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Conteúdo sindicalizado
Serviço de Notícias da Igreja Episcopal Anglicana do Brasil
Atualizado: 31 segundos atrás

MENSAGEM DE PÁSCOA DA IEAB

qui, 17/04/2014 - 14:55

Ele não está aqui, porque já ressuscitou, como havia dito. Vinde, vede o lugar onde o Senhor jazia. Mateus 28:6

A Igreja cristã está mais uma vez desafiada a viver nesta Semana Santa a passagem da angústia para a alegria, da morte para a vida, da derrota para a vitória! Este é o tempo que vivemos e nos identificamos com o caminho de Jesus, em seu embate contra um sistema opressor política e religiosamente, gerador de imensuráveis dores e divisões.

Dois mil anos depois, mudaram os personagens da história, mudou a tecnologia, o conhecimento científico, a cultura, mas a lógica continua a mesma. Uma lógica de morte. As cenas que vivi recentemente em minha viagem a Rondônia ainda estão vivas na minha memória. Eu vi seres humanos abandonados à própria sorte, lutando em condições desiguais para sobreviver e afirmar sua dignidade. Eu vi vítimas de violência de gênero (na visita à Casa Noeli Santos) que parecem implorar a cada minuto por sua dignidade e seu direitos no meio de uma sociedade indiferente ao seus mais legítimos desejos.Em cada olhar e cada gesto daqueles irmãos e irmãs pessoas eu pude imaginar o quanto Jesus sofreu as nossas dores. Não falo somente as físicas, mas igualmente as emocionais e espirituais. E reforcei ainda mais a minha convicção de que só podemos continuar a nossa caminhada por fé e confiança na providencia divina.

Nossa sociedade está profundamente doente e segue insensível às barbáries que acontecem no nosso cotidiano Somente a fé nos sustenta através da experiência da Ressurreição. Através da Ressurreição de Cristo temos certeza de que a lógica da morte e do “presente século” está vencida definitivamente. O túmulo está vazio e a morte envergonhada. É essa fé que nos move na direção do outro(a) e do mundo. É essa fé que nos move a enfrentar pela palavra e pela ação as potestades deste século. Poderes sentados em seus confortos de uma engrenagem que só lhes beneficiam, mas que envergonham os céus. Mas estes poderes nada podem contra Aquele que ressurgiu dos mortos e “não está mais aqui”!

Que nossa IEAB experimente profundamente a força do evento pascal. Para além da forma e beleza litúrgicas devemos viver a Páscoa em nossos corações, capacitando-nos sempre a teimar, a anunciar e a transformar nossa sociedade. A dor, o sofrimento e o choro dos excluídos, fracos e pobres serão convertidos em alegria eterna e nós, como seguidores de Cristo, somos chamados a manter a fé e a esperança em solidariedade com nossos irmãos e irmãs mais fracos. Que a força do Cristo Ressurreto seja a razão do nosso ministério e que não nos acomodemos, mas tenhamos coragem de anunciar que a injustiça não prevalecerá!
Uma abençoada Páscoa do Senhor!

++ FRANCISCO

Bispo Primaz da Igreja Episcopal Anglicana do Brasil

Visita Pastoral do Primaz a Rondônia

seg, 14/04/2014 - 10:39

Santa Maria, 14 de abril de 2014

Palavra do Primaz sobre a visita a Porto Velho e Ariquemes

Bem aventurados os misericordiosos porque alcançarão misericórdia (Mt 5,7)

Irmãos e Irmãs

Entre os dias 07 e 11 deste mês estive visitando o Distrito Missionário Anglicano para levar ajuda humanitária às vítimas das enchentes do Rio Madeira que afetaram Porto Velho. O quadro que encontrei naquela cidade é desolador. São cerca de 20 mil desabrigados. Bairros alagados, casas debaixo da água, perdas materiais incalculáveis e um sentimento de impotência por parte das autoridades.

As regiões ribeirinhas foram as mais atingidas, onde o povo perdeu tudo que tinha, sem tempo de resgatar seus bens pela velocidade com que a água subiu. Encontrei famílias acampadas no meio da mata, vivendo em condições deploráveis, obrigadas a viver em barracas improvisadas de lonas e sem condições sanitárias dignas, muitas delas só com a roupa do corpo.

O atendimento da Defesa Civil não atende as condições mínimas a ponto de receber a cada 15 dias água potável que só dá para duas pessoas em um dia.

Parte dos desabrigados está espalhadas em 37 escolas públicas, sem perspectivas de retorno ainda por muitos dias. Estes desabrigados que estão nas escolas e em um acampamento fornecido pela Defesa Civil são, na maioria, moradores dos bairros da capital de Rondônia. Os ribeirinhos em sua maioria estão em picadas abertas na mata por eles mesmos e nas péssimas condições mencionadas acima.

A situação agora se apresenta com a expectativa do recuo das águas. E isto é preocupante também porque as águas estão contaminadas e o risco de epidemia de leptospirose e outras doenças aumenta. Pude sentir um mal cheiro intenso nas áreas onde as águas estão represadas, pois o refluxo não consegue ser total.

Em minha visita fui acompanhado pelos irmãos e irmãs da Paróquia Phileon e tivemos o apoio dos irmãos e irmãs da Missão Moriá. Entregamos cestas básicas a cerca de 30 famílias e outras foram entregues nos acampamentos neste sábado pelos irmãos das comunidades nossas. Não pude visitar todas as comunidades porque tivemos fortes chuvas na quarta-feira e o acesso ficou impossível.

Reunimo-nos com o prefeito da cidade de Porto Velho e procuramos saber das medidas de emergência adotadas em conjunto com a Defesa Civil e com o apoio das autoridades do Estado e do Governo Federal. Percebi que o processo de enfrentamento da calamidade caminha com muitas deficiências e lentidão.

Aproveitando a viagem, estendi minha visita à Ariquemes onde visitamos a Casa Noeli Santos e a Paróquia da SS Trindade. Foram oportunidades de contato com as reverendas Elineide e Maytee, bem como com as lideranças da comunidade. Na visita à Casa Noeli Santos pude ver o esforço da Reverenda Elineide e da Psicóloga Lucimere em organizar a casa e as limitações materiais da casa. Sinais positivos se abrem agora com a assinatura de convênio com a Prefeitura, assinado na quarta-feira passada.

Diante do quadro que encontrei, das enormes necessidades dos desabrigados, reafirmo meu apelo à IEAB que continuem em oração pelo povo de Rondônia e conclamo nossos parceiros internacionais a atender nosso apelo por apoio concreto no enfrentamento dessa situação. Apelo a todas as comunidades da Igreja que queiram ajudar a enviarem suas contribuições para atender as necessidades mais básicas de tantas famílias  que perderam tudo e estão sobrevivendo unicamente através da solidariedade das pessoas.

Em meio a tudo isso, o meu coração está apertado e nossa Igreja é desafiada a assumir, nesta semana santa as dores de nossos irmão e irmãs, que a exemplo de Jesus, sofrem as conseqüências de um sistema injusto, insensível e excludente.

Meus sinceros agradecimentos ao povo de Porto Velho, ao Reverendo Robert, aos ministros leigos e ao povo das comunidades Phileon e Moriá pela coragem de enfrentar o desafio de levar carinho, solidariedade e apoio concreto aos desabrigados.

Solicito aos bispos, clero e povo da IEAB que se mobilizem para atender esta emergência. Qualquer ajuda é bem vinda. Se qualquer irmão ou irmã quer ajudar concretamente, peço a gentileza de contactar a Secretaria Geral da IEAB ou o Primaz, para que encaminhemos as orientações para o envio da ajuda.

