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SNIEAB Feeds

Conteúdo sindicalizado
Serviço de Notícias da Igreja Episcopal Anglicana do Brasil
Atualizado: 1 hora 58 segundos atrás

Cartão Natal Secretaria Geral

qui, 18/12/2014 - 21:55

Cartão Natal Bispo Primaz

qui, 18/12/2014 - 21:54

Mensagem de Natal do Bispo Primaz

ter, 16/12/2014 - 17:56

Porque o Reino de Deus não é comida nem bebida, mas justiça, e paz, e alegria no Espírito Santo. Romanos 14:17

Aos Bispos, ao Clero e ao Povo da Igreja Episcopal Anglicana do Brasil,

Saudações em Jesus Cristo!

A profecia do terceiro domingo de Advento nos apontou um modelo de sociedade no qual prevalece os valores da Justiça, da Paz e da Alegria. Nada mais contraditório do que lermos estas passagens e compararmos  com a sociedade que enxergamos ao nosso redor. Nossa sociedade está cada dia mais materialista, consumista, imediatista. Tudo se converte em coisa, mercadoria. A linguagem da generosidade e da solidariedade tem sido substituída pela linguagem da violência.  Parece criar a sensação de que não temos mais esperanças de vivenciar os valores da plena humanidade e da solidariedade entre povos, nações, religiões, gênero e classes sociais.Além disso, vivemos diariamente o drama de uma sociedade que se desumaniza a passos cada vez mais largos. Uma moderna Babel dividida entre os poderosos e os excluídos.

A Igreja é chamada a viver com firmeza a contracultura que nos é proposta pelo Menino Deus. É ele que vem destronar os poderosos e aqueles que regulam o mundo à luz de suas próprias cobiças. É ele que vem afirmar que os oprimidos é que sentarão à mesa de Deus e vivenciar a beleza e a alegria das bem-aventuranças! O projeto de Deus é de que vivamos a vida plena, abundante. É um menino que nasce na periferia do mundo que vem assegurar que, apesar da aparente impunidade e autoconfiança do modelo que nos circunda, é possível proclamar que a Justiça e a Paz prevalecerão. Esta é a razão de ser da Igreja: anunciar que uma nova sociedade é possível!

Assim como Ele próprio é sinal da generosidade de Deus para com o Mundo, devemos assumir com firmeza o sentimento de generosidade pelos nossos semelhantes. E generosidade (coisa que os poderosos deste mundo não entendem) não é comprar coisas. Generosidade é vivência de sentimentos singulares que não tem preço: é respeito à dignidade humana, é trabalhar por Justiça, Solidariedade e Paz. Por fim, possamos assumir com coragem e alegria o seguimento de Jesus.

Que o milagre da nova vida, manifestada no Menino de Belém, anime a nossa Igreja a assumir com coragem o testemunho da cultura de Paz, Solidariedade e Justiça. Não podemos nos acomodar às tentações de uma ordem que nos faz objetos, que deseja que a abençoemos – pois é assim que ela entende ser a religião – mas devemos assumir o custo de proclamar que em Jesus se fazem novas todas as coisas, inclusive as relações sociais.

Seja este Natal uma oportunidade para renovarmos nosso compromisso com a Paz, com a Solidariedade e com a Justiça!

Um bom  e abençoado Natal a todos e todas! Com carinho e orações do vosso Primaz,

++Francisco

BISPO PRIMAZ DA IEAB

Tráfico de pessoas: uma breve reflexão teológica

qua, 10/12/2014 - 14:42

A Comissão de Direitos Humanos da Diocese Anglicana da Amazônia resolveu apoiar a realização de um painel informativo sobre o tráfico de pessoas, na Catedral de Santa Maria, Belém – PA, manifestando assim seu completo repúdio a essa violência contra o ser humano. Uma atitude ousada por se tratar de um crime organizado com dimensões internacionais, um mercado que movimenta 35 bilhões por ano,  e sobre o qual a sociedade mantêm um “pacto silencioso de reprovação moral e aceitação prática”[1], especialmente na nossa região Amazônica. Todavia, a Comissão tomou está decisão acreditando que faz parte da vocação profética da Igreja denunciar todos os absurdos que se cometem contra a humanidade e a vida no planeta.

No entanto, esse silêncio tem sido de alguma forma quebrado, desde o início deste século que o tráfico de pessoas vem cada vez mais chamando a atenção de autoridades nacionais e de organismos internacionais. Como resultado disso foi constituída uma Comissões Parlamentares de Inquérito (CPI) na Câmara Federal. A mesma coisa acontecendo na Assembleia Legislativa do Pará com o objetivo de “investigar o Tráfico de Seres Humanos no Estado do Pará para fins de exploração sexual, trabalho escravo, remoção e comércio de órgãos”[2]. O tema também ganhou mais visibilidade na sociedade ao ser abordado pela autora Glória Perez numa novela da Rede Globo de Televisão, Salve Jorge.

O Estado brasileiro possui muitas deficiências para enfrentar esse problema devido a ausência de políticas públicas e de legislação específica. Até mesmo para definir esse crime ainda nos valemos de um documento das Nações Unidas, chamado Protocolo de Palermo, no qual o tráfico humano é definido como sendo “o recrutamento, o transporte, a transferência, o alojamento ou acolhimento de pessoas, recorrendo à ameaça ou uso de força ou a outras formas de coação, ao rapto, a fraude, ao engano, ao abuso de autoridade ou à situação de vulnerabilidade ou a entrega ou à aceitação de pagamentos ou benefícios para obter o consentimento de uma pessoa que tenha autoridade sobre a outra para fins de exploração”[3].

Fica claro, logo de início, que para enfrentá-lo de fato precisamos de ações conjuntas e bem articuladas, pois trata-se de uma questão complexa que fere a dignidade do ser humano e exigindo uma abordagem multidisciplinar. Consciente disso, neste texto não pretendo invadir a área de outros especialistas e nem apresentar os dados levantados pelas diversas comissões parlamentares que têm se debruçado sobre casos concretos, minha única pretensão aqui é contribuir com uma breve reflexão teológica que respalde a prática das pessoas de boa vontade que se unem contra as injustiças na construção de um mundo melhor.

Primeiro de tudo, aprendemos na Bíblia que Deus toma partido. Não acreditamos num Deus neutro, em cima do muro, indiferente aos problemas humanos. Nosso Deus está sempre do lado dos pobres, dos oprimidos, dos marginalizados[4]. Um exemplo disso podemos encontrar no livro do Êxodo, quando Deus assume a luta pela libertação de um grupo de escravos no Egito. É bem conhecido da teologia latino-americana o texto bíblico: “ouvi o clamor do meu povo contra seus opressores… Por isso, desci para libertá-lo” (Êxodo 3:7-8). Assim também enxergamos o sacrifício de Jesus na cruz como expressão máxima de sua identificação com os destituídos de poder e os abandonados (Filipenses 2:7-8).

