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Conteúdo sindicalizado
Serviço de Notícias da Igreja Episcopal Anglicana do Brasil
Atualizado: 59 minutos 4 segundos atrás

Nota de Falecimento – Reverendo Mário Ribas

ter, 19/03/2019 - 15:05

“Mas em nada tenho a minha vida por preciosa, contanto que cumpra com alegria a minha carreira, e o ministério que recebi do Senhor Jesus, para dar testemunho do Evangelho da graça de Deus”. At. 20:24


Nosso irmão Revdo Mário Ribas, clérigo na Diocese Anglicana do Rio de Janeiro, fez sua Páscoa na manhã de hoje, dia 19 de março de 2019. Revdo Mário, natural do Paraná, oriundo da Diocese Anglicana de São Paulo, clérigo desta Igreja há mais de 20 anos, representou a IEAB em várias Comissões no Brasil e no Exterior.
Atualmente era Coordenador do Centro Teológico Diocesano da DARJ e Ministro encarregado da Missão Bom Samaritano, em Juiz de Fora, MG. Atendeu pastoralmente a Paróquia de Todos os Santos em Registro, e por ocasião de sua transferência para a Diocese do Rio de Janeiro, foi Ministro encarregado da Missão Bom Pastor e Vitória-ES.
Sabemos que os servos de Deus são acolhidos carinhosamente na comunhão dos santos e santas! Nossa fé nos oportuniza lembrar que a última palavra de Deus para humanidade é uma palavra de vida.
Nossas ações de graça pela vida do Revdo Mário Ribas entre nós!
Seu sepultamento será amanhã, dia 20 de março no Cemitério Parque Jardim da Saudade – Pinhais às 10 horas. Endereço Av. Maringá, 3300 – Conjunto Res. Inocoop, Pinhais-PR


Oremos,
Ó Eterno Deus,
receba o Reverendo Mário Ribas, que aqui te serviu e agora descansa na eterna alegria. Atende com tua bondade familiares e amigos em sua tristeza; fortalecendo suas vidas com tua graça e amor, para que tenham confiança em tua misericórdia e enfrentem com coragem, os dias futuros; por Jesus Cristo, nosso Senhor, que vive e reina contigo e o Espírito Santo, um só Deus, agora e sempre.
Amém.

Que a Luz de Cristo brilhe para ele!

Pedimos orações por toda a família e amigos!

Intercessões para as Celebrações Comemorativas ao dia Internacional da Mulher

qua, 06/03/2019 - 13:15

O SADD está apresentando uma PROPOSTA DE INTERCESSÕES PARA O DIA INTERNACIONAL DA MULHER, a ideia é que seja usada em Celebração específica no Dia 08 de março, ou no Domingo seguinte, dia 10 de março. A sugestão é que mulheres dirijam as intercessões porque cada uma de nós estamos sujeitas a violência de Gênero em algum momento de nossas vidas. Infelizmente ainda temos muito pelo que lutar e lamentar. A sororidade deve nos aproximar, sensibilizar e fortalecer para que possamos perceber que nenhuma mulher sofre sozinha. Cada vez que uma mulher sofre qualquer forma de violência está sendo vítima de um sistema de opressão.

PROPOSTA DE INTERCESSÕES PARA O DIA INTERNACIONAL DA MULHER (Devem ser feitas por mulheres)

Dá-nos, Deus Pai e Mãe, discernimento e sensibilidade para que nos indignemos diante das situações de violência doméstica contra mulheres, e inquieta-nos, com o Teu Espírito, para que sejamos comunidade de acolhimento seguro e aconselhamento, para que seja possível a superação dessa violência. Mediante Teu Filho Jesus, nascido de mulher.

Silêncio

Concede-nos, Deus Materno, sermos profetizas para denunciarmos as violências cometidas contra as mulheres, fortalecendo-nos para que possamos reconhecer os sinais nos corpos, gestos e falas dessas mulheres, e lhes anunciemos que seu silêncio deve ser rompido, superando essa situação que lhes nega o direito à vida plena. Por Jesus Cristo, homem do seu tempo, filho de mulher; sob a inspiração generosa da Ruah Divina, Espírito Santo, Ventania amorosa que promove a transformação.

Silêncio

Materno Pai, Deus de Amor, que por Tua misericórdia nos tornaste Morada do Teu Espírito, concede-nos que nossa comunidade seja espaço de acolhimento seguro às mulheres em situação de violência, e que seja possível que as casas, ruas, escolas e outros espaços sociais sejam transformados em espaços de respeito à vida, à justiça e à dignidade dessas mulheres. Suplicamos-Te que estes se tornem lugares livres da violência, especialmente a casa, morada dessas mulheres. Em nome de Jesus, que aprendeu com a sua Mãe e com outras mulheres do seu tempo o respeito e a devoção, e que a casa é o lugar de inclusão e acolhida.

Silêncio

Rogamos a Deus Mãe e Pai, por todas as mulheres, de todas as raças e etnias, tribos e nações; de todas as idades, mulheres do campo e da cidade, mulheres surdas, cadeirantes, cegas, casadas, solteiras, heterossexuais, lésbicas, de todos os credos; especialmente as que vivem em situação de violência, para que elas não sejam invisibilizadas e as enxerguemos para além da violência, nelas reconhecendo que assim como cada qual de nós, também são tuas filhas, criadas à Tua imagem e semelhança. Por Jesus, que nos inspira a promovermos uma cultura de paz.

Silêncio

Deus, Mãe nossa, que nos consola e ampara em seu seio, amamentando-nos e nutrindo-nos com o alimento santo, corpo e sangue de Jesus Cristo, seu Filho, sinal visível que denúncia, transforma e nutre esperança; permite-nos que reconheçamos os sinais que testificam a Violência na vida das mulheres, e que com elas nos irmanemos para que essa situação seja transformada e que suas feridas sejam curadas, e que nessas mulheres seja refletida a Graça divina do Teu Espírito.

Silêncio

Ó Materno Pai, pedimos o Teu amor e perdão, nesse tempo de opressão e violência, reconhecendo nossa omissão diante de tantas situações de violência, e que muitas vezes nos calamos e fechamos os nossos olhos e ouvidos diante dessas situações de violação dos direitos humanos das mulheres; particularmente, enquanto comunidades de fé, quando reproduzimos violência de gênero contra as nossas irmãs, tratando-as desigualmente em relação aos nossos irmãos. Converte-nos para que tenhamos a dignidade e a coragem de assumirmo-nos como discípulas de Cristo, não nos conformando com a cultura de violência, mas anunciando o Teu Evangelho de Amor.

Silêncio

Deus Materno, que cuida de nós amorosamente, como uma Galinha que aninha e protege seus pintinhos, suplicamos-Te que, através de nós, que somos Corpo de Cristo, venha, terapeuticamente, cuidar e acolher as mulheres em situação de violência, sarando suas feridas e cultivando o que elas têm de melhor para que tenham suas vidas restauradas, por inspiração do Espírito Santo, que como uma Ave paira sobre nós, ungindo-nos para que fortaleçamos a Rede Especializada de Atendimento às Mulheres em situação de violência.

Silêncio

Deus, Luz divina, que nos ilumina e nos conduz no Caminho de Vida, que é Cristo Jesus, irmão, amigo e companheiro de todas as mulheres, especialmente das que vivem em situação de violência, fortalece-nos para que possamos enfrentar a violência doméstica, promovendo prevenção e combate às práticas que anulam a divina humanidade feminina; anunciando que as mulheres podem romper com a Violência de Gênero. Pedimos também que nossas comunidades sejam promotoras de sanidade, de resistência, de acolhimento, de justiça e de vida plena para essas mulheres.

Silêncio

Como filha, eu me coloco ao Teu dispor, ó Deus, para que eu seja profetiza deste século, indignando-me com as injustiças e violências, especialmente a violência contra as mulheres, e para que eu seja capaz de reconhecer essa violência – seus sinais e marcas – muitas vezes silenciadas na alma e no corpo de mulheres. Como irmã de Cristo, nosso Profeta Maior, que eu possa desafiar a injustiça, a opressão e a violência e atuar como agente de proteção para com essas mulheres, na força amorosa do Santo Espírito.

Silêncio

Deus que é Comunidade, Trindade Santa, que nos inspira a sermos comunidade de fé que reconcilia e promove relações de equidade, afeto e respeito; pedimos-te que sejamos testemunhas do amor de Cristo, assumindo a responsabilidade das dores e sofrimentos cometidos contra as mulheres em situação de violência. Que sejamos, enquanto Igreja, lugar de acolhimento seguro para que as mulheres possam romper com todas as formas de violência de gênero, celebrando a vida em comunidade solidária, através da prevenção e do enfrentamento à violência contra as Mulheres. Em Nome de Deus Pai e Mãe de Amor; de Deus Filho e Irmão de libertação, e de Deus Espírito Santo, de consolação. Amém!