Que o amor de Deus nos motive a demonstrar nossa solidariedade com os que sofrem!

Que o amor de Deus seja derramado em nossos corações para servimos a Ele na vida dos necessitados!

Vosso irmão e Primaz,

++Francisco

Reunião do Conselho Executivo do Sínodo

ter, 01/04/2014 - 17:23

O Conselho Executivo do Sínodo (CEXEC), esteve reunido em Brasília, entre os dias 28-30 março, na Casa de Retiro do Instituto São Boaventura, para planejar e deliberar durante o atual interregno sinodal da Igreja Episcopal Anglicana do Brasil (2013-2017). Além das reuniões, destacamos primeiramente os devocionais ocorridos na Capela e os momentos de confraternização oferecidos pela Diocese de Anglicana de Brasília (DAB).

O CEXEC está sob a Presidência de Dom Francisco de Assis, sendo composto por integrantes (Bispos, Clérigos e Leigos) de 09 dioceses da IEAB,  contando ainda com 03 suplentes e 02 membros ex-oficio,  a saber:

Dom Francisco de Assis Primaz fassis@ieab.org.br Dom Maurício Andrade DAB mandrade@ieab.org.br Dom Flavio Irala DASP flavioirala@ieab.org.br Dom Renato Raatz DAP renatoraatz@bol.com.br Revdo. Paulo Duarte DM rev.pauloduarte@yahoo.com.br Revda. Ana Maria DSO anaesvael@yahoo.com.br Revdo. Marcos Barros DAA revmarcos@oi.com.br Daniele Alzeman DARJ danielle.alzeman@gmail.com Cláudio Martins de Sousa DAR bestprice_@hotmail.com Wesley Vergara DAC wmvergara@hotmail.com Revdo. João Peixoto (Supl.) DAR joao.peixoto01@uol.com.br Revdo. Hugo Sanches (Supl.) DMA hugoieab@hotmail.com Sra. Ingrit Paiva (Supl.) DMA ingrit_design@hotmail.com Sr. Fernando Luiz (Ex-Oficio) Presidente Câmara de Clérigos e Leigos fluiz@via-rs.net Revdo. Arthur Cavalcante (Ex-Oficio) Secretário Geral acavalcante@ieab.org.br

Esteve presente uma Equipe de Apoio e Assessoria da Secretaria Geral: Sra. Silvia Fernandes (Gerência Financeira IEAB- Diocese Anglicana de São Paulo), Dra. Darlan Primo (Secretaria de Atas e Jurídico- Diocese Anglicana de Brasília) e Reverendo Denilson Olivato (Membro do GT Finanças da IEAB). O Secretário Geral Reverendo Arthur Cavalcante destacou o importantíssimo apoio articulado pela DAB, envolvendo leigos e clérigos diocesanos, para receber confortavelmente os membros do CEXEC.

Os trabalhos seguiram rigidamente uma rotina de horários para fazer cumprir satisfatoriamente a Agenda de Negócios nesse que foi o primeiro encontro dos membros do CEXEC:

Horários Quinta-Feira

(27) Sexta-Feira

(28) Sábado

(29) Domingo

(30) 08h Café da Manhã Café da Manhã Café da Manhã 08h30 Devocional Devocional Saída Catedral 09h 1a. Sessão 5a. Sessão 10h Lanche Lanche Celebração 10h15 2a. Sessão 6a. Sessão 12h Intervalo Intervalo 12h30 Almoço Almoço Almoço 14h Chegadas 3a. Sessão 7a. Sessão Saídas 16h Chegadas Lanche Lanche Saídas 16h15 Chegadas 4a. Sessão 8a. Sessão Saídas 18h Chegadas Intervalo Intervalo Saídas 19h Chegadas Jantar Jantar Saídas 20h Jantar (20h30) Confraternização 9a. Sessão Saídas 21h30 Confraternização Encerramento

Alguns itens da pauta que estiveram presentes na Reunião: Aprovação da Ata da Última Sessão do 32º Sínodo, Sistematização das Recomendações das Delegações Sinodais para os Cargos, Comissões e Grupos de Trabalho da IEAB, JUNET/CEA/INDABAS, FAPIEB, SADD, GT Juventude, Sustentabilidade Provincial, Livro de Oração Comum, Distrito Missionário Anglicano, Visita do Arcebispo de Cantuária (04-05 de setembro em São Paulo), Comissão Bilateral de Companheirismo IEAB & TEC, Comissão de Constituição e Cânones (Sínodo Constituinte 2015) e UMEAB. A Secretaria informa que as Atas das Reuniões do CEXEC com suas principais recomendações serão enviadas para os respectivos Conselhos Diocesanos.

Grande parte da Reunião foi destinada ao 32º Sínodo da IEAB. Divididos em 3 grupos, os conselheiros (as) puderam cuidadosamente  sistematizar as recomendações das delegações sinodais. Os grupos trabalharam 29 relatórios, organizaram e resumiram todos os pareceres.  Estes serão enviados para as Dioceses/Distritos (Conselhos Diocesanos) afim de elencarem as principias recomendações sinodais para a IEAB. O CEXEC exercerá o papel de acompanhar, monitorar e orientar a Secretaria Geral na condução dos trabalhos dos Cargos/Comissões/GT’s.

A Catedral Anglicana de Brasília acolheu a celebração de encerramento do Conselho Executivo, na qual possibilitou um contato dos membros com a comunidade local. Logo após foi oferecido um saboroso churrasco no Salão Paroquial.  Durante esse ano, o Conselho continuará suas reuniões através de conferências via skype, a cada 3 meses. A próxima reunião presencial do CEXEC  está prevista para meados de março de 2015, na cidade de Pelotas.

SEMANA DE REUNIÕES NA IEAB

ter, 25/03/2014 - 17:52

Durante toda a Semana entre os dias 25 a 30 de março, importantes instâncias da IEAB estarão reunidas para construir seus planejamentos.  As cidades de Brasília e Porto Alegre  receberão os nossos Bispos, Clérigos (as) e Leigos (as).

Acompanhe a Agenda:

Junta Nacional de Educação Teológica (JUNET) e o Centro de Estudos Anglicanos (CEA)

Local- Porto Alegre

Datas: 25-27 de março

Fundo de Aposentadoria e Pensões da IEAB (FAPIEB)

Local: Porto Alegre

Data: 25 de março

Conselho Executivo do Sínodo (CEXEC)

Local: Brasília

Data: 28-30 de março

DIOCESE ANGLICANA DE PELOTAS COMEMORA 25 ANOS

qua, 12/03/2014 - 15:54

CONHEÇA A HISTÓRIA E O TESTEMUNHO DA DIOCESE ANGLICANA DE PELOTAS

CARTA DO BISPO PRIMAZ SAUDANDO OS 25 ANOS DA DIOCESE ANGLICANA DE PELOTAS

Santa Maria, 12 de Março de 2014

O Senhor é a minha porção; eu disse que observaria as tuas palavras.

Salmos 119:57.

Estimado Dom Renato Raatz

Queridos irmãos e irmãs da Diocese Anglicana de Pelotas

Graça e Paz!

É com alegria que em dirijo a vocês para celebrar esta data significativa da vida diocesana. São 25 anos de testemunho corajoso do Evangelho. Três bispos, clérigos e clérigas que viveram e outros que continuam a viver a partilha de dons durante este tempo e um povo que caminha sempre na força do serviço e missão.