É por essa razão que, nós cristãos, somos chamados para responder as necessidades humanas através do serviço de amor,  para transformar as estruturas injustas da sociedade e para preservar a integridade da criação, sustentando e renovando a vida na terra[5]. Um documento do Conselho Mundial de Igrejas nos lembra que “o lugar da Igreja é junto com os inocentes, os cordeiros sacrificiais, os perseguidos, os pobres, os fracos…vítimas, oferecendo-se a si mesma por eles, completando no seu corpo os sofrimentos de Cristo, para que o mundo possa ter vida”[6]. Não se trata de uma opção que podemos ou não fazer, um tipo de acessório, estamos falando da essência mesmo do evangelho de Jesus de Nazaré. A nossa espiritualidade nos leva inevitavelmente ao encontro do outro (1 João 4:20), ao acolhimentos dos excluídos e maltrapilhos.

Somos obrigados também a reconhecer a dignidade de todas as pessoas, pois as nossas Escrituras Sagradas nos ensinam que fomos criados a “imagem e semelhança” da divindade (Gênesis 1:26). Por isso, também Jesus de Nazaré voltou seu ministério nesta direção, ressaltando sempre a dignidade de cada pessoa, chegando mesmo a citar o salmista que se refere a todos os seres humanos como “deuses e filhos do Altíssimo” (Salmo 82:6). A conhecida saudação indiana, namastê, simboliza muito bem essa compreensão. O gesto de curvar-se diante da outra pessoa carrega o significado de “o deus que está em mim saúda o deus que está em você”. Qualquer coisa que macule essa imagem divina que refletimos em nós deve ser denunciada e combatida.

Sabemos que o tráfico subsidia principalmente a prostituição, o trabalho forçado e o mercado de órgãos (embora existam formas mais sutis). Em tudo isso, precisamos também tratar da questão do valor do corpo. Ainda hoje falar do corpo permanece como um tabu para muitos cristãos, uma contradição difícil de ser aceita numa religião que tem escrito no seu principal discurso doutrinário: “Creio na ressurreição do corpo”. Felizmente, nos últimos anos diversas correntes teológicas estão procurando corrigir esse desvio do passado e resgatando o valor do corpo no projeto de salvação. Como afirma muito bem Rubem Alves, deveríamos partir do princípio simples que “Deus nos fez corpo”[7]. É no corpo humano que reside e se manifesta aquilo que denominamos espírito.“A matéria do mundo faz parte de nossa própria pessoa e da pessoa de Jesus, o filho de Deus, imagem de Deus por excelência (cf. Fl 2, 5-11)”[8].

Por isso, nas vítimas do tráfico humano vemos novamente o rosto de Cristo que teve seu corpo entrega a violência da tortura. Nos seus corpos as vítimas completam o sofrimento de Cristo (Colossense 1:24). O corpo se torna santuário de encontro divino. Pois diz o próprio Jesus que o critério de entrada no reino de Deus e de encontro com ele reside no gesto que fizermos em favor do corpo de outra pessoa: “tive fome, e me deste de comer; tive sede, e me deste de beber; era forasteiro e me acolheste; estava nu e me vestiste” (Mateus 25:35-36).

O tráfico de pessoas tem crescido nos nossos dias, cooperando para sua expansão muitos elementos como a globalização, a pobreza, a ausência de oportunidades de trabalho, a discriminação de gênero, a violência doméstica, a instabilidade política, econômica em regiões de conflito, a emigração irregular, o turismo sexual, corrupção dos funcionários públicos e leis deficientes”[9]. Mas principalmente entendemos que o tráfico é resultada da ideologia dominante no mundo Ocidental que torna todas as coisas uma mercadoria e coisifica o ser humano. Essa é a lógica do império ao qual estamos submetidos, essa formatação de poderes na nova sociedade globalizada que cria um sistema de dominação e exploração. Para o império o corpo, o ser humano, é só mais uma mercadoria para ser vendida. E um comércio bem rentável, gerando maior lucro que o tráfico de drogas e de armas.

Como nos dias que João escreveu o livro de Apocalipse, precisamos lutar contra a ideologia do império, mantermos a fidelidade ao projeto divino da construção do reino de Deus e resgatar a dignidade de todo ser humano. Lutar contra todas as formas de exploração e opressão deveria ser  dever de cada pessoa, mas principalmente daquelas que se intitulam de cristãs, pois recebemos o comissionamento de sermos sal e luz do mundo (Mateus 5:13-14).

Pela sua complexidade, sabemos que o tráfico de pessoas nunca será barrado através de iniciativas locais, somente através de ações globais conseguiremos resultados. Como comunidades cristãs temos a possibilidade de criar redes de solidariedade ao redor do mundo inteiro, para combater esta e outras formas de desumanização. Infelizmente nossas divisões nos impedem de sermos mais eficientes naquilo que fazemos. Enquanto pessoas são escravizadas e prostituídas estamos discutindo quem pode e quem não pode participar da Eucaristia, enquanto crianças estão sendo violentadas e tendo seus órgãos extraídos, estamos escrevendo tratados teológicos sobre quais serão as almas que alcançarão o paraíso.

Tomara que um dia possamos superar nossas mesquinhas diferenças e unir nossos esforços para construção de um novo mundo, a utopia do reino divino idealizada por Jesus de Nazaré, onde todos terão “vida em abundância” (João 10:10). Não podemos permanecer indiferentes diante dos graves problemas da humanidade. Diante da violência contra nossos irmãos e irmãs, a neutralidade é a opção a favor dos algozes.

+Saulo Barros

Bispo da Diocese Anglicana da Amazônia

* Texto produzido em Belém, 15 de dezembro de 2012

[1] Marcel Hazeu <http://amaivos.uol.com.br/amaivos09/noticia/noticia.asp?cod_noticia=18674&cod_canal=41>

[2] Assembleia Legislativa do Estado do Pará. Comissão Parlamentar de Inquerito Sobre o Tráfico Humano no Estado do Pará. Relatório Final. Pg. 15.

[3] Protocolo adicional à Convenção das Nações Unidas Transnacional de 2000. <http://www2.mre.gov.br/dai/m_5017_2004.htm>

[4] Desmond Tutu faz uma reflexão idêntica no livro Deus não é cristãos e outras provocações. Rio de Janeiro: Thomas Nelson Brasil, 2012. Pg. 82.

[5] “Cinco Marcas da Missão” aprovadas pela Conferência de Lambeth de 1988.

[6] POULTON, John. A Celebração da vida. Rio de Janeiro: CEDI, 1983. Pg. 65.

[7] ALVES, Rubem. Creio na ressurreição do corpo: meditações. São Paulo; Edições Paulinas, 1984.

[8] SOARES, Sebastião Armando Gameleira. Carta Pastoral: Advento de 2012.