(Orações extraídas, e com sutil adaptação, da Cartilha 2 de Prevenção e Enfrentamento à Violência de Gênero contra Mulheres – SADD 2014)

Banquetaço – em defesa do CONSEA, DAB marca presença

sex, 01/03/2019 - 17:05

Recriado no ano de 2003, o Conselho Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional (CONSEA) constituiu-se como “espaço institucional para o controle social e participação da sociedade na formulação, monitoramento e avaliação de políticas públicas de segurança alimentar e nutricional, com vistas a promover a realização progressiva do Direito Humano à Alimentação Adequada”. Competia-lhe propor à Câmara Interministerial de Segurança Alimentar e Nutricional as diretrizes e prioridades da polícia nacional de segurança alimentar e nutricional. Participou da formulação de importantíssimas políticas públicas como a  Política Nacional de Agroecologia e Produção Orgânica,  Programa de Aquisição de Alimentos, a garantia da compra de produtos oriundos da agricultura familiar na Política Nacional de Alimentação Escolar, teve um papel crucial na criação da Emenda Constitucional 64 que instituiu o o Direito Humano à Alimentação Adequada na Carta Magna, acompanhava o debate público sobre o controle na regulamentação de agrotóxicos no Brasil.

O tempo verbal está no pretérito. Por meio da Medida Provisória nº 870, lançada no primeiro dia de mandato do atual governo federal – o que indica ser algo do núcleo programático do mandatário, já aspirado pelas forças que compõem seu governo – o Consea e demais conselhos vinculados à Presidência da República, foram extintos. Um sinal inequívoco de recusa de princípios democráticos de participação da sociedade civil organizada no ciclo de políticas públicas ou, mais ainda, de mesmo um diálogo ou escuta com a mesma. Leva as atribuições do Consea para um opaco gabinete do Ministério da Cidadania e fragiliza a institucionalidade e exigibilidade relativo às políticas públicas.

Esta ação fatídica ocorre num contexto em que, no ano precedente – 2018, mais de 500 programas federais não tiveram dotação orçamentária. Neste esteio de cortes em políticas sociais, vulnerabilidade da institucionalidade reivindicativa de direitos sociais e trabalhistas dos trabalhadores e trabalhadoras, agrava-se a insegurança alimentar no Brasil. Em 2017 a FAO/ONU apresentava o crescimento das situações de fome no Brasil e que, em contrapartida, 22,3% da população com mais de 18 anos estava em obesidade, o que não pode ser interpretado como uma “supernutrição” mas, em muitos casos, indica dificuldades de suprir as necessidades nutricionais compensadas com acesso a alimentos calóricos mas deficientes. Ainda, de 2017 a 2018, o Brasil caiu 13 colocações no Índice Global da Fome de acordo com a Ação Agrária Alemã (Welthungerhilfe), a entidade irlandesa Concern Worldwide e com o Instituto Internacional de Investigação sobre Políticas Alimentares (IFPRI), quedando-se em 31° lugar entre 119 países. Estes dados consolidam quatro indicadores: subnutrição, caquexia infantil (grau de extremo enfraquecimento e emagrecimento),  atraso no crescimento e mortalidade infantil.

Além destes números, o impacto da precarização do quadro de políticas sociais e de segurança alimentar e nutricional impacta famílias campesinas, suas possibilidades de comercialização de obtenção de renda, a economia de pequenos municípios, a rede socioassistencial beneficiada por alimentos dos agricultores familiares, a saúde de milhões de brasileiros (relaciona-se aos parâmetros ideológicos destas ações o fato de que, em média, este governo já liberou a autorização para uso e comercialização de mais de um agrotóxico por dia, incluindo com alto nível de toxicidade).

A sociedade civil não assiste impassivamente. Em 27 de fevereiro realizou atos de reivindicação de justiça, democracia e direitos em todo o Brasil, numa ação batizada de “Banquetaçõ”, amalgamada no eixo do clamor pelo restabelecimento do CONSEA e para que o parlamento derrube a MP 870. O evento central do ato político foi a doação de refeições preparadas por cozinheiros voluntários em pontos centrais da cidade.


Em Goiânia, entidades da sociedade civil, sindicatos, professores e professoras, estudantes, agricultores e organizações campesinas, profissionais liberais, voluntários oriundos de diversas trajetórias construiram uma ampla ação organizada. Foi realizada uma Audiência Pública na Assembleia Legislativa pautando a trajetória histórica do SISAN e do CONSEA, denunciando os impactos que a MP acarreta. Um cortejo com carro de som e batucada promovida pelo Desencuca, coletivo em prol de direitos para a saúde mental e política humanizada de cuidados com o sofrimento psíquico, fez reverberar a pauta para a sociedade goiana chamando a atenção para as questões relacionadas. Culminou no ato do Banquetaço numa região central em frente ao histórico Grande Hotel, com mais de 1500 pratos distribuídos, também com opção vegetariana, uso de plantas alimentícias não-convencionais (PANCS), adquiridos essencialmente de agricultores familiares e produções orgânicas.

A problemática foi socializada com a população transeunte, predominantemente pessoas que trabalham pelo Centro, mas incluindo também aposentados, aposentadas, pessoas em situação de rua. Um abaixo-assinado circulou contra a MP 870 e a recepção por parte dos cidadãos e cidadãs foi altamente positiva, com agradáveis manifestações de apreço e prazer pela refeição compartilhada.

A Paróquia Anglicana de São Felipe marcou presença, no espírito da dimensão profética e diaconal da missão Na orientação sobre a ética de partilha, de partido para com os oprimidos e explorados, integrando a esfera da refeição em comum como ato espiritual simbólico para o que Jesus apontava diante do significado do Reinado de Deus. Vivenciamos assim a acolhida do carinho divino no enraizamento fraternal com os desafios da história e da sede de justiça.

Texto: Rodrigo Gonçalves

Ministro Leigo  na Paróquia São Felipe em Goiânia/GO

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sex, 22/02/2019 - 16:59

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Bispo Primaz do Brasil e Comitiva Brasileira em visita à Londres

ter, 19/02/2019 - 12:48

O Bispo Primaz cumpriu extensa agenda em Londres, articulada pelo teólogo e biblista Paulo Ueti, da Aliança Anglicana e por Richard Bartlet da USPG nos dias 9 a 15 de fevereiro. Também estavam presentes a Sra. Carmen Regina Duarte Gomes, assessora pedagógica da JUNET/CEA e membro da Comissão Nacional de Diaconia e Desenvolvimento e a Bispa Marinez Bassoto, Diocesana da Diocese Anglicana da Amazônia.


A comitiva brasileira teve reunião com a Dra. Eva John, uma das coordenadoras do grupo de trabalho que prepara texto bíblico, teológico pastoral para ajudar a Igreja da Inglaterra na sua reflexão sobre sexualidade humana. Foi uma oportunidade de partilharmos nossa experiência como IEAB do processo ocorrido em nossa igreja que culminou com a decisão do casamento igualitário.


Foram recebidos de forma calorosa e fraterna pelo Arcebispo de Cantuária, no Palácio de Lambeth, para almoço com a Sra. Carolin, sua esposa. Ocorreu reunião privada com o Arcebispo Justin, especialmente sobre a realidade brasileira, a realidade da Comunhão Anglicana e a preparação para Lambeth 2020.

Tiveram contato com a organização CAFOD, a Caritas inglesa, por especial interesse da Bispa Marinez com referência à questão climática e o Sínodo da Amazônia, da Igreja Católica Romana, que é um tema e região que interessa não só a sociedade brasileira, como também a comunidade internacional. Aconteceu outro momento de reunião e partilha com a Sra. Rachel, Diretora da Aliança Anglicana, sobre o trabalho da Aliança e o trabalho da IEAB e das possibilidades de aprofundarmos ainda mais nosso companheirismo na missão e serviço do Reino em favor das pessoas vulneráveis de nossa sociedade.

Em outro momento, ocorreu uma conversa importante com a equipe da Christian Aid, liderada por John Plant, que está colaborando na preparação da Conferencia de Lambeth. O diálogo inicial foi sobre a realidade atual do Brasil com retrocessos em vários aspectos, especialmente, nas questões referentes aos direitos humanos, as questões ambientais, a nova regulação para o uso de armas, o aumento da violência das pessoas vulneráveis, foi observado como pode a Christian Aid apoiar nossas lutas e mobilizar apoios internacionais para tanto.


Ainda teve um encontro com a diretora da Christian Aid e sua equipe. A qual reafirmou apoio as demandas da igreja e de nosso país e como será possível aprofundar nosso companheirismo e parceria em diversas áreas. A Diretora Amanda, reafirmou a importância do escritório brasileiro da Christian Aid para o próprio Brasil e para América Latina e Caribe.


Momento marcante com o Bispo Primaz da Escócia, Bispo Mark Strange, conhecido da IEAB pois foi visitante quando da realização de nossa conferência de Lideranças e Sínodo Provincial no ano passado. Ele se sente amigo do Brasil, tem amizade com vários membros da Câmara Episcopal da IEAB, o Bispo Mark deseja que reafirmemos nosso propósito de estreitarmos relações que possam levar a parcerias na missão.


Outros momentos de reunião com diversos diretores e diretoras de departamentos da Comunhão Anglicana e ainda aconteceu uma mesa redonda, onde foi possível expor a realidade brasileira e de que forma a Comunhão Anglicana poderia ser parceira em nossas demandas. O Bispo Primaz, apresentou a IEAB e as resoluções e desafios vindos da Conferência de Lideranças e do Sínodo Provincial, Bispa Marinez apresentou sua Diocese e seu trabalho nas relações Ecumênicas, a Sra. Carmen Regina Duarte Gomes expôs sobre a Educação Teológica, como está sendo desenvolvida no Brasil, sua assessoria na construção do Plano Nacional de Educação Teológica.