Fiz intencionalmente a referência aos pioneiros porque eles aplainaram as veredas para que seus sucessores continuassem o trabalho de Deus.

Que seja um momento de ação de graças e de renovação do amor a Cristo e ao seu chamado. Olhem para o passado e vejam quantas pessoas foram levadas a Cristo pelo trabalho de todos vocês. Olhem o presente com determinação para continuarem a obra de Deus a vocês confiada. E olhem para o futuro com esperança, pois muito ainda temos que fazer para que nossa sociedade experimente de fato a graça maravilhosa de Deus em suas vidas.

Coloco cada um(a) nas mãos de Deus a agradeço por suas vidas e ministérios!

Que outros tantos 25 anos se sucedam na oração, no aperfeiçoamento espiritual e no testemunho de amor e justiça!

Um abraço do vosso Primaz e de toda a IEAB que se orgulha de ter esta diocese como parte dessa grande família anglicana brasileira!

++ Francisco de Assis da Silva

Primaz do Brasil e Diocesano em Santa Maria


Uma porta entreaberta

qua, 12/03/2014 - 10:09

Eis que estou à porta, e bato; se alguém ouvir a minha voz, e abrir a porta, entrarei em sua casa, e com ele cearei, e ele comigo.

Apocalipse 3:20

Está chegando ao fim o período determinado pela ONU para que os países atendam as Oito Metas do Milênio. Com isso, a 58ª Reunião do Status da Mulher das Nações Unidas, está discutindo o levantamento do que já foi atingido até o momento e o que ainda está por ser feito. O consenso é de que não será possível atingirmos as metas. Com isso, as mulheres ecumênicas estão reunidas com o objetivo de oferecer aos embaixadores da ONU temas que deverão ser incluídos na agenda das decisões futuras.

Uma porta entreaberta no altar, na celebração de abertura, chamou a atenção das participantes do Encontro de Mulheres Ecumênicas nas Nações Unidas, que neste ano ressalta “A Fé e a questão de Gênero na igreja tendo como base a agenda da ONU”. A reflexão do dia estava centrada nas portas que ainda estão fechadas para as mulheres. E na nossa responsabilidade em procurar abrir essas portas, para que todas possam entrar com gratidão e cânticos de louvores a Deus, conforme palavras do Salmo 100, versículo 4.

A sul africana e Diretora Executiva para Mulher da ONU, Phumzile Mlambo-Ngcuka, ao dar as boas vindas ao nosso grupo, falou da importância em nos comprometermos em valorizar a mulher e colocá-la como prioridade em todos os nossos projetos, tendo em vista que o fortalecimento das mulheres reduzirá a pobreza no mundo, promoverá a paz, além de fortalecer a educação e a saúde das crianças. Grandes passos ainda precisam ser dados em direção aos direitos das mulheres. Só as mulheres poderão abrir os caminhos para outras mulheres, porque a maioria dos homens se retrai e fica em silêncio, e um bom homem em silêncio é um homem violento, pois não vai em direção a mudar a situação das mulheres afetadas pela violência e miséria.

Na realidade ainda precisa ser aprofundado o levantamento do que aconteceu nessa década em direção ao desenvolvimento, em especial quanto a questão de gênero. Ainda precisamos aprender com boas práticas que tem acontecido em igrejas e organismos sociais. A vulnerabilidade da mulher e a justiça de gênero são temas que precisam entrar na pauta das igrejas, organismos sociais e governos.

Esse é um momento histórico. Em 2015 serão adotadas novas metas e estamos avaliando o que fizemos e o que ainda tem por ser feito. O positivo dos MDGs é que o mundo esteve com um objetivo comum, o desenvolvimento de todas as nações. E a prioridade dessa reunião é estabelecer novas metas, tendo a mulher como o foco principal. Assim, as Mulheres Ecumênicas estão de acordo que as novas metas devem conter:

  1. O fim da Pobreza e da Fome – ainda tem muito o que ser feito para que esses objetivos sejam atingidos;
  2. Igualdade de Gênero – homens e mulheres precisam que ter acessos iguais a educação, ao trabalho e nas tomadas de decisões. Acesso a oportunidades, dando condições das mulheres serem autossuficientes. Ter influência nos processos decisórios;
  3. Saúde – Muito já foi feito em direção a melhores condições de saúde, mas é preciso assegurar melhores condições de saúde para mulheres e meninas, especialmente na saúde sexual e reprodutiva;
  4. O fim da Violência contra Mulheres e Meninas – esse tema ainda é um grande desafio para os países ricos e pobres. Muito ainda precisa ser feito para o fim da violência de gênero. Não permitir que as crianças sejam dadas como esposas. Essa pode ser considerada uma das maiores violências contra as meninas.

Cabe a cada uma de nós oferecer  nossos esforços para acolher e lutar em favor das mulheres em nossas nações. Como diz o hino cantado no final do culto de abertura do encontro: Aqui estou Senhor, eu ouvi o seu chamado. Estou disposta a colocar o seu povo no meu coração. (Here I am Lord).

Que a nossa querida IEAB possa se oferecer para abrir portas para as mulheres no nosso país. Que de norte a sul possamos juntas e juntos oferecer as mulheres brasileiras força e coragem para recriarem suas vidas e reconstruírem suas histórias.

Sandra Andrade

Coordenadora do SADD

DIA INTERNACIONAL DA MULHER

sex, 07/03/2014 - 14:56

Mensagem do Primaz pelo Dia Internacional da Mulher

Santa Maria, 07 de março de 2014

Todavia, nem o homem é sem a mulher, nem a mulher sem o homem, no Senhor. 1 Coríntios 11:11

Saúdo todas as mulheres de nossa Igreja neste Dia Internacional da Mulher. Gostaria de saudá-las em um contexto diferente, ou seja, num contexto onde não exibíssemos a sétima posição mundial em termos de estatísticas de violência contra as mulheres. O Brasil tem um grande débito para com suas mulheres. Débito de todas as categorias: tratamento igualitário no mercado de trabalho, igualdade de oportunidades, políticas públicas de saúde, tratamento respeitoso dentro da família, entre tantas outras áreas.

Mas também revelo aqui a minha esperança por aquilo que temos feito como IEAB na defesa de direitos. Nossa Província estará participando daqui a dias de mais uma Conferencia das Nações Unidas sobre o Status da Mulher, representada por Sandra Andrade o que afirma assim a presença continua da IEAB nas Conferencias, desde 2006. Mais que participar de um evento de alcance internacional, esta presença do Brasil eleva a voz de todas as Igrejas e organizações sociais pela superação de todas as formas de violência contra as mulheres.

Através do Serviço Anglicano de Diaconia e Desenvolvimento, nossa Igreja tem oferecido ferramentas de reflexão e conscientizado corajosamente nossas comunidades para transformar a realidade. A leitura da Bíblia sob uma ótica feminina tem ajudado muitos de nós, homens e mulheres a romper com padrões machistas e autoritários dentro de nossas comunidades e na sociedade em geral.

Somos desafiados pela Palavra de Deus a abandonar a passividade diante de tantas dores vividas cotidianamente pelas nossas mulheres. Precisamos reler a História sob a ótica da libertação e não da opressão. Somente assim romperemos a cadeia sutilmente mantida pela sociedade. A dominação de gênero é muitas vezes aliviada sutilmente pelas mídias, fazendo-nos crer que tudo vai bem. E este fenômeno também é alimentado pelo discurso religioso fazendo-nos crer que entre irmãos e irmãs não existe problemas. Pelo contrário, este último é igualmente pernicioso porque mascara os problemas.