[9] BARBOSA, Cíntia Yara Silva. Significado e abrangência do “novo” crime de tráfico internacional de pessoas: perspectivado a partir das políticas públicas e da compreensão da doutrina e jurisprudencial.  Pág. 06. <http://pfdc.pgr.mpf.gov.br/atuacao-e-conteudos-de-apoio/publicacoes/trafico-de-pessoas/significado-e-abrangencia-do-novo-crime-de-trafico-internacional-de-pessoas-perspectivado-a-partir-das-politicas-publicas-e-da-compreensao-doutrinaria-e-jurisprudencial-cintia-barbosa>

DIA MUNDIAL DE LUTA CONTRA A AIDS

seg, 01/12/2014 - 11:59

Hoje se celebra o Dia Mundial de Luta contra a AIDS com a realização de campanhas no mundo inteiro para a conscientização das pessoas sobre esta grave epidemia que afeta milhões de pessoas em todos os continentes.
No Brasil, a AIDS mata por ano cerca de 12 mil pessoas, constituindo-se num grave problema de saúde pública que tem apresentado infelizmente crescimento nos últimos anos, atingido patamares que precisam ser enfrentado com políticas de saúde mais efetivas.
O desafio precisa ser enfrentado com mais audácia e com mais investimentos no setor público de saúde para atender as pessoas menos favorecidas economicamente e que dependem exclusivamente dele. Outro fator preocupante é uma certa banalização da questão igualmente dentro das Igrejas. Nos anos 80 e 90, o movimento ecumênico foi muito importante para ajudar na desestigmação das pessoas vivendo com AIDS e na aplicação de programas educativos e de prevenção.
Os segmentos mais conservadores, na medida em que certas práticas preventivas eram anunciadas aplicadas pelos governos, passaram a boicotar as ações de prevenção. Esta prática causou um importante retrocesso, especialmente nas camadas menos informadas da população, fazendo com que os casos de contração da doença continuassem, inclusive, aumentando a incidência da epidemia em grupos considerados de baixo risco.
Conclamamos as Igrejas a retomarem a preocupação com a educação dos fiéis acerca do tema. Conclamamos o governo a aumentar a qualidade do serviço público de saúde, garantindo assim que as pessoas possam ter prioridade e agilidade no atendimento, assim que for identificada a infecção.
Não podemos deixar que o tema da prevenção e do tratamento caminhem para a banalização e a desconsideração da gravidade de sua incidência. Este é um tema de saúde pública e todos temos que cobrar a aplicação de um programa multidisciplinar eficaz para que se possa reduzir as vergonhosas estatísticas que temos hoje no Brasil.
Governo e Sociedade, incluindo-se aí as Igrejas, precisam estar unidos para evitar que a invisibilização do problema cause ainda mais mortes por negligências e preconceitos.

++ Francisco

Bispo Primaz da IEAB

Jovem Clériga representará a IEAB na Conferência das Nações Unidas sobre o status da Mulher

seg, 01/12/2014 - 11:49


A IEAB terá em 2015 uma representante na Conferência das Nações Unidas sobre o Status da Mulher. Seguindo o caminho de outras representações em anos anteriores, onde tivemos mulheres leigas e clérigas representando nossa Igreja (Christina Winnischofer, Ana Lucia Machado, Sandra Bueno, Revda Inamar Correa, Ilcélia Soares, Sandra Andrade), agora, atendendo solicitação do escritório da Comunhão Anglicana e da Rede Inter-Anglicana de Mulheres, estará representando nossa Província, a Revda Tatiana Ribeiro.

Para esta Conferência, os Primazes da Comunhão Anglicana foram convidada a indicar mulheres jovens que estejam envolvidas com trabalhos de juventude e superação da discriminação de gênero. A ênfase da Conferência este ano será sobre o protagonismo das mulheres jovens que sofrem muita discriminação  no mundo inteiro, especialmente nos países onde até o acesso aos estudos e ao trabalho são ainda um grande desafio.

A Conferencia ocorrerá em Nova York e se realizará no mês de março de 2015 e é organizada pela Comissão sobre o Status da Mulher.

A Comissão sobre o Status da Mulher (“CSW”) é uma comissão funcional do Conselho Económico e Social das Nações Unidas (ECOSOC) . É o órgão de decisão política global de capital exclusivamente dedicada à igualdade de gênero e o avanço das mulheres. Todos os anos, os representantes dos Estados-membros se reúnem na sede das Nações Unidas, em Nova York, para avaliar os progressos em matéria de igualdade de género, identificar os desafios, definir padrões globais e formular políticas concretas para promover a igualdade de gênero e empoderamento das mulheres em todo o mundo.

A Comissão foi criada pela resolução ECOSOC 11 (II) de 21 de junho de 1946 com o objetivo de preparar recomendações e relatórios ao Conselho sobre a promoção dos direitos das mulheres nos campos políticos, econômicos, civis, sociais e educacionais. A Comissão também faz recomendações ao Conselho sobre os problemas urgentes que requerem atenção imediata no campo dos direitos das mulheres.

A Comissão se reúne anualmente por um período de 10 dias uteis.

A Revda Tatiana Ribeiro é atualmente a coordenadora do GT Provincial de Juventude e está preparando, junto com os demais membros do GT, o ENUJAB 2015. Este será, depois de dez anos, um grande encontro nacional que tem por objetivo rearticular a juventude anglicana brasileira para o próximo quinquênio.

Ela é clériga da Diocese Anglicana de Brasilia e Pároca na Paróquia São Felipe, em Goiânia. Natural de Erechim/RS, a Revda iniciou seus estudos e ministério no âmbito da Diocese Sul Ocidental, ao lado de uma geração de jovens clérigos de nossa Igreja formados pelo SETEK.Foi Conselheira do Conselho Nacional de Juventude – Secretaria Geral da Republica, 2010-2012, pela Rede Ecumênica da Juventude.

Desejamos à Revda Tatiane uma presença proativa na Conferência e pedimos as orações de toda a Igreja para sua bem sucedida representação de nossa Província.


Mensagem de Advento 2014 do Bispo Primaz

qua, 26/11/2014 - 11:52

Irmãos e Irmãs,

“Digo isto porque sabemos tempo que já é hora de vos despertardes do sono; porque agora está mais perto de nós a salvação, do que quando recebemos a fé” Rom 13:11

O Advento é tempo de preparação. A Igreja celebra cada ano esta quadra que deve significar para nós um momento de mergulho para dentro de nós mesmos e percebermos até onde estamos preparados para receber o “Bendito que vem em nome do Senhor”! A coleta do Primeiro Domingo do Advento nos exige rejeitar as obras das trevas e vestirmos das armas da luz o que parece ser uma linguagem militar, de confronto claro, onde não é possível se ficar neutro. Para alguns isso pode parecer uma linguagem exagerada! Mas, dispensando o imaginário de uma batalha literalmente renhida, o Advento é tempo de deixarmos claro que projeto de vida e de sociedade o Principe da Paz deseja para a humanidade.

Nossa sociedade está estruturada sobre uma ideologia do consumo e da coisificação de tudo. Estamos assistindo uma excêntrica exploração da festa do Natal pelos poderosos deste mundo. Vivemos um espécie de síndrome de Herodes. Explico: o interesse de Herodes de ver o Menino não era para adora-lo, como disse aos Magos. Assim também o mercado não quer saber de Jesus. Quer saber de lucro, de consumo. O que menos importa é o Menino. Aliás, muitos meninos e meninas, como Jesus, estão jogados à própria sorte em nossa sociedade. Meninos e meninas não interessam, a menos que sejam consumidores!