Bispa Marinez reuniu-se ainda com o Seaferer, que é o Ministério aos Marinheiros, pois em sua diocese, assim como em outras, que tem portos, há parceria para o trabalho Pastoral de Capelania aos Marinheiros, buscando fortalecer essas parcerias na IEAB. Sra. Carmen Regina e Bispa Marinez reuniram-se com a autal diretora da Mothers Union Organização das Mulheres, na Inglaterra e África, principalmente.


O Primaz do Brasil concedeu entrevistas para o Departamento de Comunicação da Comunhão Anglicana sobre três temas: a IEAB, sua missão e prioridades; sobre a reunião Regional dos Primazes das Américas, realizada em Toronto, e sobre a Conferência de Lambeth. Na Christian Aid, foi entrevistado pelo The Guardian e pelo departamento de comunicação da própria Christian Aid.


A comitiva brasileira foi acolhida e se reuniu ainda com amigos fraternos, amigos pessoais e da IEAB, foram eles, o Reverendo Nicholas Wheeler, Reverendo Joabe Cavalcante e Bispo David Hamid, Bispo da Diocese da Europa.


Para essa viagem foi fundamental o apoio da Trinity Wall Street, da USPG, que providenciaram as hospedagens. Agradece-se ainda ao Reverendo Richard Bartlet, da USPG, e ao Teólogo Paulo Ueti, da Aliança Anglicana, que prepararam a agenda da semana e foram incansáveis companheiros nos diversos deslocamentos e companhia em reuniões. Ressaltando a importante e necessária tradução que Paulo Ueti proporcionou.

Texto: Com colaboração do Bispo Primaz

Fotos: Sra. Carmen Regina Duarte

Roda de Diálogo “Meu Corpo, Minha Fé: violências e abusos da religião” em Londrina/PR

seg, 18/02/2019 - 11:28

Prezada família IEAB!

Dia 16/02/19, aconteceu, aqui em Londrina/PR, uma Roda de Diálogo em torno do Tema: Meu Corpo, Minha Fé: violências e abusos da religião. Tive a oportunidade de participar desse evento, enquanto palestrante e organizadora.


Devo esclarecer que a ação é do coletivo Evangélicas pela Igualdade de Gênero (EIG) e a 1ª Roda de Diálogo ocorreu em São Paulo (02/02/19), e dentre as facilitadoras estava a conhecida e reconhecida teóloga Ivone Gebara.

Desafiadas pelo coletivo EIG, trouxemos o evento para Londrina. Aqui, conseguimos apoiadores que nos ajudaram a tratar o tema com a seriedade que ele merece. Nossos apoiadores foram: Secretaria Municipal de Políticas Para as Mulheres da Prefeitura Municipal de Londrina, OAB subseção Londrina, Caixa de Assistência dos Advogados do Paraná, Comissão de Promoção de Igualdade Racial e das Minorias da OAB além do coletivo EIG.


Para conduzir a temática, contamos com: Sueli Galhardi – gerente de proteção especial à mulher da Secretaria Municipal de Políticas para a Mulher / PML; Larissa Ferraz de Barros – advogada criminalista, secretária da Comissão de Promoção de Igualdade Racial e das Minorias da OAB, membro da Frente Feminista de Londrina; Sara Alexius – assistente social e teóloga; Vanessa Carvalho de Mello – teóloga, mestre em psicologia social, pesquisadora sobre as questões de gênero, docente e Selma Rosa - teóloga, mestre em educação, docente e clériga anglicana. Cada uma – a partir da própria área de conhecimento, atuação e experiencia – apresentou breves e importantes informações e reflexões sobre o assunto proposto.


No dia seguinte, 17/02/19, das 8h às 10h, participamos do Programa NEM MAIS, NEM MENOS, rádio Brasil Sul – quando tivemos a oportunidade de continuar dialogando sobre a temática, contando com a interação do/as ouvintes. Experiência muito  enriquecedora!

Dentre o/as participantes da Roda de Diálogo estavam líderes de denominações religiosas e representantes de ongs e de outros coletivos.

Segundo alguns depoimentos de participantes, o tema foi tratado com seriedade, coerência, respeito e profundidade, o que muito nos alegrou e animou. No dia 26/02 haverá (com apoio da Secretaria de Políticas para a Mulher) uma Oficina de Cartazes – uma ação conjunta, tendo em vista a manifestação que ocorrerá no dia 8 de março/2019 Dia Internacional da Mulher.

A temática, sem dúvida, é densa, tensa, provocadora e transgressora. Assim, houve cuidado em abordá-la de forma ética, cristã, humana, sem ofensas ao sexo masculino. Entretanto, houve o mesmo cuidado em tratá-la de forma clara, denunciadora e conscientizadora, e isso por meio de dados estatísticos, Leis, pesquisas, depoimentos, relatos de vida e uma perspectiva teológica e bíblica libertadora.

Verificamos que as violências e abusos da religião ocorrem não apenas de forma física mas também de forma emocional e espiritual. Na gênese desse terrível problema estão questões históricas, sociais, econômicas, políticas e, infelizmente e com grande força, questões religiosas.  Os espaços sagrados, que deveriam ser lugares de reconstrução de vidas, muitas vezes tornam-se motivo de dores e sofrimentos, gerando patologias e morte.

A partir de tudo que se ouviu no evento, é pertinente o alerta: Estejamos atentos e atentas: abusos e violências religiosas são cometidas por líderes (de ambos os sexos) quando esses violam os corpos de outros e de outras,  e também quando oprimem, constrangem, desqualificam,  calam seus pares. Práticas assim deformam as relações humanas e comunitárias.  Essas situações não podem ocorrer pois são exercícios distorcidos do poder religioso.

Que Deus esteja sobre nós, dando-nos a cada dia a clareza necessária sobre nosso papel e as condições necessárias para executá-lo.

Em Cristo!


Revda. Selma Almeida Rosa

Diácona da Diocese Anglicana do Paraná – DAPAR

Bispa Marinez Bassotto participa de Curso para novos bispos e bispas na Catedral de Cantuária

qua, 06/02/2019 - 12:08
A Catedral de Cantuária é a Igreja Mãe da Comunhão Anglicana em todo o mundo, lugar específico para o encontro e diálogo de membros da Igreja Anglicana de diversos países e culturas diferentes. Templo histórico da Inglaterra, foi palco de muitas decisões e acontecimentos relativos ao anglicanismo e da própria sociedade inglesa.

Nos últimos tempos, é tradicional também na realização de um curso especialmente voltado para as pessoas recém sagradas ao episcopado. O objetivo desse curso é ajudar e aprofundar os bispos e bispas em seu ministério pastoral e intelectual, explorando os diferentes aspectos do episcopado por meio de palestras, workshops e grupos de discussão envolvendo novos bispos e bispas de diversas províncias, se resume numa ferramenta da Comunhão Anglicana para auxiliá-las quanto aos desafios dos primeiros anos de sagração.


A Bispa Marinez Bassotto, da Diocese Anglicana da Amazônia é a primeira mulher sagrada bispa na Igreja Episcopal Anglicana do Brasil e em toda a América do Sul, um ato histórico de engajamento e empoderamento do ministério feminino em nossa realidade brasileira. Bispa Marinez compõe a turma atual do curso de 29 novos bispos e bispas, sendo ela e a Bispa Susan Bell da Diocese Anglicana de Niágara no Canadá, bispas mulheres. As reuniões terminarão ainda nessa semana.
Texto: SNIEAB

Estandarte Cristão – Dezembro/2018

seg, 04/02/2019 - 22:38

Confira o Estandarte Cristão do mês de abril, agora publicado também na plataforma de leitura ISSUU:

https://issuu.com/ieab/docs/ec_1825_dez_2018

Consulta Internacional de Liturgia Anglicana (IALC) – Encontro de 2019 em Hong Kong – Comunicado

seg, 04/02/2019 - 14:26

Encontro de 2019 em Hong Kong – Comunicado


A Consulta Internacional de Liturgia Anglicana reuniu-se em Hong Kong, de 21 a 25 de janeiro de 2019. A Consulta foi calorosamente recebida pela Hong Kong Sheng Kung Hui e agradece pelas instalações colocadas à sua disposição pela Catedral de São João Teólogo da Diocese da Ilha de Hong Kong, na pessoa do reitor, o Revmo. Matthias Tze Wo Der. A reunião também agradece o apoio e assistência dos seminaristas da Faculdade de Teologia Ming Hua. O Escritório da Comunhão Anglicana foi representado na reunião pelo Rev. Neil Vigers, Executivo do Programa para Unidade, Fé e Ordem. Havia membros representantes de 21 Igrejas da Comunhão. Esta foi a primeira reunião completa da IALC desde que a decisão de Montreal 2015 quanto a não mais coincidir suas reuniões com os congressos da sociedade ecumênica internacional Societas Liturgica.


Foi, portanto, um prazer reconhecer que mais da metade das Igrejas da Comunhão Anglicana enviou representação à reunião. Também foi importante notar que metade dos participantes estavam se juntando à Consulta pela primeira vez. A IALC pôde apoiar a participação de alguns membros através do fundo de bolsas. Serão necessárias doações significativas de bolsas para assegurar essa participação em futuras reuniões.