Que possamos neste dia, e em todos os dias e todo o tempo assumir o compromisso de afirmar o direito de todas as mulheres, de todas as classes, etnias e condição sexual, superando de vez a discriminação, o preconceito e todas as formas de violência.

Afinal, fomos feitos homem e mulher, ambos à imagem e semelhança de Deus e estamos colocados na História para proclamar as boas novas do Reino de Deus! Sem essa compreensão de dignidade ontológica, continuaremos a assistir as trágicas cenas cotidianas que nos envergonham como Nação!

++ Francisco de Assis da Silva

Primaz do Brasil e Diocesano em Santa Maria

Tempo de Quaresma na IEAB

sex, 07/03/2014 - 14:42

Mensagem de Quaresma do Bispo Primaz

Santa Maria, 07 de março de 2014

E não vos conformeis com este mundo, mas sede transformados pela renovação do vosso entendimento, para que experimenteis qual seja a boa, agradável, e perfeita vontade de Deus. Rom 12,2

Uma das possíveis – entre outras – conotações da Quaresma é a de que ela representa o retiro de Jesus no deserto antes de seu ministério público ser iniciado. Foi um período de enfrentamento das tentações e – garante-nos o depoimento dos evangelhos – que ele venceu cada uma com serenidade calcada na vontade de Deus.

Para nós cristãos em pleno século 21, é desafiador viver o retiro espiritual no meio dos enfrentamentos dos modernos demônios que estão sempre a nos desafiar em nossa fé e compromisso com o Reino de Deus. Vivemos tempos em que o discernimento espiritual nosso é turvado a cada instante pelos apelos de uma sociedade consumista, individualista e que premia apenas aqueles que se submetem às sua sutis sugestões.

identificar-se com Cristo em suas tentações é ter a coragem de dizer não, firme e rotundo contra a banalização da vida. É não ter medo de fugir do efeito manada que leva tantas pessoas a perder a capacidade de enxergar alternativas à lógica diletante do sistema no qual estamos inseridos. Significa também a busca da transformação e renovação do entendimento.

Viver a Quaresma é reagir à uma espiritualidade de mercado, onde Deus se torna um bem a ser possuído em função de nossas conveniências de ocasião. A Quaresma, considerada como tempo de reflexão e reconhecimento de nossa natureza mais profunda, nos impele a buscar a comunhão mais profunda com o fundamento de nosso ser.

Quando somos capazes de viver o deserto, estamos aptos a identificar nossos limites e nossas sombras, re-significando a vida e nos tornando mais inteiros, íntegros e sensíveis. E, ao fazermos isto, não estamos sozinhos. Cristo venceu o deserto e ali estará para fazer companhia quando os medos chegarem ao nosso coração. Seremos capazes de escutar suas palavras: “no mundo tereis aflições, mas tende bom ânimo, eu venci o mundo. João 16,33

A Quaresma nos leva ainda além. Nos leva a depender cada vez mais de Deus e retira de nós qualquer auto-suficiência. É nesse momento que nossas tentações são vencidas porque somos capazes de entender suas armadilhas argumentativas . Tornamos reais em nossa vida as palavras de Paulo: Porque quando estou fraco então sou forte. 2 Coríntios 12,10

Nossos olhos, a partir de nossa fraqueza, se abrirão para a compaixão pelo mundo, pelos fracos, pelos excluídos, pelos que sofrem, dando-nos a coragem necessária do testemunho de justiça e paz! Quando percebermos a solidez de nosso fundamento divino, pelo retiro e pela oração, seremos impulsionados a anunciar com alegria as Boas Novas!

Que nossa IEAB viva uma abençoada Quaresma!

++ Francisco de Assis da Silva

Primaz do Brasil e Diocesano em Santa Maria

Retiro e Reunião da Câmara dos Bispos da IEAB em São Paulo

sab, 01/03/2014 - 00:54

Oração e retiro ocuparam a maior parte da reunião da Câmara dos Bispos da IEAB, realizada em São Paulo, entre os dias 24 e 26 de fevereiro. Com o apoio de uma equipe de liturgia e com a assessoria do monge Marcelo Barros, os bispos tiveram a oportunidade de refletir sobre a natureza do ministério pastoral, especialmente nos desafios que se enfrenta nos dias de hoje.

A partilha ministerial, vivida num clima de colegialidade, oportunizou momentos de oração e abraço fraterno na dimensão de que o ministério episcopal precisa ser vivido cada vez mais em interdependência.

Um momento especial foi vivido na acolhida calorosa que a Câmara recebeu na Paróquia São Lucas, em Vila Maria, onde a Eucaristia foi celebrada junto com a comunidade, seguida de momento de confraternização. Foi visível a emoção daquela comunidade que expressou publicamente o seu agradecimento à Câmara pelo apoio pastoral recebido durante a crise cismática ocorrida na Diocese. Conforme afirmou o bispo Primaz, Dom Francisco, a Câmara fica agradecida pelo reconhecimento do cuidado pastoral mas que como bispos, a tarefa da Câmara é garantir a fé e a unidade da Igreja e cuidar com carinho do rebanho de Deus confiado aos cuidados de seus bispos.

A vivência litúrgica foi rica e dela se apreendeu a importância do ministério episcopal como um ministério de serviço, de nutrição na fé e de cuidado pastoral com o rebanho confiado à responsabilidade de cada bispo, não somente como Igreja local, mas igualmente numa dimensão universal.

A Câmara intercedeu constantemente pela Diocese do Rio de janeiro, vez que Dom Filadelfo não pode se fazer presente por razões de tratamento médico. Ao final do encontro, cada bispo escolheu dentre os círios de cada diocese que foram acesos na oração matutina da quarta-feira, um círio de uma diocese distinta da sua para levar consigo e orar por ela.

Os desafios pastorais da IEAB foram discutidos pelos bispos e todos foram unanimes em assumir o compromisso de conduzir a Igreja no processo de diálogo e reflexão em torno do tema da família e das sexualidade humanas. Este é um processo recomendado expressamente no Sínodo de novembro passado e que contará com a facilitação metodológica do Centro de Estudos Anglicanos.

Outro ponto importante a destacar foi a interação dos clérigos e leigos das dioceses através das redes sociais, com mensagens e orações pelos seus bispos durante a reunião, numa demonstração de carinho.

Mais que uma reunião dos bispos, o encontro foi um grande sinal da colegialidade, de fortalecimento de laços comuns e de sonhos a se realizarem através da IEAB nos caminhos de Missão.

Christian Aid Brasil

qua, 12/02/2014 - 10:15

No fim de tarde de 11 de fevereiro, representantes da IEAB estiveram presentes, no novo endereço do escritório da Christian Aid  (CA) em São Paulo, para celebrar a caminhada com os parceiros ecumênicos, movimentos sociais e Igrejas. Estiveram também presentes representantes da América Central e da Ajuda da Igreja da Noruega entre outros.

Foi um momento de acolhida do jovem Thiago Silva, o novo representante da Christian Aid no Brasil, e de celebração pelo novo posto da Sra. Mara Luz, Coordenadora Adjunta para América Latina e Caribe.

A IGREJA EPISCOPAL ANGLICANA DO BRASIL, através do Serviço Anglicano de Diaconia e Desenvolvimento (SADD), tem uma parceria com a Christian Aid para desenvolvimento de projetos. Estiveram como convidados, os episcopais anglicanos: Bispo Flavio Irala (DASP), o Reverendo Arthur Cavalcante (Secretaria Geral) e a Sra. Sandra Andrade  (SADD). Registrou-se também a presença, além da Mara Luz, da Christina Winnischofer (CA) e de Ester Lisboa(KOINONIA).