Humildade, diz o mercado, é coisa para quem não tem ambição. Mas se esquecem que o Menino Deus se humilhou, se desconstruiu a si mesmo como Deus supremo para assumir a nossa natureza. A Igreja, neste tempo, é chamada a assumir também a humildade de Jesus e acolhe-lo como uma criança, frágil, sem teto e num universo de incertezas.

Onde estaremos nós durante este tempo de Advento? Estaremos orando e nos preparando para cantar o Gloria in Excelsis Deo, quando chegar a noite do Natal? Estaremos esvaziados de nossas preocupações consumistas no frenesi das lojas, dos shoppings, das festas (algumas delas de pura aparência), ou daquilo que o mercado configura indevidamente como espírito de Natal? Estaremos redescobrindo a solidariedade? Estaremos pedindo a Deus que nos afaste das obras de injustiça? Se estamos neste caminho, dou graças a Deus!

O encontro com o Menino Deus é experiência transformadora. Mas para isso precisamos nos preparar com disciplina para que em nós se manifeste a graça divina, a sabedoria para distinguir entre as obras das trevas e as obras da luz. As primeiras escravizam nossos espíritos. As segundas nos fazem sentir livres, disponíveis para Deus! Que caminho queremos seguir?

As obras das trevas são multiplicadoras de exclusões, de violência contra os mais fracos, de vaidades que não preenchem a real necessidade das pessoas humanas. As obras da luz geram respeito, justiça, libertação! Sigamos as obras da luz e assim estaremos livres para acolher o Menino Deus!

Um abençoado tempo de Advento para tod@s nós!

++Francisco

BISPO PRIMAZ DA IEAB

CAMPANHA DOS 16 DIAS DE ATIVISMO PELA SUPERAÇÃO DA VIOLÊNCIA CONTRA AS MULHERES

seg, 24/11/2014 - 12:02

MENSAGEM DO BISPO PRIMAZ E DA COMISSÃO DE INCIDÊNCIA PÚBLICA

CAMPANHA DOS 16 DIAS DE ATIVISMO PELA SUPERAÇÃO DA VIOLÊNCIA CONTRA AS MULHERES

Estamos vivendo mais uma Campanha que tem tido alcance mundial. Trata-se da Campanha de ativismo contra a violência de Gênero que tem mobilizado Igrejas – nossa Igreja Anglicana tem assumido esta Campanha – ONGs, Movimentos Sociais e Organismos Ecumênicos.

Precisamos continuar erguendo nossas vozes contra a violência institucionalizada contra as mulheres no mundo inteiro. Aqui no Brasil, mesmo com avanços nas políticas afirmativas, ainda somos um país que ocupa vergonhoso posto de país onde a violência contra as mulheres alcança níveis insuportáveis.

Dia a dia, em nossa sociedade construída sobre padrões de comportamento machista, vemos a continuidade do feminicídio, da exclusão das mulheres ao acesso ao mercado de trabalho, da desigualdade salarial, da exclusão de políticas públicas de saúde, entre tantos outros desafios que parecem crescer a uma velocidade exponencial e cujas soluções e enfrentamento se dão ainda de forma lenta e com raríssimos sucessos.

A IEAB tem afirmado seu compromisso claro de enfrentar o problema da violência contra as mulheres. O SADD tem sido um uma importante âncora no processo de conscientização e educação da Igreja sobre este tema.  No entanto, reconhecemos que sozinho(a)s não temos logrado os avanços concretos que desejamos.  É necessário juntar forças com a sociedade civil e com outros atores políticos e sociais para que esta mancha que envergonha nossa sociedade possa ser eliminada.

É oportuno que em nossas comunidades se realize rodas de conversa sobre o problema da violência de gênero. É importante que nossas lideranças clericais e leigas se levantem para refletir sobre as violências que tem sido cometida contra nossas irmãs, muitas vezes bem próximas de nós e inclusive dentro de nossas comunidades eclesiais. Precisamos assumir o projeto de Jesus que nos deixou exemplos de acolhimento, respeito, escuta e afirmação da dignidade humana. E neste contexto, as mulheres receberam dele uma atenção muito especial. Diante de Jesus, as mulheres tiveram sua fala respeitada, seus direitos reconhecidos, sua dignidade assegurada.

Mesmo distante historicamente de nossos tempos, percebemos que as categorias opressoras da mulher – conforme se vê nos relatos do ministério de Jesus – apenas mudaram de aparência, mas na essência continuam as mesmas. Vergonha, dor, desesperança, silêncio continuam povoando a alma de muitas de nossas irmãs contemporâneas. Não importa a classe social nem o nível cultural e econômico das vítimas de violência física e emocional em nossos dias. A violência institucionalizada continua vitimando muitos milhões de mulheres no mundo. Este não é um problema para ser ignorado. Precisa ser enfrentado com coragem!

Que nestes dias de ativismo e não apenas neles, possamos assumir dentro e fora da Igreja o compromisso com a superação da violência contra as mulheres.

Santa Maria, 24 de novembro de 2014

++ Francisco

Primaz da Igreja Episcopal Anglicana do Brasil

Um novo lecionário para o povo da IEAB

sab, 22/11/2014 - 23:01

Irmãos e Irmãs

“E mais, que o povo (ouvindo as Escrituras Sagradas lidas na Igreja) pudesse aprofundar-se cada vez mais no conhecimento de Deus, e ser contagiado pelo amor da sua verdadeira religião”.
Prefácio do LOC de 1549

Tenho a imensa satisfação de anunciar que neste tempo de começo litúrgico de um novo ano, a IEAB passa a usar o Lecionário Comum Revisado. A Comissão Provincial de Liturgia (*) está ultimando as revisões dos ofícios que estarão contidos no novo LOC brasileiro, programado para ser lançado no mês de Junho de 2015. Quero parabenizar todos os membros dedicados desta Comissão que não tem medido esforços para atender a demanda de toda a Igreja que é ter em suas mãos um novo LOC, revisado, ampliado, e atualizado teológica e culturalmente à realidade brasileira. Todo este processo tem recebido o aval da Câmara dos Bispos, do Conselho Executivo e do próprio Sínodo de nossa IEAB.

Neste processo rico de aprendizado e de produção de uma liturgia bem brasileira, a Igreja tem experimentado, nas dioceses e nos eventos provinciais, as liturgias eucarísticas com linguagem apropriada, inclusiva e mais próxima possível do jeito brasileiro de celebrar a nossa fé anglicana.

Ao lado dos Ofícios em suas múltiplas relações com a vida comunitária e individual e do Saltério, com sua poesia litúrgica dos Salmos da Bíblia, temos uma importante ferramenta que educa a Igreja em seu dia a dia: o Lecionário. Nele encontramos as leituras apropriadas para os ofícios eucarísticos, dominicais e também para as devoções diárias. Por isso, e também abraçando a riqueza ecumênica, a IEAB, com expressa autorização da Câmara dos Bispos, adota com alegria o Lecionário Comum Revisado.

