episcopal de Cuba, a Reverendíssima Griselda Delgado, participaram na iniciativa mas não puderam estar presentes na reunião.

Essa declaração e o seu conteúdo tem direitos autorais:  The Anglican Consultative Council and the Anglican Communion Environmental Network 2015. Permissão é cedido para reproduzir porções dessa publicação. Cópias também podem ser feitas para distribuição com a devida citação.

Agradecemos o apoio do Fundo do Arcebispo de Cantuária para a Comunhão Anglicana e do Tearfund para tornar possível essa iniciativa.

Tradução para o português: Sra. Ruth Barros (Diocese Anglicana da Amazônia/IEAB)