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Dia da Mulher: Novos Desafios


Dia da Mulher: Novos Desafios


Dermi AzevedoAproxima- se o 8 de março, Dia Internacional da Mulher, agora no seu centenário. Nessa data especial, comemorada todos os anos, mulheres e homens do mundo inteiro são chamados a refletir sobre o papel, a importância e a essencialidade da participação feminina na sociedade como um todo.


A origem  da comemoração já é bem conhecida: o protesto de trabalhadoras norte-americanas contra a situação opressiva no trabalho que enfrentavam no final do século XIX, em plena escalada do capitalismo predador.



A partir desse trágico acontecimento, passou a ampliar- se o processo de conscientização na sociedade sobre a persistência das condições objetivas e subjetivas da exploração da mulher. Em qualquer parte do mundo, o observador atento notará a coexistência de pelo menos duas realidades: de um lado experiências bem sucedidas de emancipação feminina no sentido da conquista de espaço de dignidade e de justiça social; do outro a continuidade de estruturas e de situações de extrema violência contra a condição feminina.


Apesar do todos os avanços e conquistas sociais, a situação predominante ainda é opressiva. A mulher é vítima de exclusão social e de todo tipo de  violência, a começar pela doméstica. Os preconceitos e os estereótipos a ela atribuídos permitem que se mantenha atual a famosas conclusões a que chegou Simone de Beauvoir registradas em seu “O segundo Sexo”, dos anos 60.



Na medida em que avança a hegemonia da visão supostamente libertária de um individualismo sem fronteira, a imagem feminina continua a ser o elemento central para a introjeção e a aceitação passiva da ideologia do consumismo.


Tanto o corpo quanto a alma do ser humano foram tomados de assalto por essa ideologia. Estão aí os big brothers da vida para confirmar essa realidade...


Apesar de tudo, o centenário do dia da mulher motiva e exige de cada um nós uma reflexão bastante objetiva sobre o papel que assumimos na sociedade, diante da questão de gênero. Um desafio social cabe às igrejas e aos cristãos. Somos todos convocados a viver a missão, confiada por Jesus, de promover a vida em plenitude. E as mulheres, como sabemos, são as portadoras da mensagem de esperança trazida por Jesus Cristo.


* Dermi Azevedo é jornalista, cientísta político, articulador da Desmond Tutu e membro da Paróquia da Santíssima Trindade. Email: dermi508@gmail.com