O novo endereço do escritório da Christian Aid fica na na Avenida Brigadeiro Luiz Antônio, 2393 cj 62, estação metrô Brigadeiro.

Mensagem do Bispo Primaz ao VI Congresso do MST

ter, 11/02/2014 - 15:22

Santa Maria, 10 de Fevereiro de 2014

E o efeito da justiça será paz, e a operação da justiça, repouso e segurança para sempre. Isaías 32,17

A Igreja Episcopal Anglicana do Brasil (IEAB) congratula e se solidariza com a celebração do VI  Congresso Nacional do Movimentos das Trabalhadoras e Trabalhadores Rurais Sem Terra do Brasil. O MST há trinta anos organiza sonhos e desejos de vida plena, defende os direitos ao acesso democrático e humano a terra, ao trabalho, a alimentos livre de venenos e luta contra o preconceito de grupos que por centenas de anos permanecem em situação de privilégio e dominação em nossas terras.

São três décadas de sonhos, mobilizações, lutas e conquistas para um Brasil melhor e para uma sociedade onde a justiça e a paz se beijam (cf. S. 85). Reconhecemos suas ações e colaborações na firme defesa de pessoas excluídas dos meios de produção deste país rico e extenso, mas dominados por uma elite que concentra, domina e é a aliada da violência para manter seus privilégios e a todo custo defender seus lucros.

A terra e a humanidade são expressão da Palavra de Deus, por sua “ordem todas as coisas vieram a existir: a vastidão do espaço entre as estrelas, as galáxias, sóis, os planetas em suas órbitas, e esta terra frágil que é nosso lar. Dos primeiros elementos fez surgir a raça humana e a abençoaste com  memória, razão e sabedoria…”  (cf. Livro Comum de Oração p.81).

Essa é a religião que a família anglicana celebra e defende. Uma religião que reconhece e defende a vida, especialmente os mais empobrecidos e excluídos, e o planeta, usurpado pelo lucro e pelo egoísmo de poucos, como expressão de um Deus que ama e se entrega para que a vossa alegria seja completa (cf. Jo 16:24c).

Como igreja de Deus neste país a Família Episcopal Anglicana se junta ao MST, um dos maiores aliados da sociedade brasileira, neste tempo de graça e martírio e conclama a todas as pessoas de boa fé na missão, também cumprida por este movimento, de “responder as necessidades humanas com amor, buscar a transformação das estruturas injustas da sociedade e a lutas pela salvaguarda da integridade da criação, sustento e renovação terra” (cf. Cinco Marcas da Missão-CCA e CL 1988).

Nosso compromisso como igreja deve ser claro e irredutível no reconhecimento, apoio e envolvimento com movimentos que  lutam pela justiça e direitos do planeta e das pessoas que nele habitam, que fazem campanhas para que nossos alimentos sejam sem venenos e nossa agricultura seja principalmente para  alimentar a população que passa fome. A terra e a vida pertencem ao Senhor. Não se pode ficar parados enquanto a maioria da população sofre e é explorada ou escravizada por uma minoria ainda poderosa neste país.

Convido a todas as pessoas das comunidades da família anglicana a fazer um momento de oração pela realização deste congresso em Brasília na semana de 10 a 14 de Fevereiro. 15.000 sem terras e parceiros de outros grupos e organizações estarão celebrando 30 anos de vida e de luta pela cidadania e dignidade. Tanto já foi conquistado mas ainda falta muito e nossa fé deve ser expressão do amor de Deus. Nossa religião é aquela que se coloca ao lado dos “mais pequeninos violentados e excluídos” (cf. Mt 25:31-46), tem misericórdia e publicamente a expressa, mesmo que isso leve a Cruz.

Nossa Igreja se fará representar neste Congresso pela presença de meu irmão e bispo Mauricio Andrade, bispo diocesano de Brasilia e companheiro de caminhada nas lutas pela justiça e dignidade.

Ubi Caritas et Amor. Deus ibi est. Onde está a solidariedade e o amor Deus aí está.

++ Francisco de Assis da Silva

Primaz do Brasil e Diocesano em Santa Maria

Primaz do Brasil na Sede do Escritório da Secretaria Geral

sex, 07/02/2014 - 16:30

O Bispo Primaz Dom Francisco de Assis da Silva esteve São Paulo, entre os dias 05-07 de fevereiro, para despachar pela primeira vez com a sua Equipe da Secretaria Geral da IEAB.  Dom Francisco de Assis assumiu o primado da Igreja Brasileira em 17 de novembro de 2013 e acumula como diocesano da Diocese Sul Ocidental, com Sé na Cidade de Santa Maria, no Rio Grande do Sul.

O Secretário Geral Reverendo Arthur Cavalcante deu as boas vindas ao Primaz e apresentou a Equipe de São Paulo, com suas respectivas funções dentro da estrutura do escritório.

Dom Francisco partilhou no primeiro dia de sua visita o texto da Parábola dos Talentos (Mateus 25.14-30) e desafiou a pequena equipe de multiplicar os “talentos”, a porção confiada por Deus a cada pessoa, e não permitir que o medo diante de tantos desafios pudesse paralisar os trabalhos. Por fim, animou a Equipe a deixar-se tocar pela “alegria do Senhor” e cumprir o chamado da Igreja para o serviço durante o interregno sinodal (2013-2017).

Ainda na quarta-feira (05) participou de um jantar oferecido pela Primeira Guardiã da Paróquia da Santíssima Trindade, Sra. Lucia Vergara, contando com a participação da Junta Paroquial, lideranças leigas e do Reverendo Arthur, também reitor da comunidade local. Na ocasião foi lembrado o apoio da Paróquia na “multiplicação dos talentos”, quando abriu as portas para a vinda da estrutura física da Secretaria Geral de Porto Alegre para São Paulo. A Junta avaliou objetivamente o período do companheirismo, entre 2011-2013, e renovou o compromisso de apoiar a IEAB por mais um período. Dom Francisco de Assis, agradeceu ao povo da Santíssima Trindade e destacou o testemunho da comunidade na compreensão da dimensão provincial da Igreja.

Na quinta-feira (06) o Primaz reuniu-se com o Dom Flavio Irala, Bispo da Diocese Anglicana de São Paulo (DASP). Dom Francisco expressou o agradecimento da IEAB pelo apoio DASP nesse momento de continuidade de trabalhos do escritório da Secretaria Geral nas dependências da Paróquia da Santíssima Trindade. Igualmente reforçou o apoio espiritual,  jurídico e institucional da IEAB junto a Diocese Anglicana de São Paulo diante do cisma provocado pela Catedral Anglicana de São Paulo, separando-se unilateralmente da Comunhão Anglicana, tornando-se uma comunidade independente. Também confirmou a visita especial do Arcebispo de Cantuária, Sua Graça Justin Welby,  em São Paulo, para um encontro com o Primaz e para celebrar um ofício religioso na Paróquia da Santíssima Trindade juntamente com o Povo, Clero e Bispos da IEAB.

Dom Francisco de Assis juntamente com o Secretário Geral cumpriram uma agenda na qual foram abordados diversos assuntos, entre eles, o planejamento e a formalização de uma agenda de trabalho provincial em torno das decisões do Sínodo de 2013.