Construído ecumenicamente durante um longo processo, O Lecionário Comum Revisado hoje é adotado pela grande maioria das Igrejas Cristãs que estão em diálogo umas com as outras para permitir que assim todos possamos celebrar da forma mais sinérgica possível a liturgia da Palavra e os temas chaves do Ano Cristão.

O novo Lecionário Comum Revisado tem algumas mudanças importantes. Nem sempre haverá um salmo interlecional nas leituras dominicais e de dias santos. Em alguns casos, será um cântico das Escrituras. Esse cântico ou salmo interlecional é também chamado de gradual. Também será possível observar que aumentou a oferta de comemorações litúrgicas no nosso calendário, em concordância com a prática de algumas de nossas comunidades e de nossas províncias irmãs da Comunhão Anglicana. Sendo assim, foram introduzidos próprios para a celebração da solenidade do Sacramento do Corpo e Sangue de nosso Senhor Jesus Cristo (Corpus Christi), do Memorial de todos os Fiéis (Finados), entre outras. O LCR, em conjunto com o calendário litúrgico do novo LOC, permite uma maior versatilidade na adoção e celebração de festas e comemorações.

Durante o Tempo Comum, haverá duas opções de leituras do Antigo Testamento. Uma delas é mais relacionada à temática do Evangelho. A outra, chamada semicontínua, permite a leitura corrida de textos do Antigo Testamento, ao longo de diversos domingos. O LCR busca reforçar as possibilidades de leitura do Antigo Testamento – ponto fraco do lecionário anterior.

Mas a mudança mais importante e radical é a adoção de um Lecionário de Ofícios Diários em 3 anos, correndo paralelamente ao Lecionário de Domingos e Dias Santos. Desse modo, ambos trabalham juntos, para fins distintos. O Lecionário de Domingos e Dias Santos está voltado à adoração comunitária na Santa Eucaristia. O Lecionário de Ofícios Diários busca avivar a oração comum nos lares e nas igrejas, sob a forma dos ofícios diários (sobretudo a oração matutina e a oração vespertina. O princípio das leituras diárias é seu relacionamento com as leituras eucarísticas dos domingos e dos festivais. As leituras dos ofícios diários foram escolhidas de modo a permitir que os dias que se aproximam do domingo (quinta-feira até sábado) sirvam de preparação às leituras dominicais. Os dias que seguem ao domingo (segunda-feira a quarta-feira) são reflexões das leituras de domingo.

O Lecionário de Ofícios Diários deve ser usado apenas para ofícios de oração. Nos domingos e festas principais, caso se queira realizar um ofício de oração, usam-se as leituras do Lecionário de Domingos e Festas Principais. Para a Santa Eucaristia, devem ser utilizadas as leituras do Lecionário de Domingos e Festas Principais. No caso de Eucaristia em dia de semana, se não houver festa principal para aquele dia, usam-se as leituras do domingo anterior. Assim, seremos forçados a voltar ao hábito das liturgias diárias de oração, nos nossos lares e famílias. Existe um lecionário especialmente para isso. E o melhor: ele nos prepara para o ofício eucarístico comunitário.

Que possamos vivenciar com alegria e espirito orante o novo lecionário. Ele está disponível nos links ao final desta matéria, e estará repleto de recursos adicionais no site http://liturgia.ieab.org.br, podendo ser baixado a partir da quarta-feira da semana que vem, para uso já a partir deste Primeiro Domingo do Advento!

Que a meditação sobre a Palavra de Deus inspire e alimente a nossa fé tanto individual como comunitária!

++Francisco

* Dom Mauricio Andrade (DAB, presidente), Revda Deã Marinez Bassotto (Custódia do LOC – ex officio), Revda Dilce de Paiva (DAP), Revda Rose Cunha (DAR), Rev. Luiz Coelho (DARJ) e Sra. Noemi Buyo (DM)

BAIXE AQUI OS NOSSOS NOVOS LECIONÁRIOS, EFETIVAMENTE VÁLIDOS A PARTIR DA QUINTA-FEIRA ANTERIOR AO PRIMEIRO DOMINGO DO ADVENTO EM 2014 (ANO B):

Liturgias e documentos provisórios do próximo Livro de Oração Comum

ENUJAB/2015- “Acolher e Servir: Jovem em Oração”

qua, 22/10/2014 - 15:59

Nos dias 03 a 05 de outubro, o GT Juventude esteve reunido em Brasília, para sua segunda reunião. Com o desafio de revitalizar o ministério da juventude na IEAB, este GT esta organizando mais um ENUJAB (Encontro Nacional da Juventude Anglicana do Brasil) e uma proposta de 5 estudos para a juventude.

ENUJAB/2015

O ENUJAB tem como objetivo unir jovens de todas as comunidades da IEAB, para juntos estudar a Bíblia, orar, comungar da mesma fé e alegria!

O ENUJAB/2015, terá como mote: “Acolher e Servir: Jovem em Oração”; a cidade ainda está sendo decidida, pois dependerá do local e do orçamento final para o encontro. Até final de outubro, será feito o lançamento oficial do encontro, com data e local.

CADERNOS DE ESTUDOS PARA AS JUVENTUDES

Com os temas abrangendo, a Bíblia, Espiritualidade, Vocação, Missão e Diaconia, os estudos serão enviados para as Dioceses e Distrito Missionário com o objetivo de serem utilizados como um elo de unidade da juventude nas suas diversas formas de expressão, e servirão de preparo para os nossos jovens até o Encontro Nacional.

DESTAQUES DAS REUNIÕES

Na sexta-feira (03) o GT teve a oportunidade de participar de uma vídeo conferência com o Bispo Primaz Dom Francisco de Assis (Santa Maria/RS) e com o Secretário Geral Reverendo Arthur Cavalcante (São Paulo/SP) que puderam ouvir as novas propostas do GT e também contribuíram com propostas de articulação com instâncias provinciais.

No domingo (05), o GT Juventude acompanhou Dom Mauricio Andrade, Bispo Diocesano da DAB, em sua visita a comunidade da Paroquia do Espírito Santo, Pedregal – Novo Gama/GO. Após a celebração houve um momento de conversa com os jovens da comunidade, e  de motivação para o ENUJAB/2015.

NOVA MARCA DA UJAB


O Conselho Executivo do Sínodo (CEXEC), acolheu a proposta do GT Juventude de uma nova marca que irá simbolizar a União da Juventude Anglicana do Brasil (UJAB).  O material foi preparado pelo jovem Darlan Fernandes, membro da Paróquia da Crucifixão/Bagé (DSO), e é formado em publicidade e propaganda.

APRESENTAÇÃO DE MARCA

O QUE É O GT JUVENTUDE?