Durante a semana, o ofício diário foi oficiado por equipes das várias regiões da Comunhão. A Consulta teve a honra de ser convidada pelo Primaz, Arcebispo Paul Kwong, para uma celebração da Eucaristia presidida por ele. O ofício celebrou a memória da Rev. Florence Li Tim-oi, na véspera do aniversário de sua ordenação, em 25 de janeiro de 1944. Ela foi a primeira mulher a ser ordenada ao sacerdócio na Comunhão Anglicana. A reunião também teve o prazer de se juntar à congregação da Catedral de São João e à comunidade cristã mais ampla de Hong Kong em uma liturgia para a semana de oração pela unidade das pessoas cristãs.

Relatórios das Igrejas e Províncias

Os relatórios provinciais indicaram um movimento significativo em várias províncias no tocante à revisão de livros de oração, hinários e textos litúrgicos, que enfatizaram a importância da IALC em relação ao compartilhamento de conhecimento, recursos e processos. No contexto da revisão de calendários, várias províncias têm considerado maneiras de incorporar santos, santas e mártires locais e indígenas.

Várias Igrejas relataram sobre o trabalho que estavam realizando em relação a referências de gênero para Deus, particularmente em textos em línguas neolatinas. A partir desses relatos de contextos muito diferentes, reconheceu-se que as questões levantadas pela linguagem inclusiva e pelas linguagens de gênero exigiam respostas cuidadosas e contextualmente apropriadas sobre as quais trabalho adicional seria necessário.

A Consulta também recebeu um relatório da Rede Litúrgica Anglicana da Ásia Oriental, que havia sido estabelecida em 2017 na Coréia e se reuniu para sua primeira conferência em 2018 no Japão.

Trabalho quanto a orações pela unidade na Comunhão

A pedido do Grupo de Trabalho dos Primazes, a reunião se empenhou em preparar recursos e material litúrgico relative ao conceito de unidade da Comunhão Anglicana. Esse trabalho foi realizado durante a semana de oração pela unidade das pessoas cristãs, reconhecendo que, como anglicanos(as), nossos próprios ‘laços afetivos’ foram testados nas últimas décadas.

Nossa unidade, no entanto, não pode significar uniformidade, já que nossas muitas culturas, idiomas e formas de incorporar e ampliar as tradições anglicanas que herdamos, crescem cada vez mais diversificadas. O Grupo de Trabalho dos Primazes pediu à IALC material que pudesse ser incluído tanto na celebração eucarística como nos ofícios da palavra. A reunião não forneceu ofícios completos de nenhum tipo.


Declarações anteriores da IALC, especialmente as de Praga e Dublin, oferecem diretrizes para a estrutura litúrgica e para elementos típicos que podem ser incluídos em liturgias eucarísticas e outras. Em vez disso, a reunião desenvolveu uma série de recursos litúrgicos de diferentes tipos, havendo também a sugestão de leituras bíblicas e sentenças das Escrituras para uso em liturgias onde a unidade, e a unidade da Comunhão em particular, é o tema.

Formação litúrgica e educação teológica

Na Consulta de Montreal, em 2015, os relatórios das províncias expressaram preocupação com o treinamento e formação litúrgica inadequados do clero e lideranças leigas, e que a educação litúrgica não era mais vista como prioridade em muitos seminários e esquemas de treinamento ministerial. Levando em consideração essas preocupações, uma parte significativa do trabalho em Hong Kong foi destinada a fim de considerar os elementos centrais e o contexto da formação litúrgica para o ministério.

A Consulta começou seu trabalho em ouvir os diferentes contextos em que a formação litúrgica está ocorrendo. A partir desses diferentes contextos, a reunião identificou as principais competências teológicas e práticas que são essenciais em todas as Igrejas da Comunhão Anglicana. Parte deste trabalho está sendo relatado para a Educação Teológica para a Comunhão Anglicana (TEAC), uma vez que eles dão mais atenção a requisitos das grades de várias formas de ministério e discipulado cristão nas Igrejas da Comunhão Anglicana.

Levar a palavra adiante

O trabalho da reunião foi agora passado ao Comitê Diretivo, que apresentará declarações completas para apresentação ao Conselho Consultivo Anglicano (ACC) em sua reunião em Hong Kong no final deste ano.

Reunião Diretiva

A reunião aceitou uma resolução do Comitê Diretivo a fim de clarificar regras da rede e confirmar que o Comitê Diretivo pode cooptar indivíduos para ajudar em temas específicos de trabalho, ou na coordenação e planejamento de uma reunião da Consulta. A reunião também aceitou uma resolução adicional que obriga o(a) Presidente(a) que está no final de seu mandato da IALC a continuar, ex-officio, como membro do Comitê Diretivo por um curto período de tempo, a fim de garantir que o trabalho realizado em uma reunião seja concluído e relatado. A reunião também elaborou uma resolução para o ACC sobre o compartilhamento de material litúrgico entre as Igrejas da Comunhão. A reunião elegeu quatro novos membros para o Comitê Diretor.


Os membros integrais do Comitê de Direção nomeado para servir a IALC a partir desta reunião são:

Christine Benoit (nova) – Igreja Anglicana do Oceano Índico

Luiz Coelho (novo) – Igreja Episcopal Anglicana do Brasil

Dane Courtney – Igreja Anglicana da Austrália

Keith Griffiths – Igreja Anglicana do Sul da África

Simon Jones (novo) – Igreja da Inglaterra

Chun Wai Lam (novo) – Hong Kong Sheng Kung Hui

Lizette Larson-Miller – Igreja Anglicana do Canadá (ex-officio)

Cynthia Botha – Igreja Anglicana do Sul da África (Secretária)

Neil Vigers- Escritório da Comunhão Anglicana

Participantes da Consulta

Fereimi Cama – Igreja Anglicana em Aotearoa, Nova Zelândia e Polinésia

Chris Chataway – Igreja Anglicana da Austrália

Doug Morrison-Cleary – Igreja Anglicana da Austrália

Elizabeth Smith – Igreja Anglicana da Austrália

Dane Courtney – Igreja Anglicana da Austrália

Luiz Coelho – Igreja Episcopal Anglicana do Brasil

Douglas Fenton – Igreja Anglicana do Canadá

Lizette Larson-Miller – Igreja Anglicana do Canadá

Brighton Malasa – Igreja da Província da África Central

Lakshman Daniel – Igreja do Ceilão

Harvey Howlett – Igreja da Inglaterra

Simon Jones – Igreja da Inglaterra

Chun Wai Lam – Hong Kong Sheng Kung Hui

Christine Benoit – Igreja Anglicana do Oceano Índico

Gilbert Rateloson – Igreja Anglicana do Oceano Índico

Gerald Field – Igreja da Irlanda

Alan Rufli – Igreja da Irlanda

Nak-Hyon Joseph Joo – Igreja Anglicana da Coréia

Stephen Ofo-Ob – Igreja Episcopal nas Filipinas

Shintaro Ichihara – Nippon Sei Ko Kai (Comunhão Anglicana no Japão)

Ryo Nagatani – Nippon Sei Ko Kai (Comunhão Anglicana no Japão)

Saya Ojiri Nippon – Sei Ko Kai (Comunhão Anglicana no Japão)

John Davies – Igreja Episcopal Escocesa

Moses Chin – Igreja da Província do Sudeste Asiático

Bismark Avokaya – Igreja Episcopal do Sudão do Sul

Cynthia Botha – Igreja Anglicana do Sul da África

Keith Griffiths – Igreja Anglicana do Sul da África

Daniel Musa – Igreja Episcopal do Sudão

Bruce Jenneker – Igreja Episcopal

Jason Lucas – Igreja Episcopal

Ruth Meyers – Igreja Episcopal

Catherine Haynes – Igreja no País de Gales

Neil Vigers  – Escritório da Comunhão Anglicana


Clérigos da IEAB participam de Treinamento de Capelania Portuária oferecido pela Houston Internacional Seafarers

ter, 29/01/2019 - 11:54

Durante esta semana acontecerá um curso de capelania portuária, voltado ao treinamento pastoral, oferecido pela Houston Internacional Seafarers Center em Houston/TX. A IEAB conta com representações nesse evento, são eles: Revdo. Elias Barata da Diocese Anglicana da Amazônia e o Bispo Filadelfo Oliveira, da Missão aos Marítimos.

Foto: Internacional Seafarers Center

IEAB participa de encontros interreligiosos em favor dos Direitos Humanos e da Liberdade Religiosa

ter, 29/01/2019 - 10:56

O ano de 2019 iniciou-se com um forte desejo de diálogo e unidade, por isso, a IEAB se fez presente no dia 21/01 nos encontros com as mais diversas confissões cristãs e tradições religiosas para celebrar o amor e o respeito, pedindo por liberdade religiosa e o fim da intolerância e violência por motivos religiosos no Brasil. Também declarou sua missão de defender os Direitos Humanos para todas as pessoas.

Em Porto Alegre/RS, com a representação do Bispo Humberto Maiztegui da Diocese Meridional

Crédito das Fotos – Matriz Africana

Em Salvador/BA, com a representação de Revda. Bianca Daebs e Revdo. Bruno Almeida do Arcediagado da Bahia, da Diocese Anglicana do Recife.

Crédito das fotos – Focolare Bahia

Encontro entre representantes de igrejas brasileiras e palestinas acontece em Brasília

ter, 29/01/2019 - 09:10

Aconteceu em Brasília/DF no dia 28/01, o encontro entre representantes de igrejas brasileiras e palestinas. A atividade foi realizada na sede da Comunidade Evangélica de Confissão Luterana em Brasília – EQS 405/406 – Asa Sul.