A Secretaria Geral implementou dentro de sua rotina de trabalho, um momento diário de oração contemplativa e leitura bíblica, inspirados na espiritualidade de Charles de Foucauld. Dom Francisco participou desses momentos e afirmou que estaria igualmente em sintonia de oração com a Equipe e desafiou que esse momento fosse de todas as pessoas que integram Cargos/Comissões e GTs da IEAB. As orações ocorrem de 2a.Feira à 6a Feira, das 12h45 às 13h, e em breve, estarão disponíveis através do Faceboock da IEAB.

Entre os dia 23-26 de fevereiro, Dom Francisco de Assis voltará a São Paulo para a Primeira Reunião e Retiro da Câmara dos Bispos da IEAB, com a direção espiritual do Frei Marcelo Barros.

Mensagem Ecumênica aos familiares das vítimas da tragédia de 27 de Janeiro de 2013

ter, 28/01/2014 - 15:20

Acabamos de ouvir o toque dos tambores e dos sinos que evocam à nossa mente e aos nossos corações uma tragédia que se abateu sobre nossa cidade há um ano atrás. Hoje estamos reunidos aqui com igrejas e confissões religiosas para que a memória dos filhos e filhas de Santa Maria, sacrificados naquela madrugada, não seja apagada.

O inesquecível 27 de janeiro de 2013, não tem como ser apagado em nossas memórias e nem da memória de Santa Maria, do Brasil e do mundo inteiro

A tragédia ceifou a vida prematura de 242 jovens na sua tenra idade, cheios de vida, sonhos, utopias, planos de um futuro promissor, para o qual haviam se preparado, com tanta dedicação, esmero e eficiência, com o apoio de seus pais, familiares, professores e amigos.

Como irmãos e irmãs de fé, nos identificamos com a dor individual de cada familia, mas também com a dor coletiva vivida por uma cidade inteira que parecia atônita, desorientada e triste.

No meio de tanta dor, aprendemos destes jovens que não existe caminho de superação da dor e da saudade sem que nos tornemos conscientes de que a partilha e a comunhão é um dom de Deus para nos tornarmos mais humanos e mais solidários uns com os outros.

Ao longo do ano rezamos juntos, celebramos mensalmente, cada vez em outra Igreja, fortalecendo-nos mutuamente na Fé, na Esperança e na certeza de que os jovens já se encontram na Casa do Pai, onde há muitas moradas. E lá vivem a vida plena que também está reservada a todos nós.

Os sobreviventes daquela fatídica madrugada têm vivido também dores que não se pode mensurar, e a estes também temos elevado as nossas preces a Deus para que alcancem a plena superação e se fortaleçam na esperança e na luta pela justiça.

Mesmo em meio à dor de tanta gente, a fé no Cristo Ressuscitado é o que nos dá forças para estar ao lado das famílias, ouvindo seus corações e fortalecendo a sua luta.

Jesus, o Filho de Deus, que em nosso lugar sofreu tantas dores, nos oferece sempre a certeza de que não estamos sozinhos. Ele, que conhece plenamente a humanidade, é a garantia de que não somos abandonados e que o amor de Deus será sempre derramado em nossos corações. Nada, nem a vida, nem a morte nem nenhum poder espiritual ou temporal pode nos afastar do amor de Deus e isso nos é assegurado através de Jesus. (Rm 8.39)

Foi esta força que nos manteve unidos para atender pastoralmente as familias e ao mesmo tempo animá-las na busca da verdade e da justiça.  Uma busca que continua e que será alcançada se nos mantivermos firmes na esperança e contando com aquele que é a manifestação da perfeita justiça de Deus, que intercede por nós  e que nos defende diante do mal.(1 João 2,1-2)

Agora, resta-nos elevar nossas orações pelos jovens para que eles nos inspirem  na busca da verdade e no clamor por Justiça. Que a Justiça Humana, em todos os níveis, seja iluminada pela Justiça Divina, para fazer julgamentos justos, honestos e verdadeiros. Queremos inspirar-nos na sábia palavra de Jesus: “ e a Verdade vos Libertará”.

Nossos filhos deixaram um primeiro GRANDE legado que nos remete a entender que devemos permanecer UNIDOS, juntos, lutando para que nossa sociedade abandone de vez projetos que banalizam a vida. Precisamos assumir com todas as nossa forças o exercicio de uma cidadania proativa que evite que novas tragédias se abatam sobre outros.


Queridos pais e mães, não temos dúvidas que vocês foram iluminados pela dor, pela busca da verdade, pela saudade, pela esperança e pela palavra de Deus.  Não se deixem porém dominar pelo ódio. Busquem a verdade com corações serenos e providos pelos intensos sentimentos do amor. Se não for desse jeito a verdade não terá o gosto da verdade.

Nossa fé comum no Deus da Vida nos anima a dizer-lhes: Jesus Cristo é capaz de entender cada pedacinho dessa doída saudade e, como Pai Amoroso, está presente para enxugar as suas lágrimas quando elas se derramam. Acreditem nisso.

Em nossa sociedade ainda há muito que se fazer para valorizar a vida. Não podemos encarnar uma lógica do lucro fácil, da absolutização do individualismo, do amor às coisas e do uso das pessoas.  A vida digna precisa ser o centro e não o apêndice.

Quando a dor for demais não se privem de fazer perguntas, não abafem a vontade de gritar, falem e não se calem, e depois disso se as lágrimas desceram por suas faces, não as impeçam e nem delas sintam vergonha. Permaneçam perto de Deus. Ele é o porto mais seguro para todos nós. Com Deus em nossos corações estamos absolutamente amparados

Recebam o nosso abraço de carinho, de consolo e nosso compromisso de estarmos sempre prontos a apoiá-los sacramentalmente como ovelhas do rebanho de Cristo. A cerimônia dos tambores nos lembra convocação para a luta pela justiça e pela verdade. Os sinos nos evocam a necesidade de estarmos em comunhão com Deus e buscarmos a iluminação espiritual para seguirmos adiante. Luta sem espiritualidade é apenas luta. Luta com espiritualidade é certeza de vitória!

Aos nossos filhos pedimos perdão porque a nossa sociedade não os respeitou. Mas que eles estejam certos de que não deixaremos de lutar para que isso jamais aconteça de novo.

Que o amor de Deus nos una; que a coragem de Deus nos sustente. Que a alegria de Deus nos inspire e que a paz de Deus nos envolva!

Praça Saldanha Marinho,

Santa Maria, 27 de Janeiro de 2014

Dom Francisco de Assis da Silva, Bispo Primaz – Igreja Episcopal Anglicana do Brasil

Pastor Elmar Regauer – Igreja Evangélica Luterana do Brasil

Padre Gilberto B. Da Cunha – Igreja Católica Apostólica Romana

Irmã Lourdes Dill, FDC – Igreja Católica Apostólica Romana

Pastor Reinoldo G. Neumann – Igreja Evangélica de Confissão Luterana no Brasil

Pastor Mateus Schmidt – Igreja Evangélica Luterana do Brasil

Pastor Jaderson Maretolli – Templo Restauração

Adherbal Ferreira – Igreja Católica Apostólica Romana e AVTSM.

Teólogo Flávio Weiss – Igreja Evangélica de Confissão Luterana no Brasil

Missionárias Integram Equipe da Secretaria Geral da IEAB

sex, 24/01/2014 - 16:39

Na manhã dessa sexta-feira (24), o Secretário Geral, Reverendo Arthur Cavalcante, recebeu no escritório de São Paulo, as missionárias Monica Vega e Heidi Schmidt para apresentar e integrar a Equipe Provincial formada por Sílvia Fernandes (Assistente Financeira) e Rev. Ivan Vieira (Assistente da Secretaria).