Este Grupo de Trabalho da Juventude, foi nomeado pelo Bispo Primaz, Dom Francisco Assis, cumprindo uma das recomendações do 32º Sínodo que elegeu a Juventude como uma prioridade na IEAB. O GT é composto por Débora Del Nero – DASP, Dominique  Lima – DAR, Revd. Jordan Santos – DSO, Pedro Andrade – DAB e Revda. Tatiana Ribeiro – DAB, coordenadora do Grupo.

O GT Juventude, encerrou o texto de apresentação dos estudos com um desafio a IEAB: “Parafraseando Dom Helder Câmara: “Bem aventurados os jovens que sonham porque correm o doce risco de ver o seu sonho realizado.”

Convidamos você a correr esse doce risco. Sonhe conosco!”

* Reverenda Tatiana Ribeiro, Coordenadora do GT Juventude

Missão da Inclusão: Inauguração do Novo Espaço em Campo Grande/MS

sex, 26/09/2014 - 23:14

MENSAGEM DO GT MISSÃO IEAB

“Até o passarinho encontra casa e a andorinha ninho para si

onde ponha seus filhos, junto a teus altares, ó Senhor das Celestes

Hostes, Rei meu e Deus meu” (sl. 84:3)

São Leopoldo, 26 de Setembro de 2014.

Ilmo. Sr.

Rev. Hugo Armando Sanchez

MD. Arcediago do Distrito Missionário e Ministro Encarregado da Capela da Inclusão.

Prezado Colega e membros da Capela da Inclusão,

Em nome do Grupo de Trabalho de Missão da IEAB, vimos por meio desta expressar nossa alegria em Deus pelo recebimento da notícia que um novo local de Culto e Adoração, está sendo preparado e inaugurado nesse final de semana. Que o serviço desenvolvido por todos seja, motivo de descanso para tantos e tantos que se abrigarem espiritualmente nesse espaço sagrado.

Diante desta notícia vimos como Grupo trazer nossa oração pela sua vida como o Ministro Encarregado desta Capela da Inclusão, bem como por todas as vidas da liderança e membresia desta congregação.

Sabemos que os desafios não são poucos e nem pequenos, mas cremos que com a união de todas as pessoas que compõem e estão engajados nesta comunidade e sob vossa liderança pastoral e espiritual, todas as dificuldades serão vencidas com o poder da fé que nos move e nos sustenta.

Nas palavras e promessas de Jesus, entre elas, a de que veio para trazer vida em abundância a todas pessoas, renovamos nossa certeza que esta Capela da Inclusão continue sendo um local de vida plena, sem exceções, sem exclusões e sem preconceitos. Que a luz, a paz e a bênção de Deus estejam com todos os irmãos e irmãs neste dia tão especial.

Em Cristo,

+ Dom João Cancio Peixoto

Rev. Jerry Andrei dos Santos

Rev. Arthur Cavalcante

Heidi Maria Schmidt

Monica Vega

Mensagem do Primaz para a Semana Internacional de Oração pela Paz na Palestina e Israel

sex, 26/09/2014 - 17:51

Irmãos e Irmãs,
Vivemos um ano extremamente delicado nas relações entre Palestina e Israel. No meses de julho e agosto a ofensiva israelense em Gaza causou comoção internacional pela destruição de vidas humanas, de infra-estrutura e o isolamento completo do resto do mundo, através do fechamento de fronteiras. Por sua parte, movimentos armados palestinos, mesmo com força infinitamente inferior, buscavam atingir alvos civis em Israel, mantendo este conflito por longo tempo. Naquela ocasião, emiti uma mensagem apelando para que se fizessem orações para a cessação das hostilidades.
Vivemos nesta semana de 21 a 27 de setembro, a Semana Internacional de Oração pela Paz na Palestina e Israel. Uma forte mobilização ecumênica, encabeçada pelo Conselho Mundial de Igrejas, tem divulgado no mundo inteiro pedidos de oração para que os dois povos possam finalmente encontrar o caminho do diálogo, da paz e do reconhecimento mútuo como nações autônomas.
Este é um sentimento que nos motiva a colocar Palestinos e Israelenses em nossas orações por uma construção sólida de diálogo, de mútuo perdão e de mútuo esforço para alcançar a tão desejada Paz. Coincidentemente temos o inicio do Ano Novo judaico que traz consigo o significado de um recomeço de paz e de benção.

Que esta reverência tão forte ao novo tempo traga consigo também a inspiração para que a paz de Deus tome conta de nossas mentes e corações e que o SHALOM seja uma realidade palpável para os filhos de Abraão!

Paz para o Oriente Médio! Paz para Palestinos e Israelenses!
++Francisco
Primaz do Brasil

GT Missão da IEAB

sex, 26/09/2014 - 13:23

COMUNICADO DE NOMEAÇÃO DOS MEMBROS PARA O GRUPO DE TRABALHO (GT) MISSÃO DA IGREJA EPISCOPAL ANGLICANA DO BRASIL


São Paulo, 26 de setembro de 2014

Saudações em Jesus Cristo!

“A Igreja é a única sociedade cooperativa do mundo que existe em benefício dos que não são membros”

Arcebispo de Cantuária William Temple

Venho comunicar que a Secretária Geral nomeou os membros integrantes do Grupo de Trabalho Missão da Igreja Episcopal Anglicana do Brasil. O GT é composto pelo Bispo João Peixoto (Diocese Anglicana do Recife), Reverendo Jerry Andrei (Diocese Meridional) e pelas Missionárias Monica Vega e Heidi Schmidt. Todos os membros estão envolvidos em trabalhos pastorais e missionários em suas respectivas dioceses e tem oferecido há algum tempo uma rica contribuição  ao projeto missionário no Brasil.

“De modo a descentralizar sua estrutura, e flexibilizar suas atividades setoriais, a Igreja Episcopal Anglicana do Brasil decidiu desmembrar os antigos departamentos em grupos de trabalho.  Os grupos de trabalho são formados por clérigos(as) e leigos(as) de todas as dioceses e distrito” http://www.ieab.org.br/site/pt/estrutura/grupos-de-trabalho.

O objetivo do Grupo de Trabalho Missão é de animar, rearticular, planejar e acompanhar os trabalhos missionários/pastorais em nosso Distrito Missionário Anglicano e igualmente, acompanhar os esforços missionários das noves Dioceses Missionárias e Plenas da IEAB. Nesse sentido, o GT está conectado diretamente com escritório em São Paulo e irá assessorar o Primaz e o Secretario Geral em todo assunto envolvendo Missão dentro e fora do país.

Desde o dia 17 julho de 2014, mantemos contatos através de conferências via skype, buscando discernimento e maneiras práticas de como o GT poderá contribuir de forma relevante ao Projeto Missionário da IEAB, ponto central da vida da Igreja de Nosso Senhor Jesus Cristo.  Iremos assim caminhar, inspirados e inspiradas principalmente, nas Marcas da Missão da Igreja.