Temas como a possível transferência da Embaixada brasileira de Israel para Jerusalém, o fortalecimento das relações entre igrejas do Brasil e da Palestina e a questão das peregrinações à Terra Santa estiveram na pauta.


Após o encontro, no mesmo local, os participantes ficaram à disposição para uma coletiva de imprensa sobre os temas ali tratados, com o suporte de tradutores. A Revda. Deã Tatiana Ribeiro, da Catedral Anglicana de Brasília (DAB) representou a Igreja Episcopal Anglicana do Brasil – IEAB.

Texto: CONIC (com adaptações do SNIEAB)

Fotos: CONIC


Serviço de Notícias da Comunhão Anglicana terá resumo semanal em língua portuguesa

sex, 18/01/2019 - 16:14
Estamos avançando nesta importante área de inclusão e de reconhecimento de que a Comunhão Anglicana é uma comunhão de diferentes idiomas também. Agora mais um passo. Temos um resumo semanal em Português. Espero que vocês apreciem e sintam-se encorajadas/os e comprometidas/os em enviar noticias de suas dioceses, ministérios, opiniões, artigos para que possam ser compartilhados.
Paulo Ueti – Anglican Alliance Confira o link do ACNS: https://www.anglicannews.org/news/2019/01/noticias-da-semana-do-anglican-communion-news-service-sexta-feira-18-de-janeiro-de-2019.aspx

Notícias da Semana do Anglican Communion News Service – sexta-feira, 18 de janeiro de 2019

sex, 18/01/2019 - 15:36

Bispo dos EUA sujeito a “restrição parcial de ministério” por postura sobre casamento homoafetivo

William Love, Bispo da Igreja Episcopal em Albany (EUA), foi submetido a restrição parcial do ministério por se recusar a permitir casamentos entre pessoas do mesmo sexo em sua diocese. A Convenção Geral da Igreja Episcopal nos EUA aprovou uma moção no ano passado exigindo que todos os bispos permitissem que seu clero conduzisse casamentos entre pessoas do mesmo sexo em dioceses nas quais a lei civil permite o matrimônio. Em novembro, o Bispo William escreveu à diocese dizendo que a resolução estava “em conflito e contradição diretos com os desígnios de Deus para o sacramento do matrimônio, conforme revelado através da Sagrada Escritura”.

Em resposta, o Bispo Presidente Michael Curry anunciou este mês que havia ordenado uma restrição parcial de ministério para o Bispo William enquanto uma investigação preliminar é conduzida. “Embora esteja convencido da sinceridade e boa vontade do Bispo Love nestas circunstâncias difíceis, estou convencido de que a Convenção tem por intenção que [a] Resolução seja obrigatória e vinculativa a todas as nossas dioceses…”

A restrição de ministério impede que o Bispo William participe de qualquer processo disciplinar envolvendo o clero relacionado ao casamento entre pessoas do mesmo sexo. Love afirmou que vai recorrer da restrição e questionar a legalidade da resolução.

Diretor do Centro Anglicano em Roma renuncia após acusação de “conduta sexual imprópria”

O diretor do Centro Anglicano em Roma, Arcebispo Bernard Ntahoturi, renunciou pouco antes do Natal após alegações de conduta sexual imprópria. Em um comunicado, a Assembleia de Governadores – o grupo fiduciário da instituição de caridade – afirmou que “aceitou a renúncia de seu diretor, o Arcebispo Bernard Ntahoturi, após sua suspensão (…) como resultado de alegações de conduta sexual imprópria.”

O Arcebispo Bernard, anteriormente Primaz da Igreja Anglicana do Burundi, se tornou diretor da organização em outubro de 2017.

No início deste mês, os governadores nomearam como diretor interino da instituição o Dr. John Shepherd, anteriormente Deão da Catedral de St. George em Perth (Austrália Ocidental). Sua nomeação foi recebida com críticas devido a suas opiniões sobre a ressurreição contidas em um sermão de 2008.

“Cristo ressuscitou!”, Disse o Dr. Shepherd em resposta às críticas. “É minha fé que Jesus ressuscitou dos mortos e eu nunca neguei a realidade do sepulcro vazio. O Cristo ressuscitado não era um fantasma – ele comia e era possível tocá-lo – mas ao mesmo tempo ele apareceu em um quarto trancado (João 20: 26), desaparecia de vista (Lucas 24: 31) e frequentemente não era reconhecido imediatamente.”

Clement Ekpeye, Bispo de Ahoada, é libertado por sequestradores após cinco dias em cativeiro

O bispo nigeriano Clement Ekpeye da diocese de Ahoada, sequestrado de sua residência por homens armados não identificados pouco antes do Natal, foi libertado ileso cinco dias depois. De acordo com relatos da mídia nigeriana, não está claro se o bispo Clement foi libertado voluntariamente ou se um resgate foi pago.

O site PM News Nigeria afirma que houve “enorme celebração pelo povo da região” depois que ele se reuniu com sua família.

“Agradecemos a Deus pela libertação milagrosa do bispo Clement Ekpeye das mãos dos sequestradores nesta manhã”, afirmou o Cônego Hanson Bernard, secretário da Secretaria da Diocese de Ahoada, em um comunicado de imprensa enviado ao jornal The Vanguard. “Agradecemos a todos por suas fervorosas orações e palavras de encorajamento.”

Os detalhes do sequestro e da libertação do bispo Clement permanecem incertos.

Primeiro matrimônio sob o protocolo “Casamento Verde” celebrado pela Igreja do Sul da Índia

Quando se casaram na Igreja St. Thomas em Punnackadu no mês passado, Anjay e Nisha, um jovem casal de Kerala, plantou mudas como parte do novo protocolo “Casamento Verde” da Igreja do Sul da Índia (CSI). O casal foi o primeiro a se casar na CSI desde a implementação do Protocolo Verde para o Discipulado Verde, acordado pelo Sínodo da Igreja em dezembro, que inclui medidas para a celebração de casamentos. Além do plantio de mudas ao invés do tradicional acendimento da lamparina, os casais são encorajados a evitar o uso de garrafas de plástico em sua recepção, servindo água em copos.

O casamento de Anjay e Nisha em 27 de dezembro último foi celebrado por Thomas K. Oommen, Moderador da CSI, que abençoou as mudas de jaca antes de sua entrega aos noivos pelo Dr. D. R. Sadananda, Secretário Geral do Sínodo da CSI. O casal foi além do protocolo, dando aos convidados pequenos pacotes de sementes para incentivar o cultivo de hortaliças.

A CSI é a única igreja indiana agraciada com o Prêmio Eco do Programa de Desenvolvimento das Nações Unidas. A Igreja decidiu implementar o Protocolo Verde para o Discipulado Verde, um programa com 12 medidas elaborado pelo Departamento de Assuntos Ecológicos da Igreja durante a reunião executiva do Sínodo em 20 e 21 de novembro últimos.

O protocolo abrange uma vasta gama de áreas, incluindo conservação de energia e água, controle de resíduos de plástico, refeições de confraternização, reuniões e transporte, além de casamentos.

Rainha Elizabeth homenageia Lynne Tembey, ex-presidente mundial da Mothers’ Union

A ex-presidente mundial da Mothers’ Union (União das Mães) Lynne Tembey será agraciada com a Order of the British Empire (Ordem do Império Britânico, conhecida pela sigla em inglês OBE). A Ordem faz parte do sistema de honrarias da Grã-Bretanha, e é concedida pela Rainha ou um membro sênior da família real atuando em seu nome. A Ordem a ser concedida à Sra. Tembey foi anunciada como parte da lista anual de Honrarias de Ano Novo publicada pelo governo do Reino Unido. No ano passado, o arcebispo de Canterbury, Justin Welby, homenageou Lynne Tembey com a Cruz de Santo Agostinho antes de sua aposentadoria no final de 2018.

A OBE foi concedida a Tombey em reconhecimento pelos “serviços prestados à Mothers’ Union, mulheres e famílias”, afirmou o comunicado anunciando a lista oficial de prêmios.

“Fiquei extremamente surpresa quando soube que receberia a OBE”, disse Lynne Tembey. “Me sinto verdadeiramente privilegiada. Tenho enorme apreço pelo tempo que passei como Presidente Mundial. Nossos membros são incríveis em tudo o que se esforçam para alcançar, mudando corações, mentes e vidas de maneiras maravilhosas.”

Sua sucessora no cargo é Sheran Harper, da Guiana – a primeira Presidente Mundial da organização de fora das Ilhas Britânicas.

Texto publicado originalmente no ACNS: https://www.anglicannews.org/news/2019/01/noticias-da-semana-do-anglican-communion-news-service-sexta-feira-18-de-janeiro-de-2019.aspx

Comunicado da Comissão InterAnglicana para Unidade, Fé e Constituição – IASCUFO

ter, 08/01/2019 - 13:39

Crédito da foto: ACO/ Neil Vigers

A Comissão Interanglicana para Unidade, Fé e Constituição se encontrou na Catedral de Durham, Inglaterra, santuário de Santo Cuthbert, de 7 a 12 de dezembro, no território da Diocese de Durham, na Província de York da Igreja da Inglaterra. O encontro foi fortalecido e enriquecido pela participação na oração diária da catedral, incluindo celebrações da Eucaristia, oração da manhã (laudes) e tarde (vésperas). A Comissão se alegrou em dar as boas vindas ao Bispo Michael Lewis, Bispo em Chipre e Golfo (consultor da comissão), David White (Chefe Executivo do escritório da Comunhão Anglicana-ACO), o Revdo Canon Dr. Stephen Spencer (Diretor para a Educação Teológica no Escritório da Comunhão Anglicana-ACO) e a Srta. Lucy Cowpland (Assistente Administrativa para a Comissão para Unidade, Fé e Constituição e Depto de Comunicações do Escritório da Comunhão-ACO).