O Reverendo Arthur afirma que  ” Monica e Heidi são missionárias de TEC há aproximadamente 10 anos são apoiadas também pela Diocese de Virginia e pela St Stephen’s Episcopal Church nos trabalhos com as igrejas anglicanas na África”.  O Secretário acrescenta sobre como iniciou esse contato: “Conheci a Monica na Conferencia Missionaria de TEC ocorrido no Colorado em 2011. Ela foi uma das palestrantes oficiais do encontro e me impressionou seu trabalho e entusiasmo pela missão. Foi lá que surgiu meu convite para vir trabalhar conosco na IEAB, à princípio pensando especificamente no Distrito Missionário Anglicano. Ficamos em um período de discernimento de aproximadamente um ano e meio sobre esse assunto”.

Após um período de um ano e meio sobre essa possível parceria os contatos foram se firmando: “Monica esteve no Brasil em 2012 e depois em abril de 2013 acompanhada por Heidi, para conhecer um pouco melhor a nossa realidade. Foram ao Distrito Missionário, a Diocese de Brasília e igualmente em nossa igreja em São Paulo. Tanto o Bispo Primaz e o Secretário Geral tiveram a oportunidade de reunirem-se com as missionárias para tentar discernir melhor e objetivamente o trabalho delas no Brasil. A partir de então, sentimos de ambas as partes que a parceria de trabalho poderia ser possível e enriquecedora”, afirmou o Rev. Arthur.

Em 04 de junho de 2013, o Conselho Executivo do Sínodo (CEXEC) decidi apoiar a iniciativa que contou com a importantíssima colaboração da Diocese Anglicana de São Paulo. Desde então, Monica e Heidi se preparam para iniciar o processo de mudança para São Paulo. Durante 3 meses estiveram internas no CENFI, em Brasília. Igualmente estiveram presentes no 32º Sínodo onde puderam trabalhar na Equipe da Secretaria Geral e igualmente aprofundar seus contatos com as principais lideranças da Igreja Anglicana.

Sobre o papel dessa dupla de missionárias, o Reverendo Arthur afirma que elas: ” irão rearticular os trabalhos missionários em nossas dioceses e em especial, no Distrito Missionário. Elas trabalharão no escritório da SG em São Paulo, mas com visitas periódicas nos locais de missão e/ou articulações paralelas com as Dioceses Missionárias, sem perder de vistas, o campo de missão na DASP, a diocese hospedeira. Entendemos que elas têm uma grande experiência em campos in locu de missão, e seria interessante aproveitá-las no escritório para nos ajudar na rearticulação do GT Missão, antigo Departamento de Missão. Elas estariam focadas nos trabalhos missionários, sempre em conexão com a SG/CEXEC/DIOCESES, buscando apoio e trazendo visibilidade dentro e fora da IEAB”.

Saibam mais sobre nossas missionárias através do vídeo produzido pela St. Stephen’s Parish.

Carta ao 13º Intereclesial das CEBS

qua, 08/01/2014 - 08:57

Santa Maria, 07 de Janeiro de 2014

Queridos Irmãos e Irmãs

A Igreja Episcopal Anglicana do Brasil celebrou seu XXXII Sínodo em novembro passado conspirando para o fortalecimento de uma espiritualidade que impulsione as pessoas de fé para a missão profética de revelar o Reino de Deus e a misericórdia divina a todos os povos, dando testemunho e se preciso, de acordo com São Francisco, também falando.

Neste espírito saudamos o 13° Intereclesial das Comunidades de Base com os votos de que os ventos da profecia impulsionem os cristãos brasileiros a assumirem com coragem a bandeira da transformação da sociedade sob a inspiração do Evangelho de Cristo que “é boa nova de salvação a todos os povos” (Lc 2,10)

Diante de uma sociedade que está construída sobre a lógica perversa do lucro e da mercantilização da natureza e das pessoas, precisamos viver a fé com autentica alegria e firmeza necessária. Aliás, o papa Francisco muito venturosamente declara isso em sua primeira exortação apostólica. Que a nossa vida de fé traduza o sentimento do salmista que diz: Deleito-me em fazer a tua vontade, ó Deus meu; sim, a tua lei está dentro do meu coração (Sl 40:8).  É preciso afirmar o amor de Deus especialmente voltado para aqueles que sofrem as consequências do pecado estrutural.

Para além da democracia formal e das instituições políticas nesta ainda tão nova democracia brasileira, é preciso fortalecer o povo e a organização popular, pois uma sociedade ciente dos seus direitos à dignidade têm a força da transformação.

Sinto-me alegre porque vemos novos ventos em nossas Igrejas. Em Roma e em Cantuária escutamos sinais de que precisamos ir além da simples confessionalidade. Nas esferas ecumênicas assistimos uma crescente preocupação com a Justiça e a Paz.  Precisamos anunciar que a salvação não é algo apenas pessoal, privado, individualista. A salvação deve ser encarnada com um claro compromisso com a humanidade, esta mesma humanidade assumida pelo Emanuel, Deus conosco. A salvação oferecida por Deus graciosamente a todas as pessoas tem profunda imbricação na História, apontando para uma sociedade que supere todas as formas de injustiça.

Que o Espírito Santo inspire cada irmão e irmã durante este Intereclesial e que os laços fraternos e ecumênicos saiam fortalecidos

“para transformar os reinos deste mundo no reino de Nosso Senhor Jesus Cristo” (Oração Eucarística do Livro de Oração Comum Anglicano)

Com meu abraço e orações,

++ Francisco de Assis da Silva

Primaz do Brasil e Diocesano em Santa Maria


Participação da IEAB no Curso do CESEEP

sab, 04/01/2014 - 16:38

O Centro de Ecumênico de Serviços à Evangelização e Educação Popular (CESEEP) está promovendo a edição nº 27 do Curso de Verão, entre os dias 04-12 de janeiro, no Campus da PUC/SÃO PAULO. O tema para 2014 é “Juventudes em foco: Por políticas públicas inclusivas em trabalho, educação e cultura”.

Participaram da Celebração de Abertura o Bispo Flávio Irala (membro da COMISSÃO DE RELAÇÕES ECUMÊNICAS- CONIC, CLAI, CMI, INTERRELIGIOSA)  e o Secretário Geral da IEAB, Reverendo Arthur Cavalcante que trouxe uma saudação do Bispo Primaz Dom Francisco de Assis. Estava presente também o Ministro Leigo Paulo Portelada da Diocese Anglicana de São Paulo e presença já consagrada do músico Xico Esvael.

O Secretário destacou em sua fala que a IEAB tem uma importante dívida com o CESEEP pois muito de seus seminaristas, leigos e clérigos passaram pelos Cursos desta instituição ecumênica.Destaca-se o testemunho da Paróquia da Santíssima Trindade pelas acolhida aos cursistas de todo o país e estrangeiros em casas/apartamentos de seus paroquianos e paroquianas  e igualmente possibilitado palestras sobre a Igreja Episcopal. O intuito é que outras comunidades episcopais abram suas portas e igualmente apoiem a participação de seus fiéis.

O padre José Oscar Beozzo, liderança do CESEEP, destacou o importante papel de parceria com a Igreja Episcopal Anglicana do Brasil sempre presente dos encontros e assembléias do Centro. Bispo Flávio destacou a participação da Juventude na transformação das estruturas injustas do país e que a mesma deve agregar sempre  o amor em seus trabalhos e ações. O bispo da DASP estará participando e dando uma palavra no dia 05 na Tenda sobre Música/Liturgia dirigida pelo Xico Esvael.

Para acompanhar o Curso de Verão ao Vivo basta acessar o link ou adquirir mais informações através do  faceboock.