Arthur P. Cavalcante +

Secretário Geral

CARTA PASTORAL DA CÂMARA DOS BISPOS SOBRE AS ELEIÇÕES 2014

ter, 16/09/2014 - 11:46

CARTA PASTORAL DA CÂMARA DOS BISPOS SOBRE AS ELEIÇÕES 2014

Ó Deus, dá aos que governam os teus juízos, e a tua justiça aos filhos dos que governam. Sl 72,1


Estamos nos aproximando de mais um pleito eleitoral em nosso país no qual iremos escolher os mandatários dos cargos governamentais e de representação nas Assembleias Legislativas e Con- gresso Nacional. Desde 1985 o povo brasileiro tem livremente escolhidos seus representantes e de- vemos manter vivo em nossa memória o custo dessa conquista e o valor das liberdades civis e políticas. Entendemos que a liberdade de escolha é um dom de Deus que devemos preservar.

Um dos componentes essenciais do exercício da liberdade de escolha é a avaliação das opções disponíveis. Isto vale para todas as situações, raramente a realidade nos confronta com situações sem alternativa. Porém, algumas vezes o desencanto com a política se transforma em cinismo. Pessoas são levadas a suspender sua capacidade de julgamento da realidade e passam a acreditar que ninguém tem autoridade moral para liderar politicamente.

Exortamos os(as) anglicanos(as) brasileiros(as) à responsabilidade de agirmos de forma íntegra no mundo público e isto nos inclui como eleitores(as) tanto quanto como candidatos(as). Cremos no Deus de amor e justiça que nos guia e aponta caminhos em todas as circunstâncias. Encorajamos nossos irmãos e irmãs a se colocarem em reflexão e escuta da voz de Deus nesse momento, para discernirem o que lhes pareça melhor para sua comunidade local e para nosso país. Entendemos que a vida é plural, que há muitas perspectivas possíveis de compreensão da realidade e que isto significa faremos escolhas diferentes. Estamos certos de que responderemos com fidelidade ao chamado de Deus se o fizermos inspirados pelos princípios da justiça e da solidariedade com os mais pobres e marginalizados.

O momento eleitoral é uma oportunidade de testemunharmos sobre os valores que acreditamos de- vam prevalecer no mundo público, mas também de apostarmos em projetos para o país, em trans-

formações que beneficiem a maioria do povo, em políticas e leis que façam avançar as causas da justiça, da igualdade e da liberdade.

Um traço bastante claro da política brasileira nos últimos anos tem sido a presença visível das can- didaturas religiosas. Não apenas pessoas têm se sentido chamadas a disputarem eleições tendo sua posição de fé como marca distintiva, como igrejas e outras organizações religiosas têm apoiado publicamente candidaturas. A Igreja Episcopal Anglicana do Brasil valoriza essa prática como sinal da preocupação ético-política das religiões com os destinos da sociedade brasileira, desde que essa ação esteja orientada para o bem comum e não leve a uma apropriação do mundo público por agendas específicas e valores de grupos religiosos, violando a liberdade de crença e de pensamento dos demais cidadãos e cidadãs.

Ao mesmo tempo, advertimos nossos irmãos e irmãs para a necessidade de discernimento em re- lação aos seguintes pontos:

a)      o estado brasileiro deve assegurar condições iguais às pessoas de todas as religiões e de nenhu- ma, não podendo ser utilizado para impor os valores que correspondem a algumas tradições de fé como se fossem de todas. A defesa do estado laico, pluralista e democrático, bem como do debate aberto sobre a fundamentação ética que queiramos dar a nossas escolhas políticas são pilares da visão anglicana no contexto brasileiro;

b)      o pertencimento à igreja cristã não nos torna infalíveis nem mais justos do que os outros. Isso significa que precisamos continuar a exercer nosso discernimento com seriedade para escolher quem melhor corresponda as nossas expectativas e aspirações de um mundo justo e fraterno. A Igreja Episcopal Anglicana do Brasil não possui candidatos(as), nem apoia oficialmente, em cir- cunstâncias normais de disputa eleitoral, qualquer candidatura;

c)       o discernimento deve ser basear tanto na integridade pessoal dos(as) candidatos(as) quanto na sua trajetória política.

Assim, conclamamos a todos(as) os(as) anglicanos(as) brasileiros a agirem com compromisso re- publicano neste momento e a darem seu testemunho de fé de modo a que nossas paróquias e comu- nidades sejam lugares de conscientização e debate cívico sobre os destinos dos estados e da nação brasileira e nossos posicionamentos pessoais sejam oportunidades de testemunho coerente da nossa visão plural da fé sobre os assuntos públicos.

Santa Maria, 14 de setembro de 2014

Dom Francisco de Assis da Silva, Bispo Primaz e Diocesano da Sul Ocidental

Dom Naudal Gomes, Bispo da Diocese Anglicana de Curitiba

Dom Filadelfo Oliveira, Bispo da Diocese Anglicana do Rio de Janeiro

Dom Mauricio Andrade, Bispo da Diocese Anglicana de Brasilia

Dom Saulo Barros, Bispo da Diocese Anglicana da Amazônia

Dom Renato Raatz, Bispo da Diocese Anglicana de Pelotas

Dom Flavio Irala, Bispo da Diocese Anglicana de São Paulo

Dom Humberto Maiztegui, Bispo da Diocese Meridional

Dom João Peixoto, Bispo da Diocese Anglicana do Recife

Dom Orlando Santos de Oliveira, Emérito

Dom Almir dos Santos, Emérito

Dom Clóvis Erly Rodrigues, Emérito

Dom Jubal Pereira Pereira Neves, Emérito

Registro de Fotos da Visita do Arcebispo Justin Welby ao Brasil

sex, 12/09/2014 - 13:00

Acesse na nossa página no facebook o registro oficial da IEAB com as fotos dos momentos mais importantes da Visita do Arcebispo de Cantuária, Sua Graça Justin Welby, ao Brasil. Agradecemos a todos que puderam partilhar conosco as fotografias. ÁLBUM DE FOTOS DA VISITA DO ARCEBISPO JUSTIN WELBY AO BRASIL

Impressões sobre a Visita do Arcebispo de Cantuária

qua, 10/09/2014 - 16:16

Santa Maria, 08 de setembro de 2014.

Queridos irmãos e irmãs!
Certamente estamos todos nós muito animados pela experiência abençoada vivida nestes últimos dias em São Paulo.  Sua Graça Arcebispo Justin Welby e sua esposa Caroline nos brindaram com uma presença inspiradora de simplicidade e de espiritualidade profunda. Apesar de curta, a visita nos causou profunda alegria. No contato com o povo, o Arcebispo foi de uma espontaneidade magnífica. No contato pessoal, especialmente nos momentos  que estivemos juntos, tanto com nossas esposas como a sós, uma clareza de comunicação e autêntica sensibilidade pastoral. Apesar da extenuante agenda que incluiu um longo vôo de 12 horas e logo em seguida uma agenda cheia de compromissos, em uma estadia de menos de 36 horas, o Arcebispo e Caroline atenderam a todas as pessoas que buscavam estar com eles, conversar e, claro, não faltou a numerosa tietagem!

Nos diálogos que tivemos com ele, um especialmente me chamou a atenção: o compromisso com a unidade da Igreja. É muito forte sua convicção sobre o ministério da reconciliação. Segundo ele, a Igreja precisa viver este ministério não somente para fora, mas também para dentro. Em uma Comunhão Anglicana marcada por tanta diversidade, o mais importante, segundo ele, é o compromisso com a verdade do Evangelho. Não uma verdade de teses, de discursos, mas uma verdade partilhada com amor, em espaços seguros e com humildade.

Outro importante dom que percebi no Arcebispo é o seu compromisso com o diálogo com outras Igrejas e outras religiões. Um diálogo que leve à defesa da justiça e da paz entre os povos. Em sua conversa com os representantes ecumênicos, enfatizou a necessidade de transpor muros. Sua abordagem da sociedade atual é profundamente crítica quando vivemos num mundo de desigualdades econômicas e sociais. Ele tem se manifestado sobre isso em diversos momentos.
Seu compromisso com o fortalecimento dos instrumentos de unidade da Comunhão vai sempre na direção de aperfeiçoar o sentimento de colegialidade. Estas visitas aos Primazes vai exatamente nesta direção: ouvir e coletar impressões. Há muita humildade no reconhecimento de que precisa conhecer melhor a diversidade da comunhão, enraizada em diversas culturas. Este fortalecimento também passa, segundo ele, pela inclusão linguistica, permitindo que documentos oficiais da Comunhão Anglicana sejam traduzidos para outras línguas!
Em seu contato com os bispos presentes, revelou uma naturalidade de quem enxerga os irmãos bispos sem solenidade formal, falando francamente como a iguais. Que Deus continue abençoando a vida e ministério do Arcebispo! Agora é aguardar uma outra visita, mais ampla e que permita um contato maior com nossa Igreja Provincial.
Quero agradecer o empenho e a dedicação sem par do staff da Secretaria Geral, das Missionárias do GT Missão e da The Episcopal Church (TEC) , das lideranças da Paróquia da Santíssima Trindade e da Diocese Anglicana de São Paulo (DASP). Um trabalho que exigiu esforço, sentimento de equipe e um serviço de amor. Ao staff da Secretaria Geral se somou também a colaboração da Revda Marinez Bassoto (Deã da Catedral Nacional), como Capelã do evento. Parabéns a todos e a todas, especialmente ao Revdo. Arthur Cavalcante que coordenou todo esse trabalho. O Primaz e os colegas bispos se sentiram muito bem acolhidos e cada detalhe não escapou ao cuidado dessa enorme equipe!
Que Deus abençoe cada um e cada uma com ricas bençãos e merecido descanso!

++ Francisco de Assis da Silva

Bispo Primaz da IEAB

Embaixador do Reino Unido Visita a Secretaria Geral da IEAB

seg, 01/09/2014 - 22:46

Como parte do protocolo da IEAB para as festividades da Visita do Arcebispo da Cantuária Sua Graça Justin Welby ao Brasil, de 4-5 de setembro, o Bispo Primaz Dom Francisco de Assis da Silva e o o Bispo da Diocese Anglicana de São Paulo Dom Flavio Irala receberam na tarde de 01 de setembro, o Embaixador do Reino Unido no Brasil, Vossa Excelência Alex Ellis que esteve acompanhado pelo Cônsul em São Paulo, Vossa Excelência Richard Turner.

A reunião ocorreu no mesanino da belíssima Igreja da Santíssima Trindade, em Campos Elíseos, em um clima muito amistoso. A Igreja da Trindade é o primeiro templo religioso de arquitetura moderna (1950) de São Paulo tendo como arquiteto o Prof. Jacob Ruchti. Os grandes vitrais foram projetados pela artista plástica Maria Leontina (1966).

O convite partiu da IEAB junto a Embaixada do Reino Unido que prontamente atendeu a solicitação do Bispo Primaz Dom Francisco de Assis. O Bispo Primaz juntamente com o Bispo de São Paulo puderam apresentar a Agenda Oficial do Arcebispo Welby no Brasil. Igualmente, resgataram os laços históricos  da IEAB com as Capelanias Britânicas e de sua importância para a espiritualidade afetiva dos episcopais brasileiros. Lembrou que esses laços com a IEAB é que tornam possível eclesiasticamente a filiação dessas capelanias com a The Church of England e consequentemente com a Comunhão Anglicana. Em nosso país, a Igreja Episcopal Anglicana do Brasil é a única representante (19º Província) da Comunhão Anglicana.

O Embaixador Ellis, 47 anos, é filho de pai anglicano e mãe presbiteriana, se mostrou muito a vontade nesse encontro com os Bispos da Igreja Anglicana no Brasil. Em julho de 2013, assumiu  o posto diplomático em Brasília e anteriormente  havia sido o Embaixador em Portugal.

No final do encontro foi entregue pelo Primaz Francisco e por Dom Flavio, um exemplar em inglês da Cartilha do Serviço Anglicano de Diaconia e Desenvolvimento (SADD) sobre Violência de Gênero e Mulheres. O Cônsul Turner se comprometeu em apoiar nos preparativos para receber o Arcebispo da Cantuária.

Arcebispo da Cantuária Sua Graça Justin Welby (ao centro) com membros da Família Real

PROGRAMAÇÃO DA VISITA DO ARCEBISPO DA CANTUÁRIA

O Arcebispo Welby despachará no escritório da Secretaria Geral da Igreja Episcopal Anglicana do Brasil, situado na Praça Olavo Bilac, no bairro de Campos Elíseos. Além de duas reuniões privadas com o Bispo Primaz do Brasil e de uma audiência com a Câmara de Bispos da IEAB, ele estará presente em outras ocasiões já previstas:

1- Coletiva de Imprensa- DIA 04 ÀS 15 H

2- Encontro com líderes de outras Religiões e Igrejas- DIA 04 ÀS 15H30

3- Ofício Religioso Eucarístico com Bispos, Fiéis, Clérigos, Líderes de outras Religiões e Igrejas e Autoridades Governamentais. Local: Paróquia da Santíssima Trindade (mesmo endereço do Escritório da Secretaria Geral). Data: 04/09 às 17 horas

4- Ofício Religioso e um café da manhã com lideranças clérigas e leigas da Igreja Episcopal Anglicana do Brasil. Local: Paróquia da Santíssima Trindade (mesmo endereço do Escritório da Secretaria Geral). Data: 05/09 às 08H

CONTATOS

Todo o contato que venha envolver a visita do Arcebispo da Cantuária, previsto pelo protocolo estabelecido entre o Palácio de Lambeth e a Igreja Episcopal Anglicana do Brasil, é realizado pelo Escritório da Secretaria Geral, situado na Praça Olavo Bilac, Nº 63. Bairro de Campos Elíseos. São Paulo/SP. Endereço eletrônico: sec.geral@ieab.org.br ou através do telefone (11) 36678161.

Os convites para participar desses momentos especiais com o Arcebispo Justin Welby serão emitidos de formada personalizada pela Secretaria Geral da IEAB seguindo um protocolo formal envolvendo as Dioceses da IEAB, Lideranças Religiosas, Imprensa e Autoridades.