A Comissão foi generosamente acolhida pela Catedral de Durham, seu deão Revdo. Andrew Tremlett e equipe, particularmente o Revdo. Canon Professor Simon Oliver (ele mesmo membro desta Comissão). A Comissão também apreciou deveras a hospitalidade do Bispo de Durham, sua Reverendíssima Paul Butler, no Castelo de Auckland e em sua residência. As pessoas da Comissão ficaram felizes em interagir com alguns membros do Departamento de Teologia e Religião da Universidade de Durham. Esta universidade oferece validação para instituições de educação teológica em toda a Igreja da Inglaterra. Os membros da Comissão apreciaram a oportunidade de visitar a histórica biblioteca da Catedral. Elas/es tiveram uma profunda experiência espiritual através da peregrinação a velas pela igreja da Catedral dirigida pelo Canon Oliver.

O mandato da Comissão Executiva InterAnglicana para Unidade, Fé e Ordem define e direciona seu trabalho. A Comissão tem como responsabilidade:

  • Promover o aprofundamento da Comunhão entre as Igrejas da Comunhão Anglicana, e entre essas Igrejas e as outras igrejas e tradições da oikoumene cristã;
  • Aconselhar as Províncias e os Instrumentos de Comunhão em toda as questões de engajamento ecumênico, propostas para acordos ecumênicos em nível nacional, regional ou internacional e esquemas de cooperação e unificação, bem como em questões que tocam a Fé e Ordem (doutrina) anglicanas;
  • Rever e analisar os desenvolvimentos nas áreas da fé, ordem ou unidade na Comunhão Anglicana e entre parceiros ecumênicos, e dar conselhos para as Igrejas da Comunhão Anglicana ou para os Instrumentos de Comunhão sobre as mesmas áreas, com a intenção de promover a mútua compreensão, consistência e convergência tanto nos assuntos da Comunhão Anglicana quanto nos seus engajamentos ecumênicos;
  • Dar assistência a qualquer Província na avaliação de novas propostas de Unidade, Fé e Ordem se e quando requerida.

O Canon Spencer apresentou o trabalho do Departamento de Educação Teológica da Comunhão Anglicana, provocando um grande espaço de discussão sobre a mesma na Comunhão. IASCUFO foi animada pelo renovado compromisso em apoiar a educação teológica, oferecer recursos e fortalecer a capacidade de fazer teologia em toda a Comunhão. IASCUFO reconhecer como muito válida a proposta de que as instituições de educação teológica deveriam formar parcerias como um jeito criativo de compartilhar e ampliar o trabalho de educação. Os membros da IASCUFO trabalharão em conjunto com Dr. Spencer e a equipe do Departamento para produzir recursos educacionais a partir dos documentos ecumênicos da Comunhão para continuar explorando questões teológica e doutrinais.

Caminhando no caminho: aprendendo a ser Igreja – Documento em Inglês e Comentários Anglicano e Católico Romano em Inglês (2017), Declaração conjunta da Comissão Internacional Anglicano-Católica Romana (ARCIC III), foi apresentada pelo Revdo. Canon Dr. John Gibaut (ACO) e pelo Professor Paul Murray (Universidade de Durham), os quais tiveram um papel importante na elaboração da mesma. IASCUFO estava particularmente interessada no uso da metodologia adotada pela Comissão para a Recepção de Acordos Ecumênicos. Esta Declaração foi recomendado para o próximo encontro do Conselho Consultivo Anglicano (CCA) que acontecerá em Hong Kong em abril de 2019 (ACC17). IASCUFO também recebeu e recomendou para o encontro do ACC17 a Declaração Conjunta A procedência e o ministério do Espírito Santo – Documento em Inglês (2017), resultado dos trabalhos da Comissão Internacional Anglicano-Ortodoxa Oriental. Como pedido, IASCUFO respondeu as propostas vindas das discussões entre a Igreja Episcopal dos Estados Unidos da América (TEC) e a Igreja Evangélica Luterana na Bavária (Alemanha). Ainda, IASCUFO considerou e endossou recomendações para clarificar e melhorar os atuais procedimentos para que a Comunhão Anglicana formalmente receba, através de processos de estudo e análise, relatórios e declarações que chegam dos diálogos ecumênicos.

No contexto do seu trabalho sobre a vida da Comunhão, IASCUFO propôs ao Comitê Executivo que os ritos litúrgicos, particularmente os que referem às liturgias de iniciação, eucaristia e ordenação, sejam incluídos entre os elementos que são considerados quando o pedido de uma nova província chega, junto com os aspectos de sustentabilidade e organização provincial, seus cânones e sua perspectiva em termos de missão.

IASCUFO continua a estudar as questões de antropologia teológica, considerando nossa humanidade comum como pessoas criadas a imagem e semelhança de Deus. Entender a imagem de Deus em termos de chamado divino e dom divino aprofunda nossa compreensão do que significa participar na mesma bem como incarnar a missão da igreja para um mundo quebrantado e ferido. IASCUFO espera completar seu trabalho no que tange ao documento de antropologia teológica no seu próximo encontro em 2019 para compartilhar com toda a Comunhão.

Os membros da IASCUFO desejam expressar sua profunda gratidão ao Canon Gibaut, Revdo. Neil Vigers e Srta Lucy Cowpland pelo seu apoio excelente e minucioso para que o trabalho não só da Comissão, mas de toda as outras dimensões da vida da Comunhão e de suas relações ecumênicas.

Presentes:

Sua Reverendíssima Professor Stephen Pickard (Igreja Anglicana da Austrália – Presidente interino)

Revdo. Canon Dr Steven Abbarow (Província da Ásia Sul-Oriental)

Sua Reverendíssima Dr Victor Atta-Baffoe (Província da África Ocidental)

Revdo. Professor Paul Avis (Igreja da Inglaterra)

Sua Reverendíssima Dr Howard Gregory (Província de West Indies)

Sua Reverendíssima Kumara Illangasinghe (Igreja do Ceilão)

Revdo. Nak-Hyon Joo (Consulta Internacional de Liturgia Anglicana)

Sua Reverendíssima Michael Lewis (Província de Jerusalém e Oriente Médio)

Sua Reverendíssima Victoria Matthews (Igreja Anglicana em Aotearoa, Nova Zelândia e Polinésia)

Revda. Canon Professor Charlotte Methuen (Igreja da Inglaterra)

Revdo. Canon Professor Simon Oliver (Igreja da Inglaterra)

Professor Andrew Pierce (Igreja da Irlanda)

Deã Revda. Dr Sarah Rowland Jones (Igreja do País de Gales)

Professor Paulo Ueti (Anglican Alliance)

Revdo. Professor Jeremiah Yang (Igreja Anglicana da Corea)

Visitantes do Escritório da Comunhão Anglicana ACO:

Revdo. Canon Dr. Stephen Spencer (TEAC)

Sr. David White (Chefe Executivo)

Equipe do Escritório da Comunhão Anglicana:

Revdo. Canon Dr. John Gibaut (Diretor para Unidade, Fé e Constituição)

Srta. Lucy Cowpland

Revdo. Revd Neil Vigers

Justificativas recebidas pela ausência:

Revdo. Dr. William Adam (Lambeth Palace)

Sua Reverendíssima William Mchombo (Província da África Central)

Crédito da foto: ACO/ Neil Vigers

IASCUFO se encontrará na próxima vez entre 5–12 dezembro 2019.

Mensagem de Natal 1 – Natal é a festa do…

sex, 21/12/2018 - 11:20


Mensagem de Natal


1 – Natal é a festa do Amor de Deus. Na Bíblia podemos encontrar muitíssimos versículos que tratam do Amor. O Amor é a mensagem central de Sua palavra.

No Antigo Testamento, um dos momentos emblemáticos da história do povo de Deus e sua libertação da escravidão egípcia. A libertação ocorre porque Deus se compadece de seu povo. Deus movido por seu amor, “desce para libertar seu povo pois ouviu seu clamor” (Êxodo. 3.16)

No Novo Testamento, um dos versos mais lembrados é “Deus amou o mundo de tal maneira que enviou seu filho…” (S. João 3.16) E esse amor “revelado” no Filho, é para toda a criação. Deus “vem” ao mundo porque ama. O amor é que faz Deus se manifestar “em favor de”. Quem ama conhece a Deus. Quem ama está em Deus e Deus está nele, nos lembra a 1ª Carta de João.

Jesus, o Salvador viveu e ensinou o amor de Deus e às pessoas que o seguiam dizia: “amem-se mutuamente como eu amei vocês, um novo mandamento dou amem-se uns aos outros como eu amei vocês”.

Viver o Natal hoje, aqui e agora, é um convite para que experimentemos nós mesmos esse amor de Deus, e sejamos, ao mesmo tempo, instrumentos eficazes desse amor para com todas as pessoas em suas situações e condições de vida.

2 – Natal é a Festa da Humildade – Natal é, ainda, a festa da humidade. O filho de Deus, o Salvador, o Deus Emanuel – Deus conosco -, vem ao mundo “pobre e humilde”. Nasce em meio a uma família pobre, é reconhecido pelos pobres e humildes, principalmente. E seu ministério é marcado pela humildade que se traduziu em serviço e acolhida para todas as pessoas.

3 – Natal é a festa do compromisso – Assim como Deus agiu e age “em favor de”, por causa do seu Amor para com toda a criação, nós mesmos somos animados a assumir o compromisso de experimentar e compartilhar esse Amor. Assim como Deus olha a sua criação com misericórdia e se mobiliza, pois todas as pessoas são amadas por Ele, nós mesmos somos desafiados a agir como ele agiu, sentir como Ele sentiu. Nosso olhar deve ir em direção daqueles pelos quais Deus se compadeceu e compadece.  Nosso preocupação maior e compromisso é buscarmos ser presença desse amor junto aquelas pessoas que precisam. Nosso olhar deve voltar-se para os que perderam suas casas, seu trabalho, para os que sofrem por causa da violência da exclusão, para aquelas famílias que tem seus filhos mortos por causa da sua etnia e condição social, por causa da sua sexualidade, dos povos nativos, das mulheres, das que perderam seus direitos fundamentais, das vulneráveis…Nessa realidade devemos ser presença do Amor de Deus que é para todas as pessoas, sem exclusão ou distinção.

Abençoada festa do Amor de Deus para todas as pessoas.


+ Naudal Alves Gomes

Primaz da Igreja Episcopal Anglicana do Brasil

Diocesano da Diocese Anglicana do Paraná

Sobre esperar e esperançar – conclusão da Campanha da IEAB dos 16 Dias de Ativismo pelo Fim da Violência contra as Mulheres

seg, 10/12/2018 - 11:07

Nestes 16 dias de Ativismo pelo fim da Violência contra as Mulheres, estivemos postando textos e relatos produzidos por  mulheres líderes de diversos lugares de nossa IEAB. Foram muito interessantes e desafiadores esses textos, escritos por elas. Chamou-nos atenção também o número de visualizações e partilhas dos textos, assim nosso objetivo foi atingido e nos comprometemos ainda mais a continuar trazendo temas tão importantes como este a reflexão em nossa Igreja.

Hoje postamos o último texto, para esta Campanha, e foi escrito por nossa mais nova Presbítera da IEAB, a Revda Bianca Daébs, clériga da Diocese Anglicana de Recife. Uma mulher ativista na luta por direitos de todas as pessoas e especialmente pela população feminina. Nosso agradecimento a todas, que dispuseram seu tempo a escrever e nos trazer textos comprometidos pela causa, continuamos juntas e “e se ferirem nossa existência, seremos resistência!”.

Secretaria Geral da IEAB

Sobre esperar e esperançar

Por; Bianca Daébs[1]

Estamos vivendo em nossas comunidades o período do Advento, momento em que nos preparamos para celebrar o nascimento de Jesus, mas também, para refletir sobre o seu significado.

O nascimento de uma criança dá ao mundo uma nova chance de recomeçar, por isso, a natividade de Jesus representa a novidade de vida, possibilidade de mudança e a ação que transforma a espera alegre na ação de esperançar.

Esperançar, significa colocar em prática a esperança que o advento nos trouxe para a construção de um mundo melhor, mais justo, acolhedor e afetuoso. Desse modo, colocamos nosso amor em movimento e somos motivadas e motivados a viver em novidade de vida e não nos conformarmos com as estruturas injustas deste mundo, mas transforma-las através da coragem e do amor que nos move.

É por causa do compromisso de vivermos o advento como uma novidade de vida que igrejas da comunhão anglicana em muitos lugares do mundo se engajaram na campanha dos “16 dias de ativismo contra a violência de gênero” que tem como objetivo combater a violência contra as mulheres e meninas.

Nesse período em que o advento acolhe a esperança e as preces dessas mulheres e meninas de não serem mais violentadas por um sistema patriarcal injusto e também por seus companheiros que, de muitos modos, materializam essas violências em seus corpos e almas, podemos nos perguntar: como ensinar o nosso povo a esperançar diante de situações tão dolorosas como essas?

Certamente não existe apenas uma resposta para esta pergunta pois existem pessoas no mundo inteiro se conectando para fazer o bem, todavia, faremos aqui menção a três passos que podem contribuir para ajudar nossas comunidades a esperançar!

Nosso primeiro passo consiste no exercício de nossa espiritualidade, nossas orações e reflexões tem o objetivo de fortalecer nosso espírito, nos trazer sabedoria e discernimento, e transformar nossos medos em coragem!

O segundo passo consiste na partilha dos nossos sonhos de construir um mundo mais justo. É o tempo de dividir com nossas comunidades o desafio do acolhimento, de torná-las locais seguros para o acolhimento de mulheres, meninas e de quem mais precisar e desejar ser amada, respeitada e tratada com dignidade. Isto exige de nós coragem, sabedoria e fé!

Fortalecidas e alimentadas espiritualmente podemos dar o terceiro passo que consiste em nos engajarmos socialmente na construção de um mundo mais equânime. Para tanto, precisamos sair dos espaços privilegiados e seguros de nossas paróquias para ser uma voz Profética em nossa sociedade, ocupar os espaços públicos e colocar o tema da violência praticada contra mulheres e meninas nas pautas das políticas públicas de nossos municípios, estados e país.

Desse modo, seremos agentes da graça do evangelho que cremos, vivemos e pregamos, levando a esperança do advento que nos conduz a construção de um mundo de justiça e paz!

Que a Ruah Divina siga nos protegendo e inspirando todos os dias!


[1] Bianca Daébs é reverenda atuando como ministra auxiliar na Paróquia Anglicana do Bom Pastor, em Salvador – Bahia.

DESCONSTRUINDO O SISTEMA DO PATRIARCADO

dom, 09/12/2018 - 10:23

Falar dos 16 dias de ativismo pelo fim da violência contra as mulheres, é um momento doloroso. Por que doloroso? Porque é fazer memória de tantas violências cometidas contra nós mulheres: nossas mães, avós e muitas gerações antes de nós, que se quer poderiam falar, nem ao menos pensar ou saber, que isso era uma construção social de dominação de gênero.

Mas não basta saber o que é violência de gênero, é necessário conhecer suas várias formas. É necessário perguntar pelas causas. Ivone Gebara faz estas perguntas “Por que nosso corpo de mulher se torna alvo dos desejos violentos, dos desejos de vinganças, de posse, de conquista e de exclusão?”

Particularmente, me é difícil fazer memória, olhar para dentro de mim mesma e perceber que minha educação foi machista, como a de muitas de nós. Fui preparada para servir ao patriarcado. Fui criada para pensar e agir de maneira como a sociedade patriarcal pensa, age e elabora teorias. Venho de família com origem Italiana, segunda geração, essa origem agrava muito a discriminação e preconceito em relação à mulher. Dentro desta cultura preservada nos grupos desta etnia no Brasil, para o homem socialmente construído dentro do sistema patriarcal, toda liberdade de expressão, gestos, comportamentos, trabalho e poder do mando; para as mulheres, repressão, limitação em gestos, comportamento, modo de falar, em fim, obediência total.

Escrevo isso para me expor? Não, claro que não! Escrevo para trazer à memória do quanto precisamos lutar para desconstruirmos em nós mesmas as atitudes machistas, patriarcalistas e sexistas que moram em nós. Muitas de nós ainda não percebemos, ou ainda não temos a consciência, não nos damos conta do quanto nossas ações e teorias estão carregadas de todos estes conceitos e preconceitos, que moram dentro de nosso ser, bem guardadinhos. Em nossas ações, reside ainda muito deste sistema. Precisamos desconstruir teorias milenares que foram introjetadas em nós de geração em geração. Minha mãe é culpada de ter educado suas filhas desta forma? Não, ela foi tão vítima tanto quanto nós somos. Minha mãe não teve nem a oportunidade de passar por essas reflexões de gêneros e construção de gênero! Por quebras de paradigmas de tantas irmãs nossas, à custa de muitos sofrimentos e até doando suas vidas, hoje podemos estar refletindo e desconstruindo conceitos e culturas de dominação.

A ideia de que homens devem controlar a vida das mulheres está muito arraigada em nossa sociedade.

A diferença biológica culturalizada gerou, de certa maneira, também uma diferença social e política, como também formas de dominação e formas de manutenção de uma hierarquia social e sexual masculina. Assim institucionalizada, a diferença obrigou as mulheres a assumir certos encargos e comportamentos, como fazendo parte do seu destino biológico. (Ivone Gebara, 2000, p.124)

Se a normatização das diferenças biológicas foram se construindo e se tornando padrões de comportamento e hierarquia, gerando desigualdades e gerando violências, estas relações podem ser descontruídas, e é necessário que as desconstruamos. Como vamos fazer isso? Construindo novas relações, não na ingenuidade. Será necessário ainda muitas lutas e parcerias, não permitindo que este modelo construído continue. Precisamos ser firmes, primeiro em nossas desconstruções e ações entre nós mulheres, sermos sororais em nossas relações, formar grupos de desconstruções do patriarcado, machismos, sexismos. Não podemos permitir, que por conta da força física, “homens joguem mulheres pela janela em um momento de fúria”. Exemplo de não sermos sorelas, mulheres irmãs, foi esta eleição. O Presidente eleito deu provas de ser um homem machista, sexista… mas muitas mulheres votaram nele, tanto que foi eleito presidente do País. Precisamos trazer, em parceria, homens sensíveis que já fizeram este processo de desconstrução do patriarcado, ou estão em processo, abertos a aprender novas relações; ou homens que foram educados de outra maneira, por mães que já haviam feito a desconstrução do patriarcado e caminhar como pessoas, independente de gêneros, buscando novo modelo de sociedade de iguais.

Revda. Lucia Dal Pont – Diocese Anglicana do Paraná

Em busca de nossos Direitos

sab, 08/12/2018 - 21:18

Muito se fala sobre direitos e deveres nos dias atuais. Na escola aprendemos os direitos e deveres que devemos ter para uma boa convivência com outras pessoas, mas nem sempre se consegue cumprir os mesmos e daí “não dá nada” como dizem os adolescentes.

No próximo dia 10 de dezembro, a Declaração Universal dos Direitos Humanos completa 70 anos. Com certeza foi um grande avanço para a proteção à vida humana. No seu primeiro artigo diz o seguinte: “Todos os seres humanos nascem livres e iguais em dignidade e direitos. São dotados de razão e consciência e devem agir em relação uns aos outros com espírito de fraternidade”.

Já a Constituição Federal de 1988, nos fala no seu artigo terceiro: “Constituem objetivos fundamentais da República Federativa do Brasil: I – construir uma sociedade livre, justa e solidária; II – garantir o desenvolvimento nacional; III – erradicar a pobreza e a marginalização e reduzir as desigualdades sociais e regionais; IV – promover o bem de todos, sem preconceitos de origem, raça, sexo, cor, idade e quaisquer outras formas de discriminação” e no artigo quinto: “Todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza, garantindo-se aos brasileiros e aos estrangeiros residentes no País a inviolabilidade do direito à vida, à liberdade, à igualdade, à segurança e à propriedade”.

Por que trazer para nossa reflexão a Declaração dos Direitos Humanos e a Constituição Federal de 1988? Trazemos na intenção de enfatizar que há muito tempo temos direitos garantidos por lei que não são cumpridos. Ainda existe muita discriminação e preconceito. Ainda existe muita violação pelo direito à vida. Se observarmos os noticiários nos deparamos com muitas formas de violência contra as crianças, mulheres, LGBTIs, idosos e até mesmo homens, mas com mais frequência a violência doméstica, muitas vezes silenciada e não divulgada pela mídia.

Estamos em constante busca pelos nossos Direitos. Como dissemos acima, muitas mulheres perdem a coragem de denunciar a violência a qual estão sofrendo por medo de maiores represálias dos agressores, que em geral são seus companheiros. Falta mais apoio da sociedade para discutir e estar junto às mulheres que sofrem com a violência.

Logo pensamos em violência física, mas quantas mulheres sofrem diariamente violência verbal ou assédio moral e muitas se sujeitam a essa situação porque precisam do trabalho ou são dependentes de seus companheiros. A lei é clara quando diz que toda pessoa é igual e possui os mesmos direitos, mas quantas vezes vemos as mulheres sendo menos privilegiadas em relação aos homens tendo que submeter a coisas que não queriam ou deveriam se submeter?

Devemos acreditar que o nosso país ainda pode vencer essa violação aos direitos das mulheres e que as mesmas possam ter coragem para denunciar as opressões que vivem diariamente. Para concluir, o Pastor Henrique Vieira no programa “Amor e Sexo”, da Rede Globo, que falava sobre Felicidade emocionou as pessoas com a “Oração da Felicidade”, a qual está transcrita a seguir:

“Que todas as crenças religiosas sejam respeitadas e até mesmo a não crença religiosa

Que possamos comungar na crença da humanidade e da diversidade, do bem comum

Que seja declarada justa toda forma de amor

Que nenhuma mulher seja alvo do machismo estrutural

Que a juventude negra não seja alvo do extermínio

Que Marias Eduardas não sejam assassinadas dentro da escola

Que Marquinhos da Maré não sejam assassinados indo para a escola

Que Marielles possam chegar em segurança nas suas próprias casas

Que todo agricultor tenha uma terra para plantar

Que todo sem teto tenha uma casa para morar

Que os indígenas sejam respeitados nas suas crenças

Que as fronteiras acabem e as armas caiam no chão

Que a felicidade venha sobre nós, respeitando toda a dor e consolando toda a lágrima

Porque felicidade de verdade só é possível sob a benção da comunhão

Amém

Axé

E o que de mais universal existe

Amor”.

Que possamos pedir a Deus orientação para lutarmos contra todas as formas de violência, em especial nestes 16 dias de ativismo para que todas as mulheres sintam o amor de Deus e tenham coragem de procurar ajuda, mas que também possamos lembrar de todas as pessoas que sofrem com o preconceito e a discriminação para que sejam respeitadas do jeito que são.

Texto: Carmen Andréa Blaas Rodrigues – Diocese Anglicana de Pelotas

11º Relato sobre os 16 dias de Ativismo pelo fim da Violência contra as Mulheres

sex, 07/12/2018 - 09:14

Já ouvi de algumas pessoas, inclusive mulheres, que o movimento feminista não tem razão de ser nos dias de hoje, pois não vivemos mais nas mesmas condições de antigamente. Sim, é verdade que precisamos olhar para trás e aplaudir e celebrar as conquistas, mas é isso mesmo? Nós chegamos ao ponto em que mulheres não são tratadas com menos importância pelo simples fato de serem – pasmem – mulheres?

Os dados aqui trazidos pelas autoras anteriores não apresentam novidade ou surpresa. Os índices de violência contra as mulheres estão em constante divulgação nas mídias sociais e imprensa como demonstrativos de uma sociedade global que, em parte, ainda olha para as mulheres de cima para baixo.

Se é verdade que a violência contra a mulher, aquela infligida como crime de ódio, como forma de exteriorizar um preconceito enraizado, não está tão distante de nós, podendo acontecer dentro de nossas famílias, nas famílias vizinhas, e até mesmo nas nossas comunidades da Igreja, também é verdade que muitos não sabem e/ou não identificam a violência quando esta acontece.

A cultura do “em briga de marido e mulher, não se mete a colher”, traz enraizado um conceito de que, dentro da relação matrimonial o homem é sujeito de direito e a mulher se submete a ele. Portanto, não cabe a nós, terceiros, intrometer-se na relação, pois está o homem em seu direito de fazer o que bem entende. É incrível, mas ainda hoje algumas pessoas acreditam nesse absurdo.

Trazendo o foco da violência contra a mulher para o ambiente familiar, a Lei Maria da Penha, Lei n.º 11.340/2006, um importante passo dado pelo Estado Brasileiro no reconhecimento e proteção das mulheres, traz em seu artigo 1º, no caput, que (a Lei) “cria mecanismos para coibir e prevenir a violência doméstica e familiar contra a mulher(…); e dispõe sobre a criação dos Juizados de Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher; e estabelece medidas de assistência e proteção às mulheres em situação de violência doméstica e familiar”. Em seu artigo 5º, o legislador traz as condutas configuradas como violência doméstica ou familiar, sendo elas: “qualquer ação ou omissão baseada no gênero que lhe cause morte, lesão, sofrimento físico, sexual ou psicológico e dano moral ou patrimonial”.

A Lei Maria da Penha, a criação das delegacias especializadas em atendimento às mulheres, a criação dos juizados especiais e a criação de abrigos no qual as mulheres podem permanecer com seus filhos e se afastarem da situação de violência, são instrumentos efetivos de proteção às mulheres que fazem parte de um longo percurso a ser percorrido.

No ano de 2015, a Lei n.º 13.104 agregou ao tipo penal do homicídio, Art. 121 do Código Penal Brasileiro, a qualificadora do Feminicídio. Tal qualificadora traz a situação em que a morte de uma mulher se dá em razão da condição do sexo feminino, dito da forma mais simples possível, o assassinato de uma mulher pelo fato dela ser uma mulher. Ainda, dentro do referido artigo, em seu parágrafo 2º, considera-se que há razões de condição de sexo feminino quando o crime envolve: violência doméstica e familiar; menosprezo ou discriminação à condição de mulher.

Estudiosas do feminismo no século XX que se debruçaram sobre o tema da violência contra a mulher, Diana E. H. Russel e Jill Radford usaram o termo Femicide, que aplicamos como Feminicídio, para caracterizar o fim do ciclo da violência contra a mulher com a morte resultante da violência causada contra ela por ser mulher. A ideia do Feminicídio é que ele não é um ato isolado, mas algo que foge ao crime passional, ou que de alguma forma possa ter sido provocado pela vítima, é a forma mais extrema de violência cometida contra a mulher em razão de seu gênero.

Por ter uma característica tão particular, o Feminicídio não é a mesma coisa que o homicídio, e tão pouco fere o Princípio da Igualdade ao destacar um crime cometido contra as mulheres. É o reconhecimento por parte do Estado da existência da prática e necessidade de proteção das mulheres diante desta situação.

O reconhecimento das conquistas já alcançadas é tão importante quanto a consciência das necessidades ainda existentes. Iniciativas como os 16 Dias de Ativismo Pelo Fim da Violência Contra as Mulheres, e outras campanhas semelhantes, devem ser estimuladas e amplamente divulgadas. A nossa participação como Igreja em tais movimentos é fundamental como parte que busca uma sociedade mais justa e segura para todas as pessoas que nela vivem.

Texto: Paula de Mello Alves – Diocese Sul-Ocidental