Partilha da Mensagem de Fim de Ano: Bispo Francisco de Assis

ter, 31/12/2013 - 10:46
Levantemo-nos, e edifiquemos. E esforçaram as suas mãos para o bem. (Neemias 2:18)

* Mensagem extraída do Blog “Reflexões de um bispo pensador”- Bispo Primaz Dom Francisco de Assis da Silva
Que dizer de 2013? Certamente esta resposta depende do ângulo que olhemos um ano intenso de desafios para o Brasil. Não foi diferente no Mundo. Resolvi fazer uma modesta leitura que dirijo aos meus irmãos e irmãs anglicanos e aos meus amigos e amigas das organizações ecumênicas e de serviço nas quais me sinto incluído.
Neste ano, o mundo assistiu a continuidade de conflitos indesejáveis em várias regiões. Levantes, protestos violentos e até uma guerra química encheram as manchetes. Economicamente foi um ano de esforços para salvar a crise financeira da Europa e Estados Unidos, bem como por aqui também. Esta salvação, no entanto foi uma subida no cavalo pelo lado errado. Priorizou-se a macro-economia e se descuidou das soluções micro, ou seja, aquelas que dizem respeito à vida das pessoas em suas necessidades básicas. Parece que a lógica do sistema está apenas preocupada com o edifício, sem se preocupar com seus moradores.
Em nosso país, vimos uma onda de protestos reivindicatórios que poucos resultados alcançou. Um Congresso manietado por seus próprios interesses corporativos, salvo algumas exceções, não ouviu com sinceridade as vozes da rua. Mesmo mantendo políticas sociais, o governo não avançou na política de desconcentração fundiária, mantendo a permanente tensão no campo e ficou indeciso entre a pressão política do agronegócio e dos setores que defendem a sustentabilidade do meio ambiente. Adiamentos para o futuro foram visíveis e o futuro imediato é o eleitoral, onde desfilarão mais uma vez as promessas e propostas dignas do país de Alice.
Ouviremos ainda por muito tempo o lamento das vítimas do descaso, dos que esperam com suas dores o atendimento mínimo de seus direitos fundamentais.

Lamentos dos que estão na fila do INSS ou dos hospitais. Lamento dos indígenas que veem sua terra violada por interesses escusos de minorias e por projetos faraônicos lesivos ao meio ambiente. O lamento das periferias, cada vez mais empurradas para longe, expulsas de suas ocupações de tantos anos, para dar lugar a projetos imobiliários que não se destinam a elas. O lamento das famílias que tiveram seus filhos sacrificados no altar do consumismo da diversão sob os olhos complacentes com o não cumprimento de regras de segurança pública. Enfim, não tenho aqui a pretensão de listar todas as mazelas que sofremos como cidadãos do mundo, mas servem estes exemplos apenas como demonstração de que muito temos que fazer até que a sociedade imponha a sua agenda àqueles que tem a obrigação de respeitá-la! Tanto aqui como alhures!
Mas, como homem de fé, visualizo sinais de esperança para o ano que está às portas. E esses sinais vem da Igreja. Isso mesmo, da Igreja, que queira ou não, ainda tem um profundo papel pedagógico na consciência das pessoas. Temos um novo Papa que traz ventos novos e que traz de volta para a agenda da Igreja Católica o tema do serviço aos menos favorecidos do mundo. Temos um novo Arcebispo de Cantuária que traz para a agenda da Igreja Anglicana o tema da Justiça e da Ética para uma sociedade que só se preocupa com o lucro. Tivemos uma Assembléia do Conselho Mundial de Igrejas que afirmou o compromisso com a Justiça e a Paz, retomando uma agenda se aproxima mais autenticamente do Evangelho.
A Igreja Episcopal Anglicana do Brasil experimentou uma radical mudança no método de abordagem de suas prioridades, iniciando um profundo processo de escuta das bases através da metodologia do Indaba, culminando num Sínodo que traduziu um desejo de renovar o compromisso com a Missão.
Por tudo isso, dou graças a Deus, sabendo que temos um ano novo no qual só depende de nós realizar o que Deus espera que façamos. Normalmente, desejamos que o Ano Novo nos traga conquistas. Talvez caiba aqui dizer o inverso: Desejo aos irmãos e irmãs que conquistemos 2014. Que possamos potencializar o tempo e os dons que Deus continua nos dando e usufruir todo o banco de horas, dias e meses que temos pela frente para transformar os reinos deste mundo no Reino de Nosso Senhor Jesus Cristo!

++Francisco

Mensagem do Bispo Primaz Solidariedade com as vítimas das enchentes em MG e ES

seg, 30/12/2013 - 12:06

Santa Maria, 30 de Dezembro, 2013

“… a Ti dirijo minha prece! No tempo favorável responde-me por teu grande amor, pela verdade da tua salvação!” (Sl. 69:14)

A Igreja Episcopal Anglicana do Brasil (IEAB) expressa sua solidariedade, carinho e compromisso com as vítimas das enchentes, especialmente nos estados do Espírito Santo e Minas Gerais. Que o “Espírito do Senhor seja contigo” é nosso desejo e oração. É dever humano estar em solidariedade mas é exigência ética e espiritual para quem se declara cristão colocar-se em ação para ajudar as pessoas atingidas por essa catástrofe. “Tive fome e me destes de comer. Tive sede e me destes de beber. Era forasteiro e me recolhestes. Estive nu e me vestistes, doente e me visitastes, preso e vieste ver-me… cada vez que o fizestes a um desses meus irmãos mais pequeninos, a mim o fizestes” (Mt 25:35-36.40). A Igreja é chamada a sempre ser um “edifício espiritual”, espaço de cuidado e hospitalidade, especialmente para os que não tem lugar neste momento (cf. 1Pd). Deve-se ir ao encontro das vítimas, abaixar-se, tocar, acolher, recolher e levar para um lugar seguro e oferecer recursos financeiros para que a vida se restabeleça (Lc 10: 29-37).

A IEAB, o mesmo tempo, demonstra preocupação com essa situação que se tornou corriqueira no Brasil. As enchentes e os resultados das mesmas não são simplesmente fenômenos naturais que atingem a população e o território aleatoriamente. Sabe-se que a intervenção humana, ou mais precisamente a falta da mesma em termos de prevenção e de políticas públicas ambientais e de habitação, além da corrupção na qual vivemos, é um elemento importante a considerar na ocorrência de enchentes nas cidades, provocando doenças, mobilidade forçada e fatalidades.

Levantamos nossa voz para pedir urgência no atendimento as vítimas e transparência na administração dos recursos, provindos da solidariedade humano mas também dos cofres públicos. E continuaremos em observação ativa para que situações como essas possam acontecer cada vez com menos frequência até que não aconteça jamais. Seguimos lutando e nos juntamos as vozes de anjos e santos (movimentos sociais, igrejas, pessoas de fé, governos e pessoas de boa vontade) que se fazem presentes e atuantes no cuidado e na insistência ativa para que justiça seja feita e a vida continue sempre (cf. Lc 18:1-8).

São Bento recorda no prólogo de sua Regra que “se desejamos a paz, vamos buscá-la”, ou seja, movimentar-se e sair ao encontro. Que Deus da vida e Ternura seja sempre com todos e acenda em nossas vidas o desejo insaciável de encontra-lo, especialmente nas vítimas desta tragédia que clamam por comida, água, moradia, justiça, cuidado e políticas que sejam permanentes.

++ Francisco de Assis da Silva

Primaz do Brasil e Diocesano em Santa